ANIVERSÁRIO
15 de Agosto de 2004Faz um anito e desatou a cantar lá no seu quintal: “Parabens para mim, parabéns para mim! Lá-lá-lá lá-lá-lá-lá! Parabens para mim!”
Então parabéns 40º à Sombra.
Faz um anito e desatou a cantar lá no seu quintal: “Parabens para mim, parabéns para mim! Lá-lá-lá lá-lá-lá-lá! Parabens para mim!”
Então parabéns 40º à Sombra.
Telefonou-me hoje, por fim. Uma conversa angustiantemente adiada.
Pedi-lhe para não me contar nada. Pelo menos por agora.
Foi uma conversa rápida. O suficiente para lhe dizer o essencial.
“Sim, João, é o essencial que me perturba”.
Roguei-lhe silêncio.
Apeteceu-me dizer-lhe como o poeta em Madredeus:
“Haja o que houver”.
Desligámos. Simultaneamente.
Não me disse quando parte. E por quantos anos.
Mas fiquei com a sensação de que regressará.
Um dia.
Pensei que tinham ido todos a banhos. Afinal ainda há quem venha à Praça. Em pleno mês de Agosto.
Vieram à procura do quê?
Que tipo de assunto estavam à espera de encontrar?
Não se esqueçam de uma coisa: Isto é só um blog!
Não é nenhuma revista de fofocas.
Pronto. Voltem sempre. Mas não vale a pena esfregarem as mãos.
Está muito calor e ainda provocam algum incêndio.
Cuidem-se, que eu estou a cuidar de mim!

gráfico do Nedstatbasic
BLOGotinha comemora hoje o seu 1º Aniversário.
Como ela diz: “366 dias a Blogar com 1146 posts”.
Não sei tirar fotografias a gotas. E a gotinhas muito menos.
Mas fica aqui esta prenda.
Votos de muitas postas, alegria e…..gotinhas de boa disposição.

foto: Sonja D.
Os receios que aqui tinha manifestado no final de Julho, estão confirmados.
O Sr. Zeca fechou as portas e as de Mértola não voltarão a ser o que eram.
Tenho vindo a alertar, aqui na Praça, que, depois do homicídio urbano verificado na Praça da República e das alterações irracionais verificadas no trânsito automóvel, resta aos iluminados responsáveis autárquicos bejenses liquidar definitivamente o centro, acabando de vez com o comércio nas Portas de Mértola.
O caso da Tabacaria 77 pode não se enquadrar nesta política, até porque um dos iluminados, lamenta hoje, em artigo publicado no Diário do Alentejo, o encerramento das portas daquele popular e carismático estabelecimento comercial bejense.
Porém, quando as Casas Barros, Chapelaria Modelo, Armazém da Cidade e Café Luís da Rocha começarem a dar sinais de agonia, chegaremos à conclusão que a operação cirurgicamente delineada nos executivos camarários deu os seus frutos, pois a cidade e os seus munícipes abandonaram o centro. Por mais que a luminária se lamente, ela é uma das responsáveis por esta lenta agonia.
Beja ficará marcada pela sua falta de visão.
Os munícipes saberão julgar, na altura própria, os disparates cometidos, sabe-se lá em nome de que desenvovimento.
Alguém, em silêncio, chorou perante o fim de Célia.
Chegaram-me os ecos desse choro.
Esclareço: Célia está sempre presente.
Jamais teria a coragem de romper ou cortar os laços que se estabelecem entre Célia e o que aqui escrevo.
Continuarei.
Mas Célia vive hoje uma nova vida. Uma vida que não escolheu. Alguém escolheu por ela. A vida pregou-lhe uma valente rasteira. Não sei como é que ela se vai levantar. Manifestei-lhe disponibilidade de ajuda. Rejeitou.
Vejo-a hoje mais perto de mim. Mas ao mesmo tempo a caminhar em sentido contrário ao meu. Ou talvez não.
Célia regressa à Praça.
Um aviso: as palavras que Célia me vai enviando são, a maior parte das vezes, demasiado brutais para que se creiam verdadeiras. Mas são.
Outro aviso: qualquer semelhança não passará disso. Não queiram estabelecer pontes. Estas sou eu que tenho que reconstruir. Para tentar salvar Célia do seu destino.
Até já.
A nossa cidade está a crescer. Na blogosfera. (Há por aí muito blog escondido mas eu sou fiel aos meus compromissos – sei guardar segredo).
Nasceu ontem, pelas 9 da noite, o BejaNews.
Diz-se o blog da cidade. É humilde!
E estrangeirado. Como convém na rede.
Assina como Mosqueteiro e a sua primeira posta tem o título “Grande Momento”.
É assim que se festeja o nascimento de um filho.
Boas vindas, boas postas e muita imaginação.
PS.: Entretanto, vá lá saber-se porquê, o mosqueteiro deixou de se intitular “o blog” para passar a ser “um blog da cidade de Beja”. A modéstia continua a ser grande. Pensava eu que os blogs eram universais…. 🙂