Mai 19 2006
SERMOS PAIS NA ESCOLA

Promovida pela Associação “Terras Dentro“, em parceria com a Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Mário Beirão de Beja, Câmara Municipal de Beja, Junta de Freguesia de S. João Baptista/Beja, Escola EB2,3 Mário Beirão/Beja e o Centro Distrital da Segurança Social/Beja, realiza-se hoje, Sexta-feira, pelas 20H30, no auditório da Biblioteca Municipal de Beja, uma acção de sensibilização para Pais, Professores e Agentes Educativos, cujo tema será “Sermos Pais na Escola“.
Esta acção tem como objectivos principais:
– Optimizar o papel/envolvimento dos pais na escola
– Promover a relação escola/família
– Promover a troca de experiências entre os vários intervenientes
Como oradores convidados estarão presentes:
– Prof. Dr José Morgado – ISPA
– Prof. Cristina Almeida – Directora de Turma da EB Mário Beirão
sendo moderador João Espinho, da Associação de Pais da Escola EB 2,3 Mário Beirão.
A entrada é livre.
Financiamento:




9 de Maio de 2006 às 14:09:42
Nestas iniciativas nunca, ou muito raramente surgem assistentes socias para dar a sua opinião e contribuir com o seu conhecimento.
A prioridade é dada, sempre á psicologia e depois “psicologiza-se” tudo e explica-se que por X+Y a razão de qqr coisa que surja.
9 de Maio de 2006 às 14:46:31
@mayday
E qual é o problema de se “psicologizar” as coisas? Não será a isso que se chama pensar cientificamente? “…assistentes sociais para dar a sua opinião e contribuir com o seu conhecimento…”
9 de Maio de 2006 às 16:02:29
Não foi nada disso que quis dizer! Nada de “bota abaixo”, nem de duvidar da pessoa convidada.
Acho que o trabalho social e o seu aprofundamento só poderá ter o caminho da interdisciplinaridade, tanto mais num GAFF.
Foi só isso que queria dizer.
Quanto á fraca participação dos Assistentes Sociais nestas iniciativas não sei se é por falta de iniciativa ou se é por falta de convite. Sou finalista de Serviço Social e pelo que sei e por o que conheço de perto há mesmo uma tendencia de se recorrer mais á psicologia esquecendo outras ciências como o Serviço Social, a Sociologia ou outros agentes de cada contexto que podem contribuir com outros conhecimentos: enfermeiros, médicos, professores.
O Gaff da Mario Beirão não tem Assistente Social? Não foi convidada ou não quer participar?
Olhe se não há envio já o meu curruculum 🙂
9 de Maio de 2006 às 16:43:32
Olá,
Eu, apesar de ter quase a certeza que sou o mais jovem destas três pessoas que neste momento estão a comentar este post, acho que já tenho, na área em que se trata, uma participação com alguma substância, quer em termos de participação, quer em termos de organização e desenvolvimento de trabalho.
Acho que até este momento, um longo caminho tem sido percorrido, com alguns dos diversos agentes educativos, nos diversos organismos criados para o efeito, e em iniciativas deste género. A meu ver, o principal trabalho desenvolvido nesta área foi feito em torno dos organismos que acompanham esta área, falta abrir à população (pais, alunos, etc)!
Concordo quando é dito que muitas vezes é esquecido o papel do assistente social neste processo, e que a meu ver é um parceiro privilegiado na ligação escola – aluno – família – comunidade.
Mas não menosprezo a importância dos psicólogos, sociólogos, etc etc etc, nestas discussões e também no acompanhamento (embora noutras vertentes) dos alunos, seus familiares e comunidade.
Como diz o ditado popular africano “para educar uma criança é preciso toda uma aldeia” assim todos os agentes educativos tem que ser chamados a intervir de forma coordenada e cada um com as suas competências e actividades bem definidas, para não haver atropelos, conseguirmos ter os diversos organismos a funcionar correctamente e em conjunto alcançarmos os objectivos a que nos propomos.
Mas para mim, o grande problema reside actualmente na falta de participação dos pais e mesmo dos alunos nas diversas actividades para que são propostos, chamados a intervir, nos sítios em que tem que representar o seu sector. Direitos e Deveres. E aqui sim urge dar a volta à questão. E como já disse, tenho alguma vivência desta área, e por muito que se tente, por muitas e diversificadas iniciativas que se façam, quer de trabalho, quer de lazer, os pais continuam a ficar à porta da escola e nos estudantes não está a ser fomentado/ensinado o espírito/dever/direito de participação.
