Mai 11 2021
Mai 10 2021
Descubra as diferenças
Publicado por João Espinho“Centro do Sul” foi uma invenção vazia de conteúdo. Ninguém sabe o que significa nem se conhecem resultados positivos dessa coisa.
Agora apareceu outra ideia luminosa: “Sentir Beja”.
Os do costume aplaudem. As do costume suspiram de prazer.
Enfim. Descubram as diferenças, e depois contem-me.
Os bejenses agradecem.
Mai 02 2021
Para que conste
Publicado por João Espinho
Foi preciso os proprietários de um resort protestarem, para que a situação indigna em que se encontram os imigrantes, trabalhadores agrícolas, na zona de Odemira, se tornasse assunto de capa e uma “preocupação” para alguns governantes e dirigentes locais.
Vamos ver se alguém, com responsabilidades neste país, terá coragem para “castigar” os responsáveis pelo atropelo aos direitos humanos e à escravatura que ali se verifica.
Odemira é só um exemplo. Há por aí mais, e não estão longe do local onde resido.
Mai 02 2021
28 anos
Publicado por João Espinho
Parabéns à Biblioteca Municipal de Beja.
Na ocasião (30 de abril), o edil presidente gravou um vídeo de felicitações. Onde? Não, não foi na Biblioteca. Foi no Parque de Feiras e Exposições. Mas esse é só um pequeno detalhe.
Importante foi o anúncio do regresso da Feira do Livro, acho que nos anos ímpares, e nos anos pares regressam as Palavras Andarilhas. Assim o permitam a pandemia e os futuros executivos camarários.
Abr 29 2021
O Superparafuso
Publicado por João Espinho
O artigo de opinião de Paulo Barriga é extenso, mas é daqueles de leitura obrigatória. (para ler aqui)
Porém, destaco estas notas:
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(…)”assim que me ocorra não há Câmara pingada que não tenha o seu gabinete de informação e de comunicação. Que não dissemine os seus afazeres e arrelias através de boletins, notas informativas, cartas noticiosas, saraus radiofónicos, comunicados de imprensa… Concordo de pés juntos, já o disse, com tudo isto e com tudo o mais que a fértil imaginação de um autarca propagandista (todos eles) possa urdir para comunicar connosco. É assunto importante, este, o de manter a populaça informada. De tal forma “importante” que nenhum sô-presidente se escusa, ele próprio, a ter este setor sob domínio particular, estimadinho, por debaixo da almofada, ali bem ao alcance da sua corrigível-incorrigível-corretora esferográfica. Azul.
Depois de “descascar” Serpa e Moura, Paulo Barriga vira-se, com objectividade, para Beja.
E faz um preâmbulo:
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“(…) há dois anos pude fazer, com bolsa da Fundação Gulbenkian, uma ampla investigação jornalística sobre a cultura dos olivais em Alqueva, trabalho que foi publicado em três edições consecutivas da revista Sábado. Não sei precisar se falaram para a reportagem sete ou oito dezenas de pessoas. Sei que falaram todas aquelas que achei por conveniente contactar. Sem exceção? Não, claro! Apenas uma se furtou à conversa, nunca devolvendo os sucessivos contactos ao longo de um ano – o autarca de Beja. Que, nem por acaso, governa o concelho com maior pressão e más-práticas de culturas intensivas dentro dos blocos de rega. Feitios? Não, defeitos meus! Não frequento as redes sociais.
E depois, depois vem aquilo que eu tenho apontado tantas vezes.
Leiam :
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Bem sei que há gente que acha muito salutar os seus iluminados autarcas, partilharem picuinhices nas redes sociais. Também não tenho nada contra. É coisa de “amigos”, afinal. O que me entristece e nauseia é quando esses ajuntamentos virtuais em torno do líder absoluto se transformam no único meio de aceder a informações da vida corrente de uma instituição pública, eleita, como desconfio que seja a autarquia de Beja. Concentrar na página pessoal (e por isso privada) do presidente-rei a divulgação exclusiva de informações e acontecimentos que são de natureza coletiva é de uma regressão civilizacional a toda a prova. Parece coisa dos livros de quadradinhos.
