Jun 05 2015
RESIALENTEJO – trabalhadores em greve

Os trabalhadores da Resialentejo deliberaram por unanimidade, em assembleia realizada dia 4, marcar uma greve para os dias 22, 23 e 24 deste mês. A greve pretende reivindicar (…) gestão participada; cumprimento dos estatutos em relação à criação e funcionamento do conselho consultivo; extinção do cargo de diretor executivo como um cargo política; abertura de concurso público para a seleção e recrutamento do diretor executivo, não condicionada à duração dos mandatos do órgão executivo, com a participação e parecer vinculativo da comissão de trabalhadores; fomentar a responsabilidade social da empresa; atualização do acordo de empresa; definição de estratégia de médio/longo prazo com objetivos; e realização de uma reunião anual entre a administração e os trabalhadores para apresentação dos objectivos” (Ler aqui)


5 de Junho de 2015 às 17:26:00
E a primeira pergunta que me ocorre é… Quem é o actual Director Executivo?
5 de Junho de 2015 às 18:09:37
@rato – não será uma Directora?
5 de Junho de 2015 às 19:55:36
Quando se nomeiam comissários ou comissárias políticas para tarefas que exigem conhecimentos técnicos e de gestão, só pode dar m… É o que está a acontecer há muito tempo na Resialentejo, até que os trabalhadores perderam a paciência e o medo e querem defender a sua empresa e o seu posto de trabalho. mesmo que isso signifique a rua para esses ou essas comissárias.
5 de Junho de 2015 às 20:43:53
Uma directora que é casada com um alto representante do partido cujos militantes gritam aos quatro ventos que naquele partido não há favorecimentos nem lugares, nem cargos, para amigos nem familiares?
5 de Junho de 2015 às 20:56:17
Pelo que parece a próxima é a EMAS.
E com essa a coisa pia mais fino …
5 de Junho de 2015 às 20:58:21
Exacto! 🙂
5 de Junho de 2015 às 21:11:10
A senhora que se segue:
Empresa de águas de Beja endividou-se para asfaltar estradas
Os vereadores do Partido Socialista no executivo municipal de Beja acusam a maioria comunista de “gestão danosa” depois de esta ter avalizado a aquisição de uma central de massas asfálticas, assumindo um encargo de 285 mil euros mais IVA por um equipamento com 20 anos de uso e sem quaisquer garantias, conforme está expresso numa das cláusulas do contrato feito com a empresa LeiriPrensa. Além disso, a aquisição foi feita pela empresa de águas e saneamento, à qual não compete a gestão de estradas.
Segundo disse o vereador socialista Rui Marreiros ao PÚBLICO, a Câmara de Beja “obrigou a EMAS (empresa municipal de água e saneamento) a contrair um empréstimo de curto prazo” para adquirir um equipamento destinado a produzir massas asfálticas para a pavimentação de estradas, mas que já tem duas décadas de utilização.
O autarca socialista frisa que empréstimos de curto prazo “só podem ser usados para suprir carências temporárias de tesouraria”, não podendo ser desviados para investimentos, “como foi o caso”, acentua Rui Marreiros, explicando ainda que o objecto de actuação da EMAS “está longe de ser a reparação de estradas e caminhos, quando se dedica à gestão da água e do saneamento”.
Foi este conjunto de contradições e “atropelos à lei” que levou a oposição socialista a colocar a questão ao presidente da câmara, João Rocha, na reunião do executivo municipal de 3 de Junho, instando-o a explicar por que razão a compra do equipamento “não passou pela reunião de câmara” e criticando-o pelo facto de ter tomado uma decisão repleta de “coisas estranhas e complicadas do ponto de vista legal e estratégico”. João Rocha é também presidente do conselho de administração da EMAS.
Para além do “péssimo negócio, não foram cumpridas regras de gestão, de contratação pública e de defesa do interesse público”. Subsiste ainda o facto de a empresa vendedora só se ter relacionado mais três vezes com a administração pública, sendo que “duas delas estiveram na base de venda de equipamento à Câmara de Serpa”, destaca o vereador socialista. João Rocha foi presidente do município da margem esquerda até 2013.
Além do mais, já foram pagos 200 mil euros, mas a central de massas asfálticas “só é entregue dentro de seis meses”, assinalou Marreiros, observando que para rentabilizar a aquisição “é preciso equipamento acessório e recursos humanos”.
João Rocha foi parco em explicações, frisando apenas que “as coisas acontecem e não podíamos perder a oportunidade” de comprar a central de massas asfálticas. O que importa, referiu o autarca, “é colocar a maquinaria a trabalhar para recuperar as ruas do concelho o quanto antes”.
Sobre o teor das acusações formuladas pela oposição, o autarca disse que “são insinuações e alguns vão ter de engolir o que disseram”.
