
Está a terminar mais uma campanha eleitoral. Até irmos depositar o nosso voto na urna, ainda temos um dia para reflectir (coisa estranha), e no dia 30 lá estaremos.
Durante a campanha ouvi muitos candidatos apelar ao voto útil. Comprendo-os. Mas não vou ter em conta os seus apelos. Já o fiz anteriormente, em autárquicas, coisa de que me arrependi.
Em legislativas nunca votei útil apesar de ter percebido que o meu voto se transformava numa inutilidade.
Fui, durante muitos anos, militante do PSD, e votava nos candidatos apresentados pelo partido. Até ao dia em que me impuseram uma candidata vinda não se sabe de onde.
Recordo perfeitamente quando fui apresentado a Nilza de Sena como um “histórico” e ouvi da sua boca “ah, então é um voto garantido”. Não lhe disse o que naquele momento me passou pela cabeça. Mas na urna expressei a minha indignação. Votei “branco”, ou nulo, não me recordo, mas o meu voto não foi para a senhora.
Desde então o meu voto tem sido em branco, tendo votado IL nas eleições de 2019.
No próximo dia 30 irei, de novo, votar IL. Já sei que me vão dizer que o meu voto é inútil, pois não vai ajudar a eleger um deputado.
É um ponto de vista. Vejo o meu voto como contributo para aumentar o peso do IL nos cenários que vão estar em cima da mesa no dia 31.
E deixo aqui um apelo: no próximo Domingo vá votar. Vote para derrubar quem, durante muito tempo, nunca olhou para este distrito e para a minha cidade. Vote contra o PS. Não se vai arrepender.