Nov 17 2008
Das memórias
Durante este fim de semana retomei, com pessoa amiga, uma conversa que eu deixara em suspenso há mais de 4 quatro anos.
Recordei-me de Agustina: Porque as memórias procriam como se fossem pessoas vivas.
- Há pequenas impressões finas como um cabelo e que, uma vez desfeitas na nossa mente, não sabemos aonde elas nos podem levar. Hibernam, por assim dizer, nalgum circuito da memória e um dia saltam para fora, como se acabassem de ser recebidos. Só que, por efeito desse período de gestação profunda, alimentada ao calor do sangue e das aquisições da experiência temperada de cálcio e de ferro e de nitratos, elas aparecem já no estado adulto e prontas a procriar. Porque as memórias procriam como se fossem pessoas vivas.”
Agustina Bessa-Luís


17 de Novembro de 2008 às 16:56
Acho que essa é uma das inequívocas provas de proximidade com alguém.
Consegue-se com irmãos e com os tais amigos.
Abraço