Arquivo de Abril de 2020

Lar Nobre Freire vai ser desinfectado

17 de Abril de 2020

Notícia da Rádio Castrense:

“Segundo fonte a que a Rádio Castrense teve acesso, o Lar Nobre Freire, em Beja, deverá ser desinfetado amanhã, 18 de abril.
A desinfeção, segundo a mesma fonte, “deverá ser realizada cerca das 14 horas por equipas especializadas da Guarda Nacional Republicana ou do exército, ainda não sabemos”.
Esta instituição conta com cerca de 60 utentes que deverão ser transferidos temporariamente para as instalações do Seminário Diocesano de Beja”, avançou à Castrense a mesma fonte.
Recorde-se que há 3 casos de infeção pelo novo Coronavírus registados entre utentes do Lar Nobre Freire em Beja e que, de acordo com a fonte a que a Castrense teve acesso “estão internados no Hospital de Beja”.

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Correio Alentejo

17 de Abril de 2020

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Frases da semana

14 de Abril de 2020

Destaques da semana passada:

1 – “Por fim, e o mais grave, foi a história da bomba relógio das pedreiras.
Não sei se JPR pensa que somos todos estúpidos mas para quem minimamente procura estar informado sabe que o virus não é de geração espontânea.
Ou seja, para o virus entrar nas Pedreiras era preciso que alguém tivesse tido contacto com o mesmo, ora , que eu saiba , os casos existentes em Beja não me parecem de grandes convívios com os habitantes das Pedreiras , seria melhor JPR reflectir e pensar quem seriam os infectados e potenciais bombas relógios se os portadores de Cov 19 de Beja não estivessem recolhidos sob vigilância.” – Comentário de Viriato aqui.

2 – “Sou político com muito orgulho nesta fase da minha vida. Quando deixar o executivo a tempo inteiro, deixarei de ser político. Simples e sem espinhas.” – Paulo Arsénio, Presidente da CMB.
(esta merecia desenvolvimentos; lá iremos em ocasião mais apropriada.)

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Funerais no concelho de Beja

13 de Abril de 2020

O Presidente da Câmara Municipal de Beja, (…) no uso das competências que lhe foram delegadas pela Câmara Municipal de Beja por deliberação datada de 25 de outubro de 2017, DETERMINA, quanto aos cemitérios municipais, a adoção das seguintes medidas de modo a diminuir a probabilidade de contágio e controlo dos casos de COVID-19:
1 — Na realização de funerais:
a) O caixão deve manter-se fechado durante o funeral;
b) Os funerais devem decorrer com o número máximo de 10 (dez) pessoas;
c) Recomenda-se que as pessoas dos grupos mais vulneráveis (crianças, idosos, grávidas e pessoas com imunossupressão ou com doença crónica) não participem nos funerais;
d) Deve garantir-se uma distância de pelo menos dois metros entre cada pessoa;
e) Deve garantir-se a adoção de medidas de higiene das mãos e de etiqueta respiratória, em todas as circunstâncias;
f) Os familiares devem cumprir integralmente as instruções recebidas pelas Autoridades de Saúde.
O presente despacho produz efeitos de imediato e vigorará até ao dia 31 de maio de 2020, sem prejuízo de se estenderem pelo período estritamente necessário de modo a assegurar os seus fins.
Beja, 13 de abril de 2020

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Um desabafo

11 de Abril de 2020

Ensinaram-me que a verdade absoluta não existe. A vida ensinou-me que quando mandam calar alguém que questiona, ou põe em causa, essa verdade, é porque essa “verdade absoluta” esconde algo que não deve ser conhecido. O dogmatismo pode explicar isso.