Para mim esta é uma vertente que pode começar a mostrar um futuro comprometido.
Repito, acho que estes problemas são os fulcrais, e a resolução deles não é feita do dia para a noite, tem que se mexer com costumes, hábitos, consciências, um trabalho moroso, mas fundamental.
O que eu pergunto é: o que estamos nós a fazer neste sentido?
Saudações a colega estudante e ao outro participante e a todos os leitores no geral!
9 de Maio de 2006 às 17:15:48
@mayday
“…outras ciências como o Serviço Social…”?
Não me consta que o
9 de Maio de 2006 às 17:28:14
@André Escoval
Concordo no essencial consigo, excepto quando afirma que:
9 de Maio de 2006 às 19:24:14
@ Pontapé na lógica
Caro amigo,
Falo-lhe da realidade que conheço. Falo-lhe do distrito de Beja, com particular incidência sobre o concelho de Moura. Posso dizer-lhe que nas últimas eleições para a Associação de Pais da escola básica do sete e meio (não me recordo agora o numero do estabelecimento de ensino), que conta aproximadamente com cerca de 300 estudantes, participaram cerca de 40 pais nas votações e a unica lista que apareceu foi tirada a ferros.
Falo-lhe do projecto de envolvimento parental levado a cabo pela ADCMoura no concelho, que em alguns casos se encontra comprometido pela não particiapação dos encarregados de educação.
Que os pais não participam, e que os estudantes não são chamados/ensinamos/incentivados, não são.
O que temos que ver agora é porque é que isto acontece, e são váriadissimas as causas, e o que temos que fazer para solucionar este problema, que não se adivinha nada fácil.
Concordo plenamente com a necessidade da interdisciplinaridade e da transversalidade para uma melhor actuação.
Mas abomino quando se pensa que os assistentes sociais são os “meninos dos recados”, pois a sua função é bem maior que essa e de extrema importância.
Saudações
9 de Maio de 2006 às 22:54:03
@ Pontapé na lógica
Confesso que há uma grande discussão acerca de considerar o Seviço Social uma ciência. Podia dar-lhe duas correntes que afirmam que sim outra que não. Os Assistentes Socias, ao contrário do que diz, é também ele interventor social e o seu trabalho vai mais para além do diagnóstico da situação problema.
Mas não quero continuar esta quetão de saber se é ciência ou não. Acho que no geral estamos de acordo acerca da interdisciplinaridade das ciencias sociais e humanas.
O que é preciso são pessoas serias e sem ter protagonismos. Nestas áreas, pelo que sei, existem jogos de poder egoístas e mesquinhos que entravam muito do trabalho que se faz nestas áreas.
Talvez apareça neste encontro.
10 de Maio de 2006 às 14:20:32
@André Escoval
Não coloca a hipótese de que deve ser a escola a criar condições ideais para acolher devidamente os pais, como parceiros educativos que são? E não lhe falo apenas das formalizadas e formatadas Associações de Pais, mas sim de todos os pais!
Não coloca a possibilidade de que A GRANDE MAIORIA DOS PAIS SE PREOCUPA COM O FUTURO DOS SEUS FILHOS, mas simplesmente não sabem como interagir com a escola? A máquina é demasiado complexa!
Não coloca a hipótese de que, o projecto de envolvimento parental a que se refere, não ter tido sucesso por
10 de Maio de 2006 às 14:26:05
Por falar em Serviço Social
Negócio – A partir do próximo dia 1 de Setembro o ISSSB passa a integrar a Universidade Lusíada
http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/4440
10 de Maio de 2006 às 14:51:05
Não era minha intenção intrometer-me neste debate, até porque vou moderar aquele que se realiza no dia 19.
Quero, porém, destacar o que escreveu o pontapé-na-lógica: “A GRANDE MAIORIA DOS PAIS SE PREOCUPA COM O FUTURO DOS SEUS FILHOS, mas simplesmente não sabem como interagir com a escola? A máquina é demasiado complexa!”
Na mouche!
Isto é. São criadas em todos os Agrupamentos e Escolas as respectivas Associações de Pais e Encarregados de Educação. A Lei que regulamenta estas Associações (a ser aprovada brevemente na AR) refere que “As associações de pais visam a defesa e a promoção dos interesses dos seus associados em tudo quanto respeita à educação e ensino dos seus filhos e educandos que sejam alunos da educação pré-escolar ou dos ensinos básico ou secundário, público, particular ou cooperativo.”
