Ago 11 2020

Reguengos de Monsaraz – Um filme de terror

Publicado por João Espinho

Transcrevo do “Expresso”:

As mortes por covid em Portugal têm sido pouco mais do que um número. Não têm nome, não têm rosto e, tirando a região e o intervalo etário, quase nada se sabe sobre quem eram ou as circunstâncias em que partiram. Mas das 1579 vítimas registadas até ontem há, no entanto, 16 que agora sabemos como morreram. E não foi do vírus. Foi de abandono. No lar de Reguengos de Monsaraz, onde um surto iniciado em junho contagiou 80 idosos e 26 profissionais, não tiveram quem lhes desse os medicamentos ou sequer quem lhes matasse a sede. A maioria morreu de desidratação e por descompensação das doenças crónicas de que já sofriam, segundo as conclusões do inquérito conduzido pela Ordem dos Médicos (OM).

O relatório, divulgado sexta-feira, mostra que falhou quase tudo. O lar não tinha condições para cumprir as orientações mais básicas da Direção-Geral da Saúde (DGS), como o isolamento dos infetados ou o distanciamento dos casos suspeitos, o que fez disseminar o vírus como fogo num palheiro. Muitos funcionários, que já antes eram poucos, foram contagiados e mandados para casa, sem haver quem os substituísse. Em consequência, “vários doentes estiveram alguns dias sem as terapêuticas habituais, por falta de quem as preparasse ou administrasse”. Mais: “deixaram de ter alguém com tempo para lhes dar água e alimentar“, denunciou este fim de semana em entrevista ao Expresso a coordenadora da comissão de inquérito da OM.

Totalmente dependentes, frágeis e doentes, foram mantidos em “circunstâncias penosas“. Duas semanas depois do início do surto, e numa altura em que já havia oito mortes, os idosos infetados foram transferidos para um pavilhão, “que não tinha condições para ser sequer um hospital de campanha”. A auditoria da Ordem culpa não apenas os responsáveis do lar, gerido por uma fundação a cujo conselho de administração pertence o presidente da câmara, mas também a autoridade de saúde e a Administração Regional de Saúde do Alentejo. Em última análise, a própria DGS, a quem o bastonário apela a que “controle mais de perto estas situações que envolvem lares”.

O caso, que devia envergonhar o país, está agora a ser investigado pelo Ministério Público. Apesar da extrema gravidade do que aconteceu, poucas foram as vozes que se ouviram. “[Os idosos] Morreram porque foram abandonados à sua sorte. O que se seguiu? Gritos histéricos nas redes sociais? Não. Gritos histéricos dos partidos da oposição? Não. Palavras de conforto de Marcelo Rebelo de Sousa? Não. Mensagem grave, em direto para o telejornal das 20h, da Ministra da Saúde, da diretora-geral da Saúde ou da ministra do Trabalho e da Segurança Social? Não. Admito que me possa ter falhado alguma notícia, mas de facto não assisti a nenhuma comoção nacional”, espantou-se ontem no Expresso Luís Aguiar-Conraria.

O que aconteceu em Reguengos de Monsaraz é “um filme de terror”, que configura “um retrato brutal do falhanço do Estado português, do desinteresse pelos mais fracos, da cobardia dos responsáveis locais, da incúria dos responsáveis nacionais”.

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Ago 10 2020

Farsa

Publicado por João Espinho

Os candidatos a presidentes das cinco comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR) deverão ser escolhidos em meados deste mês. O processo tem sido negociado entre PS e PSD e envolve diretamente António Costa e Rui Rio.

O processo de eleição dos presidentes das CCDR não passa de uma farsa. Para além dos joguinhos amorosos entre Costa e Rio, desconheço qual a relevância deste acto eleitoral. Veja-se o caso do Baixo-Alentejo: alguém acredita que esta região vá beneficiar em algo com a eleição semi-directa do presidente da CCDRA?

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Ago 10 2020

Avante!

Publicado por João Espinho


foto: Ana Baião

A discussão sobre a Festa já vai longa.
Faça-se a Festa. Servirá como teste para outros eventos idênticos. Caso a coisa corra bem, e com os comunistas as coisas correm sempre bem, não há razões para, futuramente, impedir/inviabilizar que se organizem Festivais que costumam mobilizar milhares de espectadores. O limite máximo será, sempre, 100 mil.
Se a coisa der para o torto, os homens do regime encontrarão uma desculpa.
Avante!

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Ago 09 2020

Beja merece +

Publicado por João Espinho

Hoje apeteceu-me rever. E partilhar.

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Ago 07 2020

Bom fim-de-semana

Publicado por João Espinho


Foto: Uli Dunkel

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Ago 07 2020

Correio Alentejo

Publicado por João Espinho

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Ago 05 2020

Agora é que é!

