Arquivo de Maio de 2021

Costa em Beja

31 de Maio de 2021

Desiludam-se os que pensam que ele vem anunciar alguma obra estruturante para o desenvolvimento do Distrito.
Vem apresentar a moção da sua recandidatura a SG do PS.
A coisa vai ser no auditório do Instituto Politécnico.
Costa, respeitando as directivas da DGS, manterá um enorme distanciamento social dos autóctones, não vá algum dizer-lhe umas verdades na cara. Ou na máscara.
A coisa tem uma vantagem: por alguns momentos não vamos ter Paulo Arsénio, na sua página do Facebook, a anunciar a inauguração de um canteiro de papoilas num qualquer bairro da cidade.

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O regresso

27 de Maio de 2021

Destaco o que escreveu Pedro Correia no Delito de Opinião:

O estado de anemia do espaço político tradicional do centro-direita ficou bem patente, nestes dois últimos dias, com o regresso de Pedro Passos Coelho aos focos noticiosos. Nem precisou de abrir a boca. Bastou-lhe aparecer na convenção promovida pelo MEL no centro de congressos de Lisboa para se tornar notícia. Em silêncio, conseguiu mais protagonismo do que todos os oradores.

Quem esteja atento aos sinais, percebe que nada disto acontece por acaso. No segundo dia, Passos entrou na sala seguido de Paulo Portas – numa espécie de hierarquia natural, reproduzindo a existente no Governo que ambos formaram há dez anos. Também aqui foram desnecessárias palavras: a linguagem não-verbal dizia tudo. Com um toque de premonição, como o futuro próximo demonstrará.

Enfim, o tratamento que o ex-primeiro-ministro dispensou a André Ventura foi igualmente revelador. O ansioso deputado do Chega acercou-se dele de mão estendida, procurando potenciar aquela photo op, como se diz em jargão de assessoria mediática. A reacção de Passos não deixou margem para dúvidas: nem se levantou para lhe retribuir o cumprimento, nem lhe deu uma segunda hipótese para nova imagem conjunta, abandonando a sala antes de o líder do Chega descer do palco.

Enfim, evidências de profissionalismo político. Demonstrando aos amadores como se faz. Sem necessidade de nenhuma agência de comunicação a ditar regras ou dar o mote. Quando há dotes naturais de liderança tudo isto parece fácil. Quando não há, até a própria sombra atrapalha.

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Orientem-se

26 de Maio de 2021

Ocorreram novas confusões relacionadas com a resposta à pandemia de Covid-19 e que começaram com o secretário de Estado da Saúde a anunciar que haveria uma aceleração da vacinação na região de Lisboa na faixa dos maiores de 30 e 40 anos. A task force liderada pelo vice-almirante Henrique Gouveia e Melo confirmava pouco depois ao Observador que Lisboa, afinal, não vai ser exceção: a vacinação nessas faixas etárias arranca ao mesmo tempo em todo o país. Já não evitou o protesto de Rui Moreira que considerou de imediato “inaceitável” que houvesse uma exceção para a região de Lisboa. Ainda sobre Lisboa, o jornal Público noticia que mais de 5 mil empresas do concelho optaram por não recorrera ao programa de testes gratuitos do município.

NOTA: chegará o dia em que governantes e o VALM Melo vão medir forças. Vamos depois ver como se comporta o Costa.

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Vitória garantida

24 de Maio de 2021

As autárquicas do próximo Outono estão no papo, pensará Paulo Arsénio.
Veja-se o optimismo reinante no seu feed no Facebook.
Hoje anunciou a instalação de 3 grandes unidades fabris no concelho, que poderão fixar alguns bejenses que teimam em fugir do deserto e atrair muito mais gente à cidade e ao seu centro, onde Arsénio mandou plantar 3 tílias (chá com fartura) e duas aurocarias.
Beja é, cada vez mais, o centro do sul.
Obviamente que a história das unidades fabris é uma brincadeira minha.
Mas a plantação de 5 árvores é mesmo a notícia da semana.
Enfim…

