Abr 25 2012
25 de abril

foto: eduardo gajeiro
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen
Abr 25 2012

foto: eduardo gajeiro
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen
25 de Abril de 2012 às 7:37:10
É engano meu ou este ano é a terceira vez que não houve foguetes à meia-noite?
Dava tanto jeito para acertar os relógios e saber a quantas andávamos..
25 de Abril de 2012 às 10:30:10
Corre dias cada vez mais sombrios, pesados e sem esperança.
Dias pesados para quem trabalha, dias passados a olhar para a televisão , a ver novelas e futebol.
Um povo a quem só pedem para votar de quatro em quatro anos, para depois o ignorarem.
Um povo que os políticos não respeitam, mentindo descaradamente sem qualquer vergonha na cara.
Um povo que depois fica impotente a ver o seu futuro a ser destruído por parasitas.
Um povo a quem o regime ignora com desprezo, todas as restantes formas de participação democrática.
Um povo que é insultado, quando se utilizam fantoches para negociar em nome deles, como centrais sindicais amarelas.
Um povo que quando faz greve, o governo ignora tal ato. com a cobertura dos media propagandistas do regime.
Um povo que protesta, mas em vez de os ouvir mandam os policias carregar sobre eles.
Mas, há um dia em que o povo se lembra da alegria da liberdade.
Um dia em que viram os poderosos caírem e tremerem de medo.
Um dia em que foi se recorda, que lutando pode vencer os parasitas prepotentes.
Um dia que querem minimizar e tentar que o povo esqueça.
Um dia em que os políticos se dividem em dois. os que festejam genuinamente com o povo. e os que embaraçados tentam passar desapercebidos.
Um dia que muitos tentam calar. mas que o povo insiste em recordar.
Um dia em que o povo recorda aos políticos, que o povo tem poder. e que o acerto de contas inevitavelmente pode chegar.
Um dia de liberdade.
25 DE ABRIL SEMPRE.
25 de Abril de 2012 às 11:08:14
@leão – refere-se a Beja? Houve que eu vi e ouvi
25 de Abril de 2012 às 19:04:59
Uma data inesquecível !
E que nos dá a LIBERDADE, de aqui mesmo neste simples acto de escrever poder opinar com responsabilidade.
25 de Abril de 2012 às 21:30:59
E porque a evolução civilizacional (democrática, de Abril, de Maio, de Setembro, do Natal, ambiental, social, económica, proletária and so on) começa em nossa casa:
(…) em cada homem um cidadão civilizado, que seleciona e encaminha para destino adequado* os resíduos domésticos (…)”
*vulgo “ecoponto”
28 de Abril de 2012 às 23:49:47
Belíssimo poema de uma extraordinária poetisa, sobre um transcendente dia/acontecimento, ilustrado aqui por uma admirável foto.
Prova-se assim que continua a valer a pena comemorar o 25 de Abril. Restauremos o espírito, 25 de abril sempre!
Um abraço, João Espinho.