Abr 09 2008
Sem medalhas
À porta fechada, o executivo da Câmara Municipal de Beja decidiu não atribuir este ano a Medalha de Honra do Município, galardão habitualmente entregue a individualidades e instituições que, de uma qualquer forma, se distinguem nas suas actividades em prol do concelho.
A decisão parece-me acertada – não vulgarizar a distinção, mas denota igualmente a carência de personalidades ou empresas/organismos que se destaquem na região.
Por rever continua a caduca legislação municipal que regulamenta a atribuição destas honrarias, não obstante as minhas insistentes recordatórias na Assembleia Municipal.
No próximo feriado municipal, só funcionários da autarquia e bombeiros irão receber medalhas de mérito.


9 de Abril de 2008 às 12:26
A mim parece-me mais uma espécie de isolamento em relação a tudo o resto.
9 de Abril de 2008 às 15:23
@madalena – eu acho que o comentário anterior ao teu explica alguma coisa. Para além disso, a metodologia adoptada – em que o executivo se fecha, para que cada grupo político lance as suas propostas, discutidas até à exaustão, num verdadeiro prós e contras, a metodologia, digo eu, não me parece a mais acertada. Será por isso que algumas medalhas terão sido entregues a ilustres conhecidos do salão nobre e pouco mais.
Prefiro a opção de não se distinguir, para que não se cometa a injustiça de distinguir quem não merece.
( e o executivo tinha este ano a possibilidade de distinguir, a título póstumo, a figura do General Humbrto Delgado, pois celebram-se 50 anos da campanha eleitoral do “general sem medo”. mas provavelmente não terá sido uma figura relevante para o concelho)
9 de Abril de 2008 às 16:12
Eu cá dava uma medalha aos chineses. É relevante a coragem dos homens em investir em pilhas no Alentejo.
9 de Abril de 2008 às 16:21
Nem sequer o hiperactivo José Soeiro, que se desunha em requerimentos? Ou aquele frenesim só serve para encher o noticiário da Voz da Planície?
Mas a maior injustiça foi não conceder uma medalhinha, nem que fosse de sabão, a José Monge.
9 de Abril de 2008 às 16:29
@josé – e quem receberia a comenda? Quem os representa?
9 de Abril de 2008 às 16:30
@charamba – qualquer das sugestões é boa. Mas calculo que o deputado venha a dar o nome a uma rua ou rotunda.
9 de Abril de 2008 às 21:22
Caro João Espinho, na minha modestíssima opinião, o trio maravilha da sociedade política e empresarial bejense é o mais indicado para tal tarefa. Com o crescimento exponencial da comunidade chinesa em Beja, concerteza que não faltaria, também, plateia para os aplausos.
E já agora, em função das boas relações entre a câmara de Beja e o partido comunista chinês (com o chefe de gabinete do chico a ganhar umas viagens à borlix até à capital da democracia), a mesma cerimónia pode ser aproveitada para uma jornada de apoio aos Jogos Olímpicos, a favor da repressão no Tibete, pela menorização dos Direitos Humanos e, finalmente, contra o Governo português. Decerto que seria uma grande jornada de luta da DORBE.
Disponha.
9 de Abril de 2008 às 22:12
É mesmo modesta a opinião!
9 de Abril de 2008 às 22:37
Faz todo o sentido condenar a opressão no Tibete e o estado ditatorial chinês. Não faz sentido é condenar a instalação dos chineses na cidade! Há muito bom bejense a vestir e calçar nos chineses porque o que ganham não dá pra mais…
10 de Abril de 2008 às 0:04
@druida – você sabe ler?
10 de Abril de 2008 às 0:33
Ja lhe pedi que não ofenda as pessoas que fazem comentários aqui! Que conversa é essa? É obvio que sei lei!
A conversa nem sequer é consigo….tente ser mas assertivo e tenha mais calma, homem!
10 de Abril de 2008 às 0:36
Ó druida, mas você acha que eu o ofendi?
Outra coisa: seguramente que não é você quem vem ditar as regras do blog. Meto-me nos comentários sempre que me apeteça. E quando não me apetece, não me meto. Certo?
10 de Abril de 2008 às 11:04
Antecipadamente peço desculpa se ofendo qualquer susceptibilidade mas, de facto, quem LER o que escrevi não pode inferir que censuro a vinda de uma comunidade chinesa, antes, fiz um trocadilho com a sua já grande representatividade em Beja, a ditadura chinesa, o pc chinês e a doutrina da câmara.
E já agora caro Druida, não ofende quem quer, mas quem pode. No que me diz respeito, vou mantendo a minha MODESTA humildade.
Muita saúde.
10 de Abril de 2008 às 11:08
Mas ó Madalena, também tu, aí, perdeste o essencial. É que é essencial existir um domínio do “capuchinho vermelho”. O que não é o caso em nenhum dos exemplos que deste.
10 de Abril de 2008 às 11:21
A propósito de frangos, talvez distinguir a churrasqueira do alemão, que tem feito um excelente serviço público. 🙂
10 de Abril de 2008 às 11:44
@josé – já agora, o seu ” trio maravilha da sociedade política e empresarial bejense” será o mesmo que refiro aqui como tríade?
10 de Abril de 2008 às 13:33
Nem mais João. Pontaria acertada.
10 de Abril de 2008 às 21:51
Uma medalha para o Chico, outra para o Monge, e outra para quem a apanhar.
10 de Abril de 2008 às 22:30
@madalena – respondendo a “porque é que não fizeste essa proposta?”. Simples: enquanto cidadão não tenho forma de fazer chegar essa proposta. Mesmoq ue a fizesse, enquanto cidadão, não a poderia defender em sede de executivo. Como deputado municipal, poderia fazer uma recomendação ao executivo, mas, da forma como está o regulamento, não teria hipóteses de argumentar junto de executivo que, como se sabe, se fecha para tomar decisões. O executivo tem, nesta matéria, todo o queijo e o faqueiro completo. Incontornável.
10 de Abril de 2008 às 22:47
Vou pensar nisso!
11 de Abril de 2008 às 9:07
[…] o interesse manifestado, trago cá para cima este assunto, destacando dois comentários: “Só acho profundamente triste quando todos os eleitos da […]