E o remate final, aquele que Paulo Arsénio teima em não perceber, tal a opacidade da “bolha de felicidade” onde vive:
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“Mantendo a publicitação dos seus feitos heroicos na esfera dos indefetíveis “amigos”, clube privativo onde não entra crítica nem contraditório e muito menos reprovação, o autarca reina na sua segura e leal Pequenópolis. Terra noutros tempos devastada pela anarquia informativa, mas que hoje anda de trela bem apertada ao garganhoto. E, em toda e qualquer urgência, lá está ele, redentor, debaixo de capa esvoaçante ao estilo Marvel, sob aplauso e ovação do seu assanhado povinho, a tratar das urgências inadiáveis. Seja roscando uma lâmpada de tecnologia moderna num velho candeeiro de rua, aplicando uma abraçadeira numa árvore que teima a entortar no canteiro, anunciando o número de dobradiças, de anilhas e de buchas que hão de valer às milhentas obras em curso. Tcharam-tcharam”
Abr 28 2021
Estado de emergência prescreveu
Publicado por João Espinho
Covid-19: Estado de emergência declarado 15 vezes termina na sexta-feira, ao fim de 173 dias consecutivos.
O estado de emergência, que foi declarado 15 vezes pelo Presidente da República, vai terminar na sexta-feira, 30 de abril. O último dia sem emergência foi 173 dias atrás, a 8 de de novembro.
Se não o fizeram antes, já podem desinstalar essa app que terá sido um grande negócio para alguns do costume.
Abr 26 2021
Sinais de vida
Publicado por João Espinho
Leio no Atual que o Observatório do Baixo Alentejo (OBA) se reuniu com o diretor do Aeroporto de Beja para apresentar a sua visão para o desenvolvimento do projeto da infraestrutura e da sua potencialidade para a “coesão económica e territorial da região”.
Com enorme curiosidade fui tentar saber o que havia de novo nestes observadores.
E do que li fiquei a saber que há a necessidade de reforçar um discurso positivo. Relida a peça, fiquei com a certeza que esta reunião serviu unicamente para transmitir ao povo que “estamos vivos!”. Ou será que este sinal de vida está ligado ao Plano de Resiliência e Recuperação?
Enfim…
(leia aqui)
Já agora, e por mera curiosidade, vão ao site da ANA e leiam esta pérola sobre o “Aeroporto de Beja”: “O Aeroporto de Beja está diretamente ligado à vasta rede de autoestradas que liga a cidade de Beja a todos os pontos do país”.
E os Observadores não se sentem incomodados?
Abr 23 2021
PCP já tem candidato em Beja
Publicado por João EspinhoVítor Picado, de 44 anos, é o candidato da CDU à Câmara Municipal de Beja. Natural da freguesia de Cabeça Gorda, o candidato da CDU à Câmara de Beja é atualmente vereador eleito em regime de não permanência. Vítor Picado assume com “orgulho” a liderança de um “projeto autárquico abrangente” e lembra que a “população sabe que sempre contou com a CDU e que pode confiar no seu trabalho”. Uma candidatura para “construir um rumo novo para o concelho”. (ler aqui)
Abr 22 2021
37ª Ovibeja começa hoje
Publicado por João Espinho
E se a Ovibeja é conhecida por criar momentos inesquecíveis, a 37ª edição vai ser uma delas. Vai decorrer em formato digital, com possibilidade de visita virtual mas, o concerto, agendado para o dia 22 de Abril, vai também decorrer em formato presencial. Em drive in, com 3 pessoas por carro. No Parque de Feiras e Exposições de Beja, Manuel de Castro e Brito.
