Não é fácil descrever a sucessão de emoções. A véspera parecia-me um castelo de cartas que, a qualquer momento, poderia desmoronar. Tudo dependia do meu estado de espírito. Conheço-me suficientemente bem para o poder afirmar.
Sem constrangimentos escrevi de uma assentada a intervenção inicial. Eu queria fazer os agradecimentos que a ocasião exigia e dizer pouco mais. Estava escrito e só a reli no momento da abertura do colóquio.
Estranhamente, o dia de ontem acordou-me com vários sorrisos. E foi com esse estado de espírito que enfrentei a missão. Quem me conhece sabe que eu deveria estar nervoso, ou por isto ou por aquilo, se estariam muitos ou poucos assistentes, se os convidados chegariam a tempo, etc….
Estranhei-me: nada daquilo me bloqueou.
E tudo aconteceu como previsto, como desejado e eu gostei.
Para os que lá não estiveram, partilho aqui o último parágrafo da minha intervenção inicial:
“Deixo para último lugar aquele que é o agradecimento que me vem do fundo do coração: às minhas filhas por não terem protestado e terem compreendido que o tempo de atenção que lhes é devido foi desviado para esta coisa do blog e deste colóquio. É pensando em vocês, nos vossos amigos e amigas, e em tantas outras crianças e jovens, que estamos aqui hoje. Para que o vosso futuro não seja um deserto.”
Aproveito para agradecer as palavars que me foram dirigidas, quer pelos oradores quer pelos intervenientes da assistência.
Fiz uma promessa e quero cumpri-la.
Quem lá esteve sabe do que se trata.
Obrigado!