“Ficámos tão inebriados com a cascata de centenas de pessoas que ocultaram a escadaria do Museu Regional, que (ingratos, nós!) nem demos uma nesga na nossa mente para uma elementar e humanitária preocupação, vinda, como um baque, do mais virginal da nossa alma: “então e o Trio? Sim, o Trio! O Trio parlamentar que se diz representar-nos! De novo, não apareceu nem se fez presente por um telefonema, um sms, sinais de fumo, um dócil pombo – correio?! Estarão raptados pelo Daesh? Terão entrado nalgum Convento carmelita sob voto de silêncio? Estarão com alguma laringite crónica e epidémica que lhes dói na fala como a nós dói o seu silêncio? Ou estarão só com medo de alguma trovoada seca que lhes queime o cadeirão sem Siresp que lhes valha?”
Mas, expiando o nosso pecadilho (e só se não fôssemos pessoas de bem é que esqueceríamos em quem nós votámos), quem sabe não nos dá na real gana de replicarmos o evento, mas agora nas escadarias da Assembleia da República… E assim (querendo Deus que não estão raptados, nem emudecidos num Convento, nem afónicos, nem receosos de insondáveis descargas atmosféricas) Suas Excelências nem teriam que interromper assuntos mais importantes do que pensarem no Distrito que definha e os elegeu.
Se Maomé não vai à montanha…”
Escrevi este post (ficou em rascunho) em Agosto de 2016. Continua actual. Farei, porém, lá mais para a frente, um post sobre o que temos assistido no Facebook. Até lá, vamos lendo e escrevendo.
Estamos a cerca de um ano das eleições autárquicas e as redes sociais já estão ao rubro, com ataques e emprego de uma linguagem imprópria de gente que se diz civilizada e participativa.
Se no Facebook e Twitter a identificação dos comentadores é difícil de ocultar, já nos blogs a participação de alguns parece feita a partir de sarjetas, tal a imundície que deixam nas caixas de comentários.
Este blog foi criado em 2013 e já passou por muitos actos eleitorais. Sabemos que o fervor das campanhas, e pré-campanhas, tende a atenuar-se e subsiste por pouco tempo para além do dia das eleições. Muitos há que, sob a capa do anonimato, se transformam em verdadeiros pugilistas selvagens, sem regras, sem educação, transformando o debate num campo de batalha, onde sobressaem as ofensas, as insinuações e a ordinarice. Tenho, bem guardados, alguns comentários que foram feitos aqui no Praça e noutros blogs locais. E estão devidamente identificados. Para além das ferramentas que qualquer blogger pode usar para “seguir” um comentador, a linguagem que usam repete-se nas suas páginas pessoais no facebook. O que lhes faz cair a máscara de “anónimo”.
Não vou pedir para que se evite o comentário ordinário e envenenado. Mas seria bom que se elevasse o nível de participação no debate. Não só em quantidade mas, muito principalmente, em qualidade.
65 mil pessoas cantam Queen em uníssono em concerto dos Green Day
Enquanto a multidão aguardava pela chegada dos Green Day, a banda pôs “Bohemian Rhapsody” a tocar. Foi música para os ouvidos de 65 mil pessoas, que cantaram em uníssono. E o resultado é arrepiante.