Publicado por João Espinho

A Rádio Castrense anuncia que começou ontem a instalação do estaleiro de obra nas Piscinas Municipais Descobertas de Beja. (leia aqui)
“Para além da completa remodelação dos balneários da estrutura, será construído o novo Restaurante/Esplanada do espaço com entrada e saída direta para a rua, construída uma nova fachada para a Avenida do Brasil com um acréscimo de 1,85 m. de largura no passeio, transformado o atual Restaurante em ginásio e reconvertidos espaços atualmente existentes junto à esplanada em pontos de apoio aos clubes de natação e de apoio a atividades com idosos e com crianças” revela o Município de Beja.

Para o ano (2021) já podemos ir às “renovadas piscinas municipais”. Tudo a tempo das autárquicas, digo eu.

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Ago 05 2020

Beirute

Publicado por João Espinho


Foto: WAEL HAMZEH/ EPA-EFE/ Shutterstock

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Ago 05 2020

Haja Festa

Publicado por João Espinho

Festival, Festa, 100.000 pessoas, pandemia, cumprir as regras?
Haja Festa! Esperam-se as presenças de António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa, os maiores festivaleiros do regime.

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Ago 04 2020

Questão

Publicado por João Espinho

Passados 18 meses de ter assumido a Direcção do DA, pergunta-se: quantos vídeos já editou, produziu e publicou o Luís Godinho? Não foi essa uma das condições exigidas pelo “polvo socialista”?
Já agora, pergunto aos meus leitores: em que é que o DA está melhor, relativamente à direcção anterior?
Pronto, foi só isto.

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Ago 04 2020

ACOS contra desmantelamento da DGAV

Publicado por João Espinho

A ACOS – Associação de Agricultores do Sul, tendo em conta os desenvolvimentos recentes relativamente a assuntos de saúde e bem-estar animal, vem manifestar publicamente total desacordo com a decisão do Governo de repartir as competências nesta matéria, entre o Ministério da Agricultura e o Ministério do Ambiente.
A ACOS, no âmbito das suas actividades, designadamente a sanidade animal, a conservação e o melhoramento de raças, o apoio técnico, a formação profissional em matérias de transporte e bem-estar animal, a comercialização de animais, entre outras, tem, desde longa data, mantido uma colaboração estreita com a Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), com benefícios assinaláveis para a produção animal, sempre no respeito da legislação nacional e comunitária.
Temos a plena consciência que, a bem da saúde pública, a entidade responsável pela sanidade animal nacional não pode ser esvaziada de competências em matérias que lhe estão directamente associadas, como é o caso da protecção e do bem-estar animal, seja dos animais de produção, seja dos animais de companhia. Bem-estar e saúde animal, e consequentemente a saúde pública, são indissociáveis.
Estranho é que, num momento em que se fala cada vez mais da importância de termos uma abordagem holística de “Uma Só Saúde” (“One Health”), enquanto desígnio mundial, se decida, em Portugal, apartar a tutela dos animais de companhia da dos animais de produção. Esta tomada de posição, de natureza puramente política, a ser concretizada, não faz qualquer sentido e vem totalmente ao arrepio das directrizes internacionais, da legislação comunitária e da adequada gestão dos recursos públicos.
A saúde animal necessita de um organismo técnico e independente como a DGAV no Ministério da Agricultura, que centralize o conjunto de competências que já detém, mas que disponha dos recursos suficientes, humanos materiais e financeiros, para uma actuação consentânea com a sua missão e com a legislação em vigor.
Com um organismo fortemente capacitado e empenhado no desenvolvimento da agricultura e da produção animal nacionais, ganhamos todos em matérias de protecção e bem-estar animal, de garantia da segurança alimentar e de saúde pública. A soberania alimentar nacional e o bem-estar animal dependem de uma organização desta natureza, forte, competente, actuante e imune a arremessos de natureza político-partidária.

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Ago 03 2020

Divulgação – novo blog

Publicado por João Espinho

Saúda-se este novo blog. No cartão visita pode ler-se:
“Este blog não está enfeudado a grupos, clubes, partidos ou igrejas.
Preza a independência e a liberdade.
Se tiver que ser incómodo, inconveniente, iconoclasta, sê-lo-á.
Pauta-se ainda pelo rigor dos factos e não transige nem com a mentira nem com a calúnia.
É pluritemático. Não aspira à especialização e julga-a até contraproducente e limitadora. Nada lhe é estranho e de tudo se cuida ignorante.
Não tem periodicidade. Sai quando sai.
Não segue as regras do novo AO, as quais repudia.”
Pode acompanhar aqui.

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