O concerto Ouvi-Cante, a decorrer no Palco Sagres unplugged, a partir das 19h30, integra a participação e conjugação de um grupo de jovens talentos da região, com dispensa de apresentação. São eles, Ana Sofia Varela, Bruno Chaveiro, Buba Espinho, Eduardo Espinho, Luís Trigacheiro, João Maria Baião, Jorge Serafim, Jorge Benvinda, Miguel Costa.
O acesso ao concerto pode ser feito por duas vias: presencialmente, em formato Drive-in na zona do estacionamento do Parque de Feiras e Exposições de Beja – Manuel de Castro e Brito, com garantia de todas as medidas sanitárias de higiene e distanciamento. Os bilhetes são vendidos no local (Estacionamento do Parque de Feiras e Exposições) no próprio dia, a partir das 11h00. A lotação do Parque está limitada a 250 viaturas.
Os interessados podem ainda assistir ao concerto através de streaming da plataforma digital do evento, em www.ovibeja.pt, com acesso gratuito e sem necessidade de inscrição.
A 37ª Ovibeja, que se realiza em ambiente virtual a 22 e 23 de Abril, é uma organização da ACOS – Associação de Agricultores do Sul.
Abr 20 2021
NERBE contra critérios de desconfinamento
Publicado por João Espinho“Em face das medidas anunciadas pelo governo, relativamente à terceira fase de desconfinamento e, devido à gravidade das mesmas, vem a Direção do NERBE/AEBAL, manifestar a sua profunda indignação sobre a medidas previstas para três concelhos do distrito de Beja, nomeadamente Moura, Barrancos e Odemira, que não passam para a terceira fase de desconfinamento, que se iniciou no dia 19.
É incompreensível que Moura, com 17 casos, e Barrancos com 4 casos, não possam passar à terceira fase, o que permitiria às nossas empresas dos referidos Concelhos, voltarem a respirar alguma normalidade.
O critério utilizado penaliza os concelhos de menor população e de maior área geográfica, como são os casos da maioria dos nossos concelhos, não conseguimos encontrar uma única explicação que justifique um critério cego, igual para todo o País e que, na fórmula de cálculo não inclua uma variável, que tenha em conta a dimensão do concelho.
Também no concelho de Odemira, apesar do número de incidências ser bastante maior, é preciso não esquecer que grande parte está localizado na população migrante e que, estes mesmos migrantes, que são mais de vinte mil, não contam para o cálculo da população existente.
Mais uma vez, uma fórmula mal elaborada implica que o concelho retroceda para a fase um, o que obsta a que os empresários desse concelho possam abrir e voltar a ter as receitas de que tanto precisam para manter os seus postos de trabalhos e continuarem em atividade.
Estas situações são extremamente penalizadoras para as nossas empresas, que aguardam por dias melhores. Para mais, é altamente discriminatória, para com as empresas de quase todo o País.
Queremos querer que, as decisões para além de seguirem critérios, como não podia deixar de ser, sigam critérios justos, equitativos e que tratem situações distintas, de forma também distinta, uma vez, que o nosso território e o nosso Alentejo são tão diferentes de outras zonas do País. Salienta-se que, depois das fórmulas e dos critérios deve imperar o bom senso, porque é isso que nos distingue. Ter a capacidade de ler os números e tomar decisões com base nesses mesmos números, mas, com o bom senso necessário para não prejudicar toda a atividade económica de um concelho, numa fase em que as nossas empresas atravessam graves constrangimentos.
Também não podemos concordar, com as regras de encerramento dos restaurantes ao fim de semana às 13H00, porque para além de não encontrarmos nenhuma relação entre as infeções e os horários, impossibilita que, do ponto de vista económico, justifique abrir estas unidades ao fim-de-semana. Bastaria que o horário de fecho fosse às 15H00, para que os nossos restaurantes pudessem, pelo menos, trabalhar no horário do almoço.
Esperamos que, à semelhança do que tem acontecido em decisões anteriores, o Governo venha rapidamente reconhecer e emendar estes erros que tanto prejudicam as nossas empresas.
Beja 19 de Abril de 2021
O Presidente da Direção
Filipe Fialho Pombeiro”




