Há muito para fazer no ordenamento do território.A maioria das florestas são particulares e pouco ou nada é feito na prevenção dos fogos.Depois o fogo tambem é um grande negócio,para os madeireiros para quem a madeira queimada custa quase nada e tem a mesma utilidade para a transformação em celulose, e as empresas que fazem seu o negócio de apagar os fogos.
Enquanto isso os meios de combate a incendio da Força Aérea ficaram obsoletos,por falta de uso,desde que o combate aos incendios passou a ser adjudicado a empresas privadas,um negócio de milhões de euros anualmente.Até há uns anos atrás era uma tarefa da FAP.
@Mike Fox
Você está a leste da realidade, mas muito a leste.
A única coisa que acertou( mas parcialmente apenas) é que muita floresta é de particulares, o mal é que não se sabe bem quem são os donos, e nem os donos sabem o que têm. Um problema de cadastro e das conservatórias prediais.
Pouco ou nada é feito em termos de prevenção precisamente devido a este problema, ninguém sabe o que é e de quem é.
Há já uns anos que a transacção de madeira queimada é muito controlada. Apenas o estado pode negociar livremente com ela. É o que diz a lei, se é ou não respeitada é outro assunto.
Sabe que a Semapa têm corporações próprias de bombeiros? Será para atear fogos ou para os evitar\controlar?
A FAP nunca “atacou” incêndios directamente, apenas apoiava( e continua a apoiar) com alguma logística( dentro do possível). Nem a FAP têm meios para o ataque a incêndios florestais.
O concurso lançado a empresas privadas é o modelo correcto( usado com sucesso na Austrália, Canadá, Espanha, EUA etc), o mal é que o caderno de encargos está mal elaborado e viciado desde o inicio. Chega-se ao cúmulo de a empresa que ganha o concurso não respeitar metade das obrigações e mesmo assim acabar a época impunemente( sem penalizações) e mesmo assim concorrer no(s) próximo(s) concursos.
Sabe onde está o maior cancro? ANPC. Chega-se ao cúmulo de ter de pedir autorização a LX onde está um tipo sentado numa secretária no AC para o meio aéreo descolar. Entretanto passam 30 min e o fogo esta descontrolado.
Quer agora uma surpresa? procure lá quem lançou o concurso aos disparates dos Kamov’s. É alguém que agora deve de ir passar uns tempos “solarengos”.
@Mike Fox
Por alguns acasos da vida, até sei mais alguma coisinhas de combate aéreo a incêndios que o senso comum.
A FA nunca foi e dificilmente será solução ao combate aos incêndios florestais( ao contrário do exército).
Quer umas explicações rápidas? O “velhinho” C-130 não têm a tal chamada prontidão. Mesmo um procedimento de arranque de emergência não leva menos de 20\30min. Uma PT6A( usada em vários monomotores e heli’s) em 4 min está no taxi pronta a take off. Depois aquela velhinha “cábula” do MTOW, sem ser em aeródromos\bases militares, não temos nenhuma pista de capaz de o fazer operar de maneira eficaz. ( ok, Braga dá). Depois aquela coisa das escalas e pessoal com certificação, e já para não falar na articulação sempre difícil entre militar\civil.
Sabe que durante muitos anos Portugal foi visto como um exemplo no combate a incêndios florestais?
Mas depois começaram a vir os Gil’s Martin’s todos e foi o que se viu.
O segredo no ataque a incêndios florestais está há muito tempo estudado e demonstrado. A 1ª base é a prevenção no “defeso”, a 2ª base é a observação\vigilância e a 3ª base a prontidão de resposta.
O que acha mais eficaz? 1 C-130 a descolar passado 40 min e ainda levar 1h de voo, ou 10 meios ligeiros a descolar passado 5 min do alerta a 10 min do local de deflagração? Pergunte a quem quiser( e quem saiba do assunto, claro), os incêndios ou se apanham na primeira hora de ocorrência, ou então, “arde o que têm de arder”.
*Bónus – O responsável pela pouca vergonha dos Khamov’s foi o Rocha Andrade.
8 de Agosto de 2016 às 17:57:58
Há muito para fazer no ordenamento do território.A maioria das florestas são particulares e pouco ou nada é feito na prevenção dos fogos.Depois o fogo tambem é um grande negócio,para os madeireiros para quem a madeira queimada custa quase nada e tem a mesma utilidade para a transformação em celulose, e as empresas que fazem seu o negócio de apagar os fogos.