Vem este desabafo a propósito da notícia de que o Governo proibiu os delegados de saúde pública de cada município de divulgar o boletim epidemiológico para a covid-19, devendo restringir-se aos dados disponibilizados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).
O Governo tem as ferramentas para fazer cumprir aquilo que, em seu entender, está mais certo para evitar que a pandemia se alastre. O estado de emergência também lhe permite mandar calar quem , a seu ver, está a divulgar dados que podem não estar correctos ou possam provocar um alarme excessivo.
Posso duvidar da justeza da medida, mas o que mais me arrepia é ler determinadas pessoas que, ao longo da vida, sempre militaram em defesa das liberdades, porém agora, que estão (militam) na área política do governo, mandam calar quem, justamente, questiona a medida, afirmando que a DGS é que sabe, é que é detentora da tal verdade absoluta. Escrever “Quem deve fornecer dados à população é a Direcção Geral de Saúde! Ponto final!” é um posicionamento dogmático, que me entristece, por vir da pena de alguém que muito considero e que, seguramente, fosse outro o governo, questionaria da mesma forma que muitos outros cidadãos o estão a fazer agora.
Desculpem este desabafo.

NOTA: Desde 12 de Março que tenho vindo a publicar aqui, ilustrada com imagens e gráficos, a evolução dos dados provenientes dos boletins diários oficiais da Direcção Geral da Saúde.
A partir de hoje só o voltarei a fazer quando me parecer que a situação o justifique.
Pode, a qualquer momento, consultar aqui os referidos dados.
Boa Páscoa.

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COVID-19 em Portugal – ACTUALIZAÇÃO

10 de Abril de 2020

Acompanhe aqui a evolução dos dados provenientes dos boletins diários oficiais da Direcção Geral da Saúde.

1 – O dia com o maior aumento de casos em Portugal. Subida de 10,9% de novas infeções, muito superior à dos últimos 3 dias. O ritmo de aumento do número de mortes desceu (no dia anterior tinham sido contabilizados 29 óbitos, agora 26), mas o número de novas infeções disparou: no boletim de quinta-feira contabilizavam-se 815 novos casos confirmados, esta sexta-feira contabilizaram-se mais 1516 (os tais 10,9% face ao dia anterior, mas quase o dobro em valores absolutos face a quinta-feira).

2 – A taxa de letalidade é agora de 2,8% e no caso dos doentes com mais de 70 anos, é 10,5%, disse Jamila Madeira, Secretária de Estado Adjunta e da Saúde.

3 – António Costa – “Espero que a austeridade não entre de novo na vida dos portugueses”. “Há dez anos, havia um problema das finanças do Estado. Agora há uma crise de saúde que afetou a economia e, consequentemente, afeta as finanças do Estado. Só se falharmos na economia é que haverá problemas nas finanças do Estado”, admite.

4 – Num esclarecimento pouco habitual, a Presidência da República publicou uma nota no site para denunciar “notícias falsas difundidas” e esclarecer que a “possibilidade de indulto especial previsto na Lei da Assembleia da República aprovada esta quarta-feira, não se aplica a homicidas e pedófilos”.

5 – O relatório apresentado pela Direcção Geral de Saúde revela que no Alentejo há 125 casos confirmados de COVID-19, mais 31 do que ontem. Até à data não há óbitos a registar nesta região.

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Arsénio – A terra treme-lhe debaixo dos pés

