Arquivo de Outubro de 2008
Das amizades
10 de Outubro de 2008Aproxima-se mais um fim de semana. Apetecia-me ficar no meu cantinho, a arrumar gavetas, rasgar papéis, tratar de colocar em ordem os cd´s, dvd’s, ir à procura de imagens em papel, entretanto esquecidas num qualquer envelope 30×20, colocar nas paredes as minhas novas memórias, esquecer o telemovel, que jogaria para o estado de silêncio, tentar encontrar em Beja “O arquipélago da insónia”, olhar para a capa, ver os primeiros parágrafos, saltar pelo livro, página a página, olhando sem ler, porque é assim que o sei ler; depois sair, para respirar, pedir-te que fosses comigo marcar na areia os pés deste Outono, onde a maré se encarregará de apagar os nossos desejos, ou os rastos daquilo que pensamos serem as nossas vontades.
Uma mensagem. Um telefonema. Outra mensagem. E a conversa explica-se:
“Preciso de falar contigo“,
e não se vira as costas a quem diz precisar de mim.
Percorrer largas centenas de quilómetros não se rejeitam.
E o fim de semana será esse. Aquele que nós quisermos. Desejarmos.
Os embustes do PCP
9 de Outubro de 2008Leio aqui que o PCP “acusa a Câmara de Évora (PS) de embuste (…) por enganar os eborenses durante 3 anos sobre o caso Skylander”.
Apetecia-me recordar ao PCP as vezes que a Câmara de Beja (PCP) tem iludido os bejenses sobre não sei quantos projectos. Desde as chinesices no aeroporto até à ligação da cidade ao rio Guadiana, passando pelas promessas eleitorais não cumpridas, é tudo menos embustes….
Ainda o polémico polidesportivo
9 de Outubro de 2008Tem servido para muitas conversas, reuniões, promessas, etc…
Os queixosos, moradores no bairro onde foi instalado o polidesportivo, receberam agora esta informação da CMB.
De certo que o assunto vai morrer. Ou não fosse a nossa cidade uma urbe de gente inerte.
do oásis
9 de Outubro de 2008Ontem
9 de Outubro de 2008Cortinas rasgadas
8 de Outubro de 2008Decisão adiada. Hoje assumida.
Não basta lavar os cortinados. É preciso rasgá-los, destruí-los.
Assim como acabar com os elos que nos ligam a essas cortinas, velhas de quatro anos, que fedem de tudo aquilo que já não quero relembrar.
Não quero sequer saber se algum dia as minhas janelas tiveram estas cortinas.
Mas sei que quero ser eu. Sempre!
Adeus!

autoretrato de joão espinho
Ao final da tarde
8 de Outubro de 2008
foto: Vitaly Vetrov
Chegas e são os teus beijos que me despertam ao final da tarde
Onde o tempo reclama a urgência de mais uma despedida.
Também os nossos corpos pedem que o desejo se consuma
Mas sem pressas, onde as nossas línguas possam beber este fervor
Onde é já de ânsia o reencontro, sem a pressa de dizer adeus.
Deixo-te ainda ficar por um instante, breve, respirando o linho
Que há pouco serviu de leito aos gestos dos nossos jogos, dos nossos ecos.
No teu rosto percebo a súplica do carinho e da ternura.
E nesse momento devolvo-te os meus lábios
Para que os intervalos tenham o sabor do paraíso.