Enquanto isso os meios de combate a incendio da Força Aérea ficaram obsoletos,por falta de uso,desde que o combate aos incendios passou a ser adjudicado a empresas privadas,um negócio de milhões de euros anualmente.Até há uns anos atrás era uma tarefa da FAP.
8 de Agosto de 2016 às 19:54:59
@Mike Fox
Você está a leste da realidade, mas muito a leste.
A única coisa que acertou( mas parcialmente apenas) é que muita floresta é de particulares, o mal é que não se sabe bem quem são os donos, e nem os donos sabem o que têm. Um problema de cadastro e das conservatórias prediais.
Pouco ou nada é feito em termos de prevenção precisamente devido a este problema, ninguém sabe o que é e de quem é.
Há já uns anos que a transacção de madeira queimada é muito controlada. Apenas o estado pode negociar livremente com ela. É o que diz a lei, se é ou não respeitada é outro assunto.
Sabe que a Semapa têm corporações próprias de bombeiros? Será para atear fogos ou para os evitar\controlar?
A FAP nunca “atacou” incêndios directamente, apenas apoiava( e continua a apoiar) com alguma logística( dentro do possível). Nem a FAP têm meios para o ataque a incêndios florestais.
O concurso lançado a empresas privadas é o modelo correcto( usado com sucesso na Austrália, Canadá, Espanha, EUA etc), o mal é que o caderno de encargos está mal elaborado e viciado desde o inicio. Chega-se ao cúmulo de a empresa que ganha o concurso não respeitar metade das obrigações e mesmo assim acabar a época impunemente( sem penalizações) e mesmo assim concorrer no(s) próximo(s) concursos.
Sabe onde está o maior cancro? ANPC. Chega-se ao cúmulo de ter de pedir autorização a LX onde está um tipo sentado numa secretária no AC para o meio aéreo descolar. Entretanto passam 30 min e o fogo esta descontrolado.
Quer agora uma surpresa? procure lá quem lançou o concurso aos disparates dos Kamov’s. É alguém que agora deve de ir passar uns tempos “solarengos”.
11 de Agosto de 2016 às 10:25:38
@ Américo
http://novoadamastor.blogspot.pt/2011/08/mdn-mai-incendios-e-asneiras-escusadas.html
11 de Agosto de 2016 às 15:26:42
@Mike Fox
Por alguns acasos da vida, até sei mais alguma coisinhas de combate aéreo a incêndios que o senso comum.
A FA nunca foi e dificilmente será solução ao combate aos incêndios florestais( ao contrário do exército).
Quer umas explicações rápidas? O “velhinho” C-130 não têm a tal chamada prontidão. Mesmo um procedimento de arranque de emergência não leva menos de 20\30min. Uma PT6A( usada em vários monomotores e heli’s) em 4 min está no taxi pronta a take off. Depois aquela velhinha “cábula” do MTOW, sem ser em aeródromos\bases militares, não temos nenhuma pista de capaz de o fazer operar de maneira eficaz. ( ok, Braga dá). Depois aquela coisa das escalas e pessoal com certificação, e já para não falar na articulação sempre difícil entre militar\civil.
Sabe que durante muitos anos Portugal foi visto como um exemplo no combate a incêndios florestais?
Mas depois começaram a vir os Gil’s Martin’s todos e foi o que se viu.
O segredo no ataque a incêndios florestais está há muito tempo estudado e demonstrado. A 1ª base é a prevenção no “defeso”, a 2ª base é a observação\vigilância e a 3ª base a prontidão de resposta.
O que acha mais eficaz? 1 C-130 a descolar passado 40 min e ainda levar 1h de voo, ou 10 meios ligeiros a descolar passado 5 min do alerta a 10 min do local de deflagração? Pergunte a quem quiser( e quem saiba do assunto, claro), os incêndios ou se apanham na primeira hora de ocorrência, ou então, “arde o que têm de arder”.
*Bónus – O responsável pela pouca vergonha dos Khamov’s foi o Rocha Andrade.
11 de Agosto de 2016 às 15:51:18
Esse não é do FlyGalp?
11 de Agosto de 2016 às 18:12:59
Sim, esse mesmo artista.
11 de Agosto de 2016 às 20:08:20
Verdadeiro artista