O PÚBLICO pediu a João Rocha que fundamentasse as razões da aquisição do equipamento pela EMAS, mas o autarca adiantou apenas que vai ser feito “um contrato” entre a câmara e a empresa municipal. Sobre o montante pago pela aquisição, foi Rui Marreiros que adiantou o valor. “Eu não tenho os números de cor”, justificou-se o presidente da Câmara de Beja.
O PÚBLICO tentou contactar a empresa LeiriPrensa, mas não obteve resposta.
7 de Junho de 2015 às 15:23:56
Será que as mudanças radicais operadas no físico da diretora executiva da Resialentejo se estenderam à mente e às ideias políticas? Ou será que este movimento é também contra esta comissária política e o seu bem remunerado tacho? O que se passou e passa na Resi está ainda por se saber, mas, certamente, se for investigado alguém, provavelmente, irá preso…negócios com as empresas, fundos comunitários devolvidos, …
7 de Junho de 2015 às 18:31:56
Linha DURA do PC de Beja a ser confrontada com uma gestão no minimo incompetente.
8 de Junho de 2015 às 9:56:22
Agora a ResiAlentejo…depois a EMAS! O pessoal está farto de tanta incompetência! Não questiono o facto de se colocar pessoas da confiança politica em cargos-chave..mas colocar pessoas sem conhecimentos alguns do quer que seja, só porque sim…é esgotante e ridículo!
Não basta já o cenário caótico na CMB, para o mesmo se repetir em todo o lado onde o PCP põem a mão..
É por isso que Beja não sai da cepa torta! Gente sem conhecimentos mínimos do quer que seja, dirigem e fazem a gestão de tudo o que mexe nesta cidade!
8 de Junho de 2015 às 13:19:34
Tachos e tachinhos, a luta continua. Na Câmara, Emas, Resialentejo, Cimbal é o PCP que põe e dispõe. Mas no aparelho do Estado Central, PSD, CDS e PS metem lá todos os que podem. No IEFP, na Segurança Social, na Saúde, nas direcções regionais é um fartar vilanagem. E nem sempre são os mais competentes. O último está aqui, da Educação para o Centro de Emprego : http://www.lidadornoticias.pt/beja-iefp-tres-novos-diretores-adjuntos-de-centros-de-emprego-tomam-hoje-posse/
8 de Junho de 2015 às 19:12:36
Tachos e tachinhos, a luta continua. Na Câmara, Emas, Resialentejo, Cimbal é o PCP que põe e dispõe. Mas no aparelho do Estado Central, PSD, CDS e PS metem lá todos os que podem. No IEFP, na Segurança Social, na Saúde, nas direcções regionais é um fartar vilanagem. E nem sempre são os mais competentes. O último está aqui, da Educação para o Centro de Emprego : http://www.lidadornoticias.pt/beja-iefp-tres-novos-diretores-adjuntos-de-centros-de-emprego-tomam-hoje-posse/
8 de Junho de 2015 às 20:44:44
Esta nomeação de Herlander Mira denota que Simões e capangas já assumiram que vão perder as próximas eleições.Agora é alocar toda a gentinha. Aparelho de Estado no Distrito de Beja , Fundação S. Barnabé e até uma Associação de exportadores para os Paises da CPLP, que nomeou Simões seu Representante no Baixo-Alentejo , tudo serve para a clientela se safar.
Essa da Associação nomear Simões seu Representante no Baixo-Alentejo é uma demonstração clara da promiscuidade entre politica e negócios .Como cereja no topo até mereceu a benção do Tio João Rocha.
8 de Junho de 2015 às 23:11:50
Beja merece? Muito provavelmente; votou-se em quem se votou e “democraticamente” sofremos as devidas consequências. E ainda a procissão vai no adro, sem falar na CIMBAL, Conservatório, escolas, museu, imprensa, rádio, ExpoBeja…e a própria autarquia!
15 de Junho de 2015 às 19:31:43
A comissão trabalhadores não pode cingir -se à reivindicação salarial. Deve controlar a produção e a gestão. Os técnicos intermédios podem e devem estar na CT mas não podem dominá-la porque senão organizam se e acabam por dominar a CT. Assim aconteceu com muitas cooperativas.
É importante que cada trabalhador tenha conhecimento de todo o processo produtivo para poder deliberar em assembleia de forma correcta. É importante dar esse passo !
Nas assembleias gerais , realizadas fora do horario trabalho a CT e os trabalhadores roubam o tempo de descanso e de convivencia e partilha das actividades domésticas para estarem na assembleia. Deve haver uma forma de suplementar de remuneração pela sua participação na mesma.
A CT deve ser como uma irmandade. Devem envolver as familias neste processo e criar um fundo de apoio aos familiares e de informação aos cidadãos.
Pelas reacções havidas parece que os trabalhadores já ficam a saber quem são os trafulhas que, em seu nome negoceiam contra eles.
Há muito mais gente a estar com a CT mas que não tem conhecimento do que se passa.
O talento do povo é muito superior ao talento das elites. Estas em nome do povo vão amealhando rendimentos e património.