9 de Abril de 2020

Já aqui o referi diversas vezes: Paulo Arsénio, Presidente da Câmara de Beja, vive enclausurado numa “bolha de felicidade”, onde só consegue ver o que lhe está confinado nessa bolha, respirando do oxigénio que alguns lhe vão insuflando para dentro da bolha. Só que, dado que a bolha vai ficando cada vez mais opaca, Arsénio já não vê nada mais do que aquilo que a sua cegueira política/partidária vai ocasionalmente permitindo. De vez em quando sai da bolha e os disparates são consonantes com o seu distanciamento da vida real. Enquanto somos nós, cidadãos interventivos, a apontar-lhe erros, ele ignora, ou faz que ignora, mandando os serviçais saltar em sua defesa.
Porém, quando as críticas partem de um “peso-pesado” da sociedade bejense, o edil fica fulo e sente a terra a tremer-lhe debaixo dos pés.
Deve ter sido por isso que reagiu de forma tão assertiva, mas inócua, ao que João Paulo Ramôa disse em programa de opinião na Radio Pax.
E o que é que JPR disse?
1 – Que o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil (PMEPC) foi acionado tardiamente.
2 – Dando como exemplo a situação dos lares, que têm vindo a ser cada vez mais afetados com o novo Coronavírus e porque se trata de uma população mais vulnerável, João Paulo Ramôa não acredita que exista uma estratégia da CMB que, deveria estar descrita no Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, para os lares e IPSS-Instituições Particulares de Solidariedade Social regionais.
3 – Em relação à desinfecção dos espaços públicos por parte da autarquia, o comentador lamenta “a falta de higienização junto aos locais que as pessoas ainda frequentam, com os produtos à base de lixívia que permitem matar o vírus. Não é higienizar as ruas, os passeios ou as fachadas dos edifícios, isso não faz qualquer sentido (…), devem-se higienizar os espaços que as pessoas ainda frequentam, como as farmácias e os supermercados.
4 – O Bairro das Pedreiras, em Beja, local onde existe uma comunidade de etnia cigana “muitíssimo vasta JPR diz ”Não acredito que exista algum plano para que no dia em que apareça um infetado naquele bairro se possa acionar algo com pés e cabeça (…). Era preciso uma abordagem e um plano perfeitamente radical para aquele bairro de modo a evitarmos ao máximo que aquela bomba relógio possa explodir”.

Paulo Arsénio, como habitualmente, recorreu à sua conta pessoal no Facebook, para debitar uma extensa epístola, prontamente aplaudida pelos seus diáconos, onde tenta contrariar os factos apontados por JPR.
Mas há na missiva de Arsénio uma afirmação que me deixou intrigado.
Diz ele: “Pelos vistos a prática de Rui Rio ao longo deste processo não fez escola localmente.”
Como eu o percebo e aos seus apaniguados: quando estão à beira do precipício, e a terra lhes treme sob os pés, agarram-se à bóia de salvação, que julgam ser Rui Rio.
Quem pensa que os socialistas agradecem a postura responsável de Rio, está enganado.
Veja-se o alto nível de Ana Catarina Mendes:

Quando terminar esta situação de emergência, muita coisa se ficará a saber. E aí sim, Paulo Arsénio poderá dizer que é um “saco de porrada” (expressão do próprio).

ADENDA: esqueci-me de referir que Paulo Arsénio tem por hábito bloquear no seu facebook as vozes incómodas. Eu faço parte da lista, o que me dá diversos privilégios.

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Desaparecidos

9 de Abril de 2020


ARS Alentejo – Director


Deputado pelo círculo de Beja.

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O drama do comércio no Baixo-Alentejo

8 de Abril de 2020

Um número significativo do pequeno comércio do Baixo Alentejo poderá não voltar a abrir portas devido aos prejuízos acumulados durante a pandemia de Covid-19.
A preocupação foi comunicada à Lusa pelo presidente da Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral (AEBAL), Filipe Pombeiro. “Toda a cadeia da economia está inflamada”, refere Filipe Pombeiro, salientando as dificuldades dos comerciantes para pagarem as despesas fixas. (leia aqui)

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COVID-19 em Portugal – ACTUALIZAÇÃO

8 de Abril de 2020

Acompanhe aqui a evolução dos dados provenientes dos boletins diários oficiais da Direcção Geral da Saúde.

1 – Mais 35 mortes e 699 infetados com covid-19 em Portugal. Casos aumentam 5,6%.
O país tem agora 13 141 pessoas infetadas como o novo coronavírus e 380 mortes no total, segundo o boletim da DGS desta quarta-feira.

