Mar 11 2008
Que estranho!
Fazer-se notícia pelo facto da mulher do nº2 do PS – António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa – ter participado na marcha do passado Sábado, só mesmo num país retrógado retrógrado e cheio de preconceitos.
Aquilo que seria uma mera curiosidade, passa para as páginas dos jornais, como se de um crime se tratasse.
Há coisas que tenho dificuldade em compreender.
(leia-se esta não notícia no DN)


11 de Março de 2008 às 9:40:59
Se a mulher do presidente da CMB fosse a uma manif contra esta entidade você diria o mesmo?
Mas vá lá tente convencer a gente que está a ser honesto consigo mesmo…
É impressão minha ou a sua aproximação ao PS começa a ser por demais evidente? Ou será apenas uma questão de frentismo contra o papão vermelho?
11 de Março de 2008 às 9:44:04
@francisco – A minha aproximação ao PS? Ahahahahahahahaha! Nuns dias dizem que o PS virou à direita, noutros sou eu que viro à esquerda. Querem uma bússola?
11 de Março de 2008 às 10:24:53
Totalmente de acordo Nikonman ! Pobre país que tem jornalismo deste.
11 de Março de 2008 às 11:00:15
Querem lá ver que a senhora é propriedade do senhor, que está obrigada a cumprir um dever de subsidariedade que a impede de usar a massa encefálica. E se fosse o contrário, isto é, se a senhora apoiasse a política, seria “notícia”.
11 de Março de 2008 às 12:08:52
Acho que é uma “tendência”. Já estava na hora!, de cada um pensar por si, independentemente da correlação existente.
11 de Março de 2008 às 18:47:34
@francisco – Estou baralhado. Afinal a manif foi de protesto contra a C M de Lisboa?
11 de Março de 2008 às 22:00:38
A senhora pensava que era a manif do dia da mulher… vocês tamém!!!!!!!
11 de Março de 2008 às 23:16:30
De facto se atendermos apenas à relação familar é uma não notícia. O ex ministro da saúde também é cunhado do Francisco Louçã e o que faltava era este não criticar a política de saúde do Governo só para não beliscar o cunhado. Acontece que para mim a fotografia é importante por outras razões. É que sendo a senhora esposa do até bem pouco tempo n.º 2 do Governo, o acto de sair de casa e ir para a manifestação para protestar contra a política de educação que se calhar ainda foi delineada no tempo do seu marido de certeza que foi um acto muito ponderado. De certeza que não foi por uma questão de folclore, como muitos fizeram crer. Aliás, na sequência daquela manifestação algumas coisas já começaram a mudar: a ministra já reuniu com os sindicatos o que não tinha acontecido antes e já reconheceu que cada escola tinha a sua especificidade e que isso deveria ser tido em conta na avaliação. É que uma coisa é dar aulas no liceu Filipa de Lencastre e outra é dar aulas em qualquer um dos bairros problemáticos, logo a componente aproveitamento não pode ser tratada da mesma forma num e no outro caso. Afinal parece que os professores sabiam porque protestavam!
11 de Março de 2008 às 23:26:28
@aldeão – e só me referi à questão familiar, que me pareceu verdadeiramente provinciana.
Quanto ao resto, se considerar que ficar tudo na mesma é uma vitória dos professores, então algo está errado. Porque nesta “luta” foi muito evidente que nem a Escola nem a Educação estiveram no cerne. Tenho sempre muitas dúvidas sobre estas “lutas” massificadas. E muito principalmente na “classe” em causa que, sabe-se, é tudo menos unida.
Mas o tempo dirá se a Escola ficou a ganhar com a Marcha dos 100 mil.
11 de Março de 2008 às 23:37:03
@ Nikonman,
Mas tem de concordar que a senhora deve ter ponderado muito bem sobre o acto e que não deve ter agido do género “Maria vai com as outras”!
11 de Março de 2008 às 23:57:35
@aldeão – duvido que tenha havido ponderação a fim de evitar danos colaterais. Os tempos mudaram e ainda bem. Seguramente que a mulher de AC não é uma “Maria vai com as outras”.
Já agora, aldeão, ouviu por aí a opinião dos professores que não foram à Marcha? Seria interessante aferir das suas razões.
12 de Março de 2008 às 21:27:50
@ Nikonman,
Conheço vários que não foram à manifestação pelas mais variadas razões, mas todos partilham do mesmo criticismo face à Ministra. Talvez no comício do próximo sábado encontre vozes favoráveis. Será que desta vez a PSP também estará preocupada em saber quem vai à manifestação para garantir as condições de segurança?