Jul 15 2026
Luiz da Rocha

A Pastelaria Luiz da Rocha é um ícone da cidade de Beja.
Mas já teve melhores dias, principalmente na parte do atendimento.
Há quem lá vá diariamente. Há quem a procure sempre que visita a cidade. Há quem venha a Beja de propósito para ir ao Luiz da Rocha.
Os seus responsáveis decidiram, agora, fazer um desabafo no Facebook.
Cheira a política.
Transcrevo parte de um comentário ali deixado por leitor:
“E que tal os comerciantes dessas esplanadas promoverem tb a animação das mesmas? Luís da Rocha podem liderar esse processo, apresentar propostas à autarquia, etc… e melhorar o vosso serviço de atendimento que já teve melhores dias. O Luís da Rocha é uma instituição desta cidade onde faço questão de ir e divulgar, mas assim não.”
Concordo inteiramente com o comentário.
Está na hora do LR olhar para dentro e deixar-se de politiquices.


15 de Julho de 2026 às 18:29:43
Já tive oportunidade de dizer o que penso sobre o Luiz da Rocha, é uma tristeza e uma vergonha ao ponto a que chegou. Durante muito tempo insisti em ir lá, fazer questão de levar lá os meus filhos, porque é uma das minhas memórias queridas da minha infância ir lá com os meus pais, comer o belo queque ou bolo de arroz enquanto o meu pai lia o jornal. Quis transmitir esse “testemunho” aos meus filhos. Desisti. Estar meia hora á espera de atendimento, ver os funcionários em amena cavaqueira refundidos ao canto do balcão, funcionários que não falam Português, funcionários a beber alcóol entre atendimentos, servir bolos\salgados do dia anterior sem prévio aviso, num pedido de 6 itens, 5 virem errados, servirem produtos impróprios para consumo, casa cheia de gente e pararem para ir fumar… acho que já apanhei de tudo.
Portanto, lamento, se a cooperativa está como está, só se podem queixar deles próprios.
Já para não falar na “trasfega” dos produtos para o Luiz da Rocha 2 nas caixas da margarina em sacos do Continente…Depois a ASAE é que é má…
15 de Julho de 2026 às 23:24:47
@Marco – o fim do LR aproxima-se rapidamente, não sendo de admirar que a breve prazo, para enorme tristeza nossa , venha a encerrar as portas.
O modelo de gestão cooperativo está completamente esgotado, sendo totalmente inviável ter cerca de 45 funcionários.
16 de Julho de 2026 às 19:07:57
Pois é, se fosse um comentário como muitos que existiam há 1 ano atrás, a culpa era do Paulo Arsénio, agora cheira a politiquices. Politiques é o que este blog faz….
17 de Julho de 2026 às 7:48:04
@Quim Ferro – Bom reparo!
17 de Julho de 2026 às 11:04:47
Luiz da Rocha e meme, e so liga aquilo quem tem pouco mundo e so conhece esta cidade minuscula. Qualquer pastelaria de canto a norte do Tejo bate o Luiz da Rocha em tudo – qualidade, preco e atendimento. So nao deve bater e na questao da idade – isso sim, deveria ser um motivo de orgulho.
E concordo com a @Kika – o fim aproxima-se. Basta mesmo so aparecerem 2 ou 3 pastelarias em condicoes, com fabrico proprio e orientadas ao consumidor e trabalhador (e nao ao reformado que tem todo o tempo do mundo para esperar) que esta comeca a entrar na obscuridade. E o progresso, e a equipa do Luiz da Rocha bem que teve oportunidade para mudar.
E quanto ao cerne da questao – as pessoas que moram no centro da cidade, as poucas que ainda moram, tambem gostam de sossego. Ninguem quer musica ao vivo todos os dias mal chegue o verao.
19 de Julho de 2026 às 9:37:07
A sobrevivência económica de qualquer empresa nestes tempos passa pela iniciativa e inovação, seja em que sector for. Ora o LR está nas antípodas de tudo o que o seja.
Em termos de gestão e mentalidade empresarial parou no pós 25 de abril de 1974, e daí não sai de forma alguma.
No entanto, tem por trás toda uma históriografia e um património e saberes ímpares que urge preservar.
E concordo com tudo o que atrás se disse e em particular Rasputinha, com uma exceção.
Tem qualidade e preço. Agora atendimento, minha querida amiga, por onde é que você anda…
Eu até acho, que uns quantos empregados que ainda lá estão ou por lá passaram, devem ter feito um campeonato para ver quem é que deles trata pior os clientes que lá têm a pouca sorte de ir.