Abr 24 2023

Beja – um desabafo

Publicado por as 13:16:40 em A minha cidade

Trouxe do Facebook o texto que transcrevo:

“Boa tarde.

Venho por este meio fazer um desabafo de uma situação que se passa na minha familia, e que seria em excelente tema para aprofundar.

Deixar morrer o centro da cidade

Um casal com 2 filhos, um de 14 anos, e um bebé com menos de 1 ano compraram uma casa no largo do tribunal há cerca de 1 ano. Pediram um empréstimo, iniciaram obras no interior da sua nova casa, cheios de ilusão de que alguns meses depois estariam lá .

Mantiveram-se a viver no seu T2.

Cerca de 2/3 meses após o inicio das obras tiveram de as suspender para fiscalização após denuncia anónima.

Como Beja não tem autonomia para tratar dos assuntos dos seus cidadãos, o processo foi enviado para Évora, onde são tomadas todas as decisões.

Hoje, 10 meses depois, o filho mais novo tem 1 ano e 8 meses, não tem quarto, e dada conjuntura atual do país o casal não conseguia pagar os 2 empréstimos, e foi obrigado a vender o seu T2 e ir para casa dos pais.

Finalmente receberam noticias de Évora, as obras já realizadas no interior da sua casa não foram aprovadas, e terão de ser demolidas, ou seja, não tem nenhuma casa, o empréstimo sobe a cada 3 meses, e o desanimo está instalado.

Como irão os jovens morar para o centro da cidade??

A pessoa em causa chama-se Alexandre Catita, e tenho a certeza que está disposto a fazer um excelente depoimento sobre a temática.
Obrigada
Uma irmã sem solução.”

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2 Resposta a “Beja – um desabafo”

  1. ATENTO diz:

    Obras no Centro Histórico, sem prévia licença, estão sujeitas a estas situações. Mesmo devidamente licenciadas se calha uma visita inspectiva que se depare com algo que lhes faça “cócegas” correm sérios riscos de embargo.
    Compreendo muito bem pelo que estão a passar os proprietários da casa em causa e sou solidário com eles.
    Se é pretensão repovoar o CH tem que haver mais tolerância e um acompanhamento próximo e de rápida decisão. Para além disso, as autoridades a quem compete fiscalizar e decidir para preservação dos valores culturais encontrados, deveriam suportar o custo das obras extras. É a minha opinião…

  2. Rui diz:

    Há uns meses atrás, em plena rua do touro, foi arranjada uma casa. Durante todo o processo não teve qualquer placa informática, nem proteções. Os pedreiros, emigrantes asiáticos, tiravam diretamente o entulho em sacas, para os contentores públicos. Andaram sempre de chinelos e sem qualquer outra proteção. Onde andaram os fiscais e a câmara?

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