Depois enumeram-se os órgãos de gestão das escolas onde estas Associações estão representadas.
Eu pergunto: e o resto?
Que ferramentas é que as APEE têm para inter-agir com as Escolas? Que papel têm os Pais no processo educativo se são as próprias escolas que, por um lado os marginalizam porque acham que já têm poderes a mais, mas, por outro, intitulam de “ausentes” porque não participam nas actividades educativas levadas a cabo pelos órgãos gestores e, quantas vezes não ouvi já isto, até mesmo, de “maus pais”, porque não dedicam mais tempo aos seus filhos (descodificado: não lhes fazem os trabalhos de casa).
Foi com o intuito de tentar ajudar os pais a serem melhores encarregados de educação que sugeri o colóquio que se vai realizar no dia 19 de Maio.
Sei que não há soluções milagrosas mas, parece-me (devo ser ingénuo), que se cada um abdicar um pouco do lote da sua “quintinha”, os caminhos a percorrer terão menos acidentes e, talvez, etapas de menor dificuldade.
10 de Maio de 2006 às 15:09:01
@ Pontapé na lógica
Pois esta era uma noticia que já se ouvia nos corredores.
É uma vergonha que uma escola que “chula” 254euros por mês a cada aluno esteja em dificuldades financeiras. 254euros fora os exames de 2ªepoca pagos, as disciplinas atrasadas de outros anos pagas a peso de ouro e para quê??
Para termos cadeiras e mesas de há 8anos ou mais, termos só um Datashow numa escola inteira, salas cheias de alunos, cada docente tem SÓ 100 fotocópias por ano para dar aos alunos de turmas de 50,frio e chuva nas instalações, quadros electricos que nos dão uns feriados de vez em quando,quadros de giz, videos que não funcionam, etc, etc.
10 de Maio de 2006 às 18:43:20
@Nikonman
Pois
10 de Maio de 2006 às 19:00:27
@Mayday
São os efeitos colaterais do “Acordo de Bolonha” e da necessária melhoria da qualidade do ensino superior em Portugal. É urgente evitar a continuidade das
10 de Maio de 2006 às 22:23:36
Concordo que o defeito deve ser meu, mas confesso que ainda não consegui perceber para que é que servem as Associações de Pais nas escolas. Partipipação em quê? Acompanhamento de quêm?? Dos filhos dos próprios, se calhar; e os filhos dos que não pertencem ás ditas, quem é que os acompanha? Debates sobre a Escola? O Conselho Directivo ou até o Ministério da Educação, permite-os? E as Terras Dentro, o que é que têm a vêr com a escolas?… Enfim, podia continuar, mas fico por aqui para não desmoralizar o João Espinho, que não duvido, tem as melhores das intenções.
10 de Maio de 2006 às 22:24:05
Concordo que o defeito deve ser meu, mas confesso que ainda não consegui perceber para que é que servem as Associações de Pais nas escolas. Participação em quê? Acompanhamento de quêm?? Dos filhos dos próprios, se calhar; e os filhos dos que não pertencem ás ditas, quem é que os acompanha? Debates sobre a Escola? O Conselho Directivo ou até o Ministério da Educação, permite-os? E as Terras Dentro, o que é que têm a vêr com a escolas?… Enfim, podia continuar, mas fico por aqui para não desmoralizar o João Espinho, que não duvido, tem as melhores das intenções.
10 de Maio de 2006 às 23:09:59
@machado de assis – não desmoraliza, não senhor. As questões são legítimas e é para encontrar respostas a algumas que fazemos este debate do dia 19. Outras questões que coloca não têm resposta, pois carecem de mais esclarecimento da sua parte.
11 de Maio de 2006 às 20:10:42
Excelente crónica de Sérgio Figueiredo, director do jornal de Negócios, dentro do tom da discussão aqui na Praça.
“Incapaz, eu me confesso”
http://www.negocios.pt/default.asp?SqlPage=Content_Opiniao&CpContentId=273984
17 de Maio de 2006 às 21:24:15
AGENDA (rectificação)
Como já devem ter reparado, esta Praça tem divulgado algumas iniciativas que vão ter lugar em Beja nos próximos dias. Para que este “noticiário” não fique disperso, tentarei concentrar aqui a actualização da agenda bejense. Então é assim: Dia 19…