2 – O relatório apresentado, nesta 4ªfeira, pela DGS-Direcção Geral de Saúde, revela que no Alentejo há 93 casos confirmados de COVID-19, mais 8 do que ontem. De acordo com o documento, os concelhos com mais casos registados, no Alentejo, são Évora (17), Reguengos de Monsaraz (8), Santiago do Cacém, (8), Serpa (6), Beja ( 5), Sines, (4) e Grândola (3) . Os restantes casos confirmados estão distribuídos por concelhos onde, ainda, se verificam menos de 3 casos. (RVP)

3 – Questionada pelo DN, sobre a possibilidade de haver uma estimativa de quantos portugueses poderão ter desenvolvido imunidade ao vírus, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, indicou: “Não sabemos quantos portugueses estão imunes. Ainda é desconhecido que anticorpos são protetores. Varia de micro-organismo para micro-organismo. Ainda é prematuro fazer esses testes de imunidade. A covid-19 chegou a Portugal há pouco mais de um mês e os primeiros doentes estão agora a ter a subida de anticorpos”.

4 – A pandemia do novo coronavírus já fez 83 090 mortes em todo o mundo e infetou quase um milhão e meio de pessoas. Registam-se 308 884 casos de recuperação de covid-19, segundo os dados mais recentes, atualizados às 11:40 desta quarta-feira. Os Estados Unidos são o país com mais casos registados no mundo – 400 459 infetados e 12 857 mortes. Espanha aparece logo a seguir com mais de 146 mil casos e 14 555 mortes, seguida de Itália, que identificou 135 586 casos com o novo coronavírus e registou 17 127 vítimas mortais.

RECOMENDAÇÃO DA DGS

Em caso de apresentar sintomas coincidentes com os do vírus (febre superior a 38º, tosse persistente, dificuldade respiratória), as autoridades de saúde pedem que não se desloque às urgências, mas sim para ligar para a Linha SNS 24 (808 24 24 24) ou para a unidade de cuidados primários mais próxima.

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COVID-19 em Portugal – ACTUALIZAÇÃO

7 de Abril de 2020

Acompanhe aqui a evolução dos dados provenientes dos boletins diários oficiais da Direcção Geral da Saúde.

1 – O país tem agora 12442 pessoas infetadas como o novo coronavírus e 345 mortes no total, segundo o boletim da DGS desta terça-feira. A região do norte continua a ser a mais afetada pelo novo coronavírus e, esta terça-feira, tem mais do dobro dos infetados e de mortes que a segunda a região do país mais preocupante – Lisboa e Vale do Tejo (que tem também o concelho com mais casos).

2 – O relatório apresentado, nesta 3ªfeira, pela DGS-Direcção Geral de Saúde, revela que no Alentejo há 85 casos confirmados de COVID-19, mais 1 do que ontem. Até à data não há óbitos a registar nesta região.

3 – De acordo com o documento, os concelhos com mais casos registados, no Alentejo, são Évora, 15, Reguengos de Monsaraz, 8, Santiago do Cacém, 7, Serpa, 6, Sines, 4, Grândola, 3 e Beja, 3. Os restantes casos confirmados estão distribuídos por concelhos onde, ainda, se verificam menos de 3 casos. (RVP)

4 – António Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde, afirmou na conferência diária sobre a pandemia covid-19 em Portugal que 1435 profissionais de saúde estão infetados.

5 – “Estamos contentes com os números, mas queremos prudência. Não abrandem esforços”, afirma Diogo Cruz, subdiretor-geral da Saúde em conferência de imprensa, referindo-se às noticias mais recentes sobre o achatamento da curva de novos casos de covid-19.

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Um negócio da China

7 de Abril de 2020

Temos caixas/25 máscaras a 150 euros cada, 6 euros a unidade”; “Mínimo de encomenda 100 caixas”: “Caixas/50 máscaras até 1250 caixas preço à unidade a 6 euros”; “Entre 1250 caixas a 12 500, Caixas de 50 ou de 500 a 5 euros cada unidade”. “Encomendas superiores a 12 500, cada unidade a 4 euros”. “A estes preços acrescenta-se o IVA”.

Esta é uma das muitas propostas que chegaram a várias farmácias portuguesas por parte de uma empresa de ocasião. Mas há mais. Até ontem a Associação Nacional das Farmácias (ANF), que representa, em todo o país, 2750 farmácias, já tinha enviado para a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) um dossier com 100 páginas onde constam várias situações destas, com propostas e faturas debitadas a algumas farmácias.
in DN

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