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A Generala

24 de Maio de 2021

Sinhazinhas Flor (e o seu único marido), por Paulo Barriga, no Atual

Confesso: estava a aguardar com alguma curiosidade, embora não excessiva, um ataque de leão (é assim que ele se autointitula, ó pobre vida selvagem) da chefe de divisão cultural da Câmara de Beja às acusações públicas e publicadas que a dita felídea tem vindo a ser alvo nos últimos meses. Mas não, Florbela Fernandes, não ruge em público. É mansinha, afinal. Mia fininho, mesmo quando sobre ela recaem denúncias de persecução e de perseguição sobre técnicos culturais de mérito internacionalmente reconhecido. De se imiscuir, com a arrogância letal do matador em trajo-de-luzes (de chicuelinas e verónicas, pelos vistos, ela percebe), na gestão madura e competente dos poucos equipamentos culturais municipais que ainda subsistem com algum tino. De ter implodido a Casa da Cultura, esse antro de gente com ideias esquisitas e com vontade de aprender, de pensar, de partilhar conhecimento, de fazer coisas. De se vangloriar entre as suas “ultras” sorridentes parceirinhas (e tão tristemente eufóricas que elas são, coitaditas) de que Beja não precisa de arte-contemporânea para ser o tão aclamado “Centro do Sul”.

Tenho de voltar ao confessionário: estava à espera de tudo e de mais alguma coisa, mas jamais de tamanha sonsice. No jornal-do-regime-cá-da-nossa-paróquia fez a “generala” (a designação também é dela para si própria) publicar esta semana uma nota de esclarecimento, amansada, onde reconhece que o que faz é para “pugnar, sempre, pelo interesse público”. Importa-se de repetir? “Interesse público”? Quando li isto, não me contive: ri que nem um condenado (experimentem, façam-me esse favor, rir é um escape do caraças contra a ignorância). Que ganda-lata! Quer então dizer que impedir as bandas rock da cidade de ensaiarem, que impossibilitar o acesso às mais variadas artes a centenas de jovens ou que banir desenhadores e ilustradores é do “interesse público”? Mas de que “interesses” e de que “públicos” está a dita a falar? Há qualquer coisa aqui que me escapa. Ou talvez não. Afinal, como bem diz a implacável regeneradora da cultura bejense, Florbela Fernandes é apenas uma “funcionária pública”.

Tenho uma tese sobre a administração autárquica da cultura e sobre o potencial de desenvolvimento de pequenas cidades periféricas como Beja: a coisa merece um pelouro próprio, autónomo e com desafogada emancipação financeira. Não é o caso, infelizmente. Encafurnar a cultura na já ataviada mochila de tarefas e funções do presidente executivo revela uma de duas coisas. Ou a cultura é apreciada como mera alínea, verbo de encher que leva trato de vão-de-escada (como aparenta suceder). Ou então o autarca presidente tem uma sensibilidade desmedida, uma visão mundividente, um rasgo civilizacional que a mete a ela, à cultura, na linha da frente do desenvolvimento económico e social do seu concelho (o que, de todo, não está a suceder).

Não sei do que falaram em privado, Paulo Arsénio e Graça Fonseca, quando a ministra andou por Beja no início deste mês (sim, até o Governo tem tutela própria para a cultura). Mas temo o pior. Em público, o presidente de Beja não teve direito a botar palavra, uma vez que não quis aderir ao tal projeto de “arte-contemporânea” que trouxe a ministra da Cultura à cidade, o “Futurama”. Nesse particular, o brilharete ficou para a vereadora da cultura da câmara de… Serpa. Adiante. Mas se o bom povo quiser mesmo ter uma ideia do “estado da arte bejense”, nada como espiolhar no “sítio do costume”. Facebook de Paulo Arsénio, 1 de abril: “um dia em Beja da Senhora (sic) Ministra da Cultura, Graça Fonseca. Iniciou por Beja o Roteiro Nacional da Cultura. O facto do Roteiro se ter iniciado em Beja é o reconhecimento da qualidade dos equipamentos culturais do Município, da nossa programação e dos nossos artistas e agentes culturais locais”. Uau!

