Ago 08 2007
POEMA SOBRE BEJA

foto: joão espinho
as paredes caiadas de branco repelem o sol quente da manhã
escuto rumores do destino que esvaziam as ruas cinzentas
à cidade já não regressam os que partem inseguros do amanhã
sem eles os largos são covas gigantes e lamacentas
o que acontece passa ao largo da planicie extensa e triste
e o que não acontece morre no silêncio de cada um que resiste
jorge barnabé in O Outro Crepúsculo


8 de Agosto de 2007 às 8:53:11
Eu sentia o mesmo quando vivia em Caria… e lá as casas nem são todas brancas…
8 de Agosto de 2007 às 20:03:21
Ao ler este post, lembrei-me de um suplemento do DN, o DN Jovem, que deu a conhecer autores como o José Luis Peixoto, entre outros. Seria muito interessante, na minha opinião, propor a um jornal da terra que embarcasse neste desafio, aliciando alunos, professores, entusiastas das artes – criar um espaço físico em que fosse possível escrever, ver e ler o Alentejo. E criar nos mais jovens o gosto de ler e manusear um jornal. É preciso pôr as pessoas a escrever sobre a sua terra.
8 de Agosto de 2007 às 22:28:38
@ricardo – aqui só há lugar para quem é simpatizante da cor ou para quem não faça ondas. Esses sim, têm direito ao tal sol que, quando nasce, devia ser para todos.
9 de Agosto de 2007 às 0:05:25
Um blog recomendável!
9 de Agosto de 2007 às 14:22:02
OLHAR & ALMA…d poeta!