Arquivo de Outubro de 2008
o céu não é de ninguém
7 de Outubro de 2008Do olhar
6 de Outubro de 2008
foto: Basovich Sergey
Quando os teus olhos sorriem, é como se o Sol entrasse pelo denso bosque, fazendo os seus raios penetrar na penumbra e iluminando o que há pouco era só escuridão.
Quando o teu olhar me toca, é como se o desejo se transformasse em abraço
E este fosse a expressão das nossas vontades adiadas.
Depois…
Depois cerras os teus olhos, para que eu sinta melhor o teu sorriso.
Obrigado, Zé Raul
6 de Outubro de 2008Já percebemos qual é a estratégia da Distrital de Beja do PSD.
Tão bem acompanhado que ele anda….
(ler Vasco Campilho)
O Olhar de … Jorge Barnabé
6 de Outubro de 2008
foto: joão espinho
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Conhece-me a dureza do campo melhor do que me conheço. As brisas quentes do Verão. O vento áspero do Inverno. A terra rude que me enlaça os pés. Perdi a conta ao tempo, deixei-me vencer pelo suor dos dias. Permiti que o sol me levasse a esperança de uma vida melhor.
Já não me atrevo a olhar sobre o ombro para não me abater pelo desencanto amargo dos meus desejos de rapazinho. Nessa altura, quando olhava o horizonte para além das cabeças de gado desafiava-me a mim próprio em ideias revolucionárias. Queria conhecer o mundo. Queria percorrer nos meus próprios passos outras estradas, bem mais suaves.
Quis o destino fazer de um cajado meu guia. Um pedaço de pau calejado que me prende ao chão, que me ergue ao sol-posto. Quis o destino contrariar-me noutros passos. Roubar-me a esperança como um lobo rouba a vida ao rebanho indefeso. Quis a rotina dos dias tomar-me como se fosse um desigual. E eu acedi, resignado, enclausurado na terra que o passado me deixou em herança. Agora, aguardo na solidão a fantasia do dia depois de hoje. Caminho pela estrada irregular e satisfaço-me com as sombras das azinheiras, mais frescas que a vontade de sonhar.
Jorge Barnabé
Incêndio na Câmara de Beja
6 de Outubro de 2008A Fotografia
5 de Outubro de 2008Todos sabemos que fotografar é registar um momento.
Poucos sabem que fazer Fotografia é um acto quase solitário. É necessário viver a intensidade desse momento, desligar o ruído exterior e tentar viver emocionalmente um silêncio que não se conquista, mas que deve partir de nós.
Por vezes precisamos de tempo – do tempo da fotografia – para que se possa traduzir o nosso olhar.
E esse momento, solitário, sem ruído, pode aparecer. Alguém me diz, em silêncio: calor, suor, cumplicidade e muito para desvendar… um começo.
A fotografia:

foto: joão espinho