(mais…)

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Uma questão. Ou duas

22 de Maio de 2021

A campanha autárquica vai ser um passeio para Paulo Arsénio? Quem é que o vai contrariar nas suas certezas de ser reeleito?
Vitor Picado, Palma Ferro? Ou serão os eleitores que em 2017 votaram útil?

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Odemira é só um pequeno exemplo

22 de Maio de 2021


Foto: MÁRIO CRUZ/LUSA

Há dias, o Correio Alentejo destacava o título: “Odemira volta à normalidade“. Depois dava eco às palavras de António Costa. Registem : “Não tenho a menor das dúvidas do custo enorme de uma cerca sanitária para quem está, para quem quer estar e não pode estar e para quem está e quer sair e não pode sair.” Nem Sócrates, o filósofo, diria melhor. Quando não se sabe o que dizer, jogam-se palavras sem nexo para o ar, na esperança que alguém as propague, como sendo muito úteis. O Correio Alentejo fez bem o seu trabalho.
No mesmo jornal, podemos ler que o presidente socialista de Odemira garante que “PREJUÍZOS DA CERCA SERÃO COMPENSADOS”. Só acredita quem quer. O Correio Alentejo parece que acredita.
Entretanto, depois da assinatura de diversos protocolos, a cerca foi levantada. Voltou tudo à normalidade? Só no pensamento dos militantes do PS. As casas sobrelotadas de imigrantes continuam, a descarada exploração, a escravidão e a desumanidade continuam. Miguel Sousa Tavares escreveu : “Acabou a cerca sanitária [em Odemira] e os escravos podem voltar ao trabalho a tempo de os ‘empresários’ terem quem lhes colha as preciosas framboesas”.
É esta a realidade de um país que se intitula de ter uma governação humanista. E de uma região que sempre conheceu a exploração.
Dentro de alguns dias o Presidente da República, numa das suas inúteis “presidências abertas”, andará por ali a ver o estado da coisa. Ouvirá dezenas de “especialistas” e andará cercado por outras tantas dezenas de autarcas socialistas (e de uma apreciável quantidade de governantes). Como é ali para os lados de Odemira, até é capaz de ter a companhia de António Costa. No final… no final tudo ficará na mesma, pois há algo que não muda com as visitas de Marcelo: a mentalidade de muitos portugueses.

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IVAucher

22 de Maio de 2021

IVAucher arranca em junho para estimular consumo no verão e no outono.

Os clientes que peçam faturas com número de contribuinte na restauração, alojamentos e espaços de cultura vão receber o IVA para gastar no trimestre seguinte.

Como estou habituado a que governos socialistas só sabem roubar, pergunto: esse IVA que vamos receber, vai contar como receita e como tal tributado em sede de IRS?

Vamos aguardar pelos resultados práticos desta medida.

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Um tremendo erro de ‘casting’!

18 de Maio de 2021

Escreve Simão Mata na mais recente edição do Diário do Alentejo:

Quando em junho do ano passado fui um dos signatários de uma petição para a manutenção da continuidade dos ateliers instalados na Casa da Cultura da responsabilidade da Câmara Municipal de Beja temia o que hoje é o presente deste serviço da cidade. Com efeito após esta fase de mais um severo confinamento provocado por esta demoníaca pandemia, este é um dos serviços da autarquia que se manteve encerrado “por tempo indeterminado” durante muito tempo, reabriu recentemente, mas perdeu todas as suas valências como o núcleo de internet, os 26 ateliers, o ensaio de bandas, espaços cedidos para associações e exposições já anunciadas e pura e simplesmente anuladas.
O que mudou? Porque razão um serviço que funcionava bem, uma verdadeira instituição cultural da cidade se mantêm inoperante? Porque já não funcionam os ateliers permanentes da Casa da Cultura? Porque se alteraram os horários? Sabendo que a Casa da Cultura encerrava às 23h00. Mas as bandas tinham autorização para ensaiar pela noite dentro. Alguns ateliês também se realizavam para lá desse horário, como forma de cumprir o interesse dos utentes. Havia inclusivamente ateliês que se realizavam ao sábado de manhã e ao domingo, mesmo com a Casa da Cultura encerrada ao público. As reuniões e encontros das associações também se realizavam a qualquer hora, normalmente ao fim-de-semana, quando lhes era possível. Tudo isso acabou.
O mesmo se passou com o ensaio das bandas.
Como a Casa da Cultura encerra à noite simplesmente não há ensaios. As bandas partiram, na sua maioria. Os monitores dos ateliês também…
Na verdade, ao encerrar a Casa da Cultura ao final da tarde perdeu-se a possibilidade de realizar todo e qualquer ateliê, já que funcionavam em horário pós-laboral, o que facilitava a vida aos seus diferentes utilizadores.
As respostas a todas estas questões têm a ver com a nova forma de gestão dos assuntos culturais da cidade.
Quando em Janeiro de 2020, foi nomeada uma nova chefe da divisão de cultura da autarquia, rapidamente foi percetível a necessidade obsessiva de proceder a “uma limpeza” na Casa da Cultura e não só.
(leia aqui o artigo completo – pdf)

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Erros e equívocos na reforma da estrutura superior das Forças Armadas

18 de Maio de 2021

No Observador, escreve o MGEN Matos Coelho:

“No Parlamento, há duas propostas do Governo para reforçar as competências do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA). Uma, altera a Lei de Defesa Nacional (LDN) e outra aprova uma Lei Orgânica das Bases da Organização das Forças Armadas (LOBOFA), que baixa as posições da Marinha, Exército e Força Aérea com repercussões na defesa nacional e na organização e funcionamento das Forças Armadas. O Ministro da Defesa Nacional (MDN) comunicou as alterações, através da comunicação social, surpreendendo militares e público em geral e criando apreensões ao não divulgar estes projetos de decretos-lei.

Em ambas as propostas, a perda de autonomia dos Chefes de Estado-Maior dos ramos (CEM) e passagem à dependência hierárquica do CEMGFA para os assuntos militares, é justificada “com a melhoria da articulação político-militar, nomeadamente através de uma distinção mais clara entre a orientação estratégica e a execução, o reforço da unidade de comando das Forças Armadas, aos níveis estratégico e operacional, a minimização de redundâncias de competências e de estruturas e o esclarecimento de situações que podem ser equívocas quanto à linha de comando”.

    (…) A fundamentação para a nova LOBOFA também refere que esta “não representa uma rutura com o passado e procura dar continuidade a reformas anteriores”. Tal afirmação é outro equívoco, porque a proposta rompe com a realidade atual, designadamente, em três aspectos:

    Subordina os CEM ao CEMGFA, sem um desígnio nacional que o justifique;
    Elimina a capacidade deliberativa do Conselho de Chefes de Estado-Maior, que passa a órgão de consulta do CEMGFA;
    Alivia a agenda do MDN, passando os assuntos dos ramos a ser, na generalidade, intermediados pelo CEMGFA. (…)

Leia aqui o artigo completo.

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Beja e a azulejaria

14 de Maio de 2021

Escreve Florival Baiôa:
“Caros amigos e amigas amanhã, dia 15, haverá uma conferência no Museu de Beja, às 19horas, sobre os 550 anos de azulejaria de Beja. A primeira cidade portuguesa a utilizar esta arte decorativa, no Palácio dos Infantes e no Convento da Conceição. Foi daqui que se espalhou por todo o País e se tornou no nosso maior património artístico. Prometo ser breve ou curto como quiserem, mas poderá conhecer melhor a história desta capital do Baixo Alentejo. No Domingo vamos fazer uma visita guiada, talvez tenha interesse também, mas precisa de se inscrever… por causa da pandemia.

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Um excelente ministro

13 de Maio de 2021

Se António Costa cumprisse as regras básicas de saúde pública, já teria enviado o seu amigo Cabrita para isolamento profilático.
Mas as nódoas são para proteger, principalmente nos governos socialistas.
Sai uma gola inflamável para a mesa do canto.

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