Arquivo da Categoria ‘Intimidades’

CONTO DA MADRUGADA -11-

26 de Junho de 2005

feelings01paul-bolk.jpg

foto: paul bolk

Num primeiro momento, sentou-se à beira da cama, tirou o elástico que lhe prendia os cabelos, soltou-se de alguma lingerie e hesitou em também se libertar das meias e ligas.
Quando ele entrou no quarto e lhe pediu que se deitasse, olhou-o e percebeu-lhe as intenções.
Ele, porém, pega no caderno onde há pouco estivera a escrever. E conta-lhe a história mais erótica que ela alguma vez ouvira.
E reconhece-se. E vê-se retratada naquela escrita que a excita.
Ele pede-lhe que se acaricie, quando uma onda de prazer precorria já o seu corpo e ela tocava nos seus seios imaginando as mãos dele.
Ele encerrou o caderno e ficou a admirar a beleza do corpo daquela mulher que se contorcia de prazer.
Iniciava-se, naquele momento, uma noite quente de Verão.

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É VERÃO

21 de Junho de 2005

É Verão!
Nos teus olhos o brilho
De um Sol que em ti vive.

Na tua boca
As palavras e as noites
São poemas respirados
E do teu corpo, da pele
Os aromas são inflamados.

Os teus lábios beijam
Os meus dedos que provam
A carne dos teus seios
E devoram o teu corpo
Que espreito e descubro.

E quando me apertas
Num abraço estreito
E nossos corpos num nó
Se enlaçam e cativam
A Lua renasce e com ela
O fervor de uma paixão.

É Verão!

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CONTOS DA MADRUGADA -10-

20 de Junho de 2005

stu27fotowalo.jpgfoto: thoenen walo

À hora combinada dirigiu-se ao Bar e, sem ansiedades, procurou-a. Estava porém bastante curiosa em saber como seria a cara, o corpo, como seriam as expressões daquela voz que a ensinara, nas noites de maior solidão, a conhecer o seu próprio corpo e a saber explorá-lo.
“José”, apresentou-se ele, com aquela voz carregada de sensualidade e que a fez estremecer naquele momento. “Esta é a Luísa”, que a deixou ainda mais inquieta, não pela presença, mas pela beleza dos traços do rosto, a expressão sensual dos seus lábios e na forma discreta, mas suficientemente erótica, como ela vestia.
O convite estendeu-se para fora do Bar, no apartamento de José e Luísa, onde chegaram todos mais descontraídos, após o gin tónico no Bar.
Luísa sentou-se ao seu lado, enquanto José preparava, na cozinha, algumas bebidas.
Ela sentiu um enorme desejo de ter aquela mulher nos braços, de a poder beijar, mas preferiu que fossem eles a tomar a iniciativa.
A luz ténue e a música, envolveram-na ainda mais. Não sabia quanto tempo mais poderia aguentar. Sem receios, aproximou-se de Luísa que, levantando-se, lhe pegou na mão e a levou para o quarto.
José, afinal, havia preparado tudo.
Já despido, iniciou um jogo sexual com Luísa, trocando beijos ardentes e incitando-a a participar. Pegou no sexo de José, começando a beijá-lo enquanto Luísa, com a sua língua, a fazia transbordar de desejo.
Os três estavam agora à beira da explosão, os corpos tremiam de prazer e os sons de volúpia invadiam o quarto.
José deixou-as entregues a si, no momento em que os corpos de ambas se fundiam num só.
Luísa olhou pela janela enquanto ela se deixava levitar, sentindo ainda os enlevos dos orgasmos que aquele leito lhe acabara de oferecer. Eram as suas primeiras horas de prazer do Verão que agora começara.

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Na tarde quente

13 de Junho de 2005

Na tarde quente
Sorriste
E dos teus lábios
O sussurro enunciado
De uma paixão
Ardente.

Junto ao mar
Provaste o sal do meu corpo
Bebeste o suor da minha pele
Tomaste a carne do meu ser.

Por entre as ondas
Olhaste o horizonte
Falaste à Lua
E num murmúrio
O Sol deitou-se
No leito do teu orgasmo.

Na tarde quente
O teu corpo desenhou
Um Mar de reflexos
E na areia ficaram
Em mil cores
Os sulcos da minha paixão.

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Ao amanhecer

9 de Junho de 2005

A manhã rompe o horizonte
nos primeiros raios de um Sol
que te desperta, te agita.

Uma breve aragem passa
Suave,
É uma brisa que
inunda o teu corpo,
Que se agita.

O mar acorda da noite
Tranquila e sem Lua,
Sai da penumbra
Para beijar o teu corpo
Que cobres com um manto
Vermelho, inflamado.

O céu agora é azul
Os raios penetram na terra
Acariciam-te o rosto, o peito
E descobres o corpo
Deixando que o manto incendiado
Resvale na maré cheia
Deixando-te nua numa praia
Onde as gaivotas desenham
Nuvens de encanto e prazer.

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CONTO DA MADRUGADA -9-

7 de Junho de 2005

Desviou o olhar. Sentia-se mal quando a olhavam assim.
No entanto, uma extrema curiosidade levou-a a observar melhor. Tinha a certeza de nunca ter visto aquele rosto. Mas havia ali traços que lhe eram familiares.
Ele apercebeu-se da sua incerteza.
Aproximou-se.
Nesse instante ela corou. Não tanto pelas palavras agradáveis que ele começou por dizer. Mas pelo tom de voz. Sabia que já o tinha ouvido. Tentou trazer à memória qualquer coisa que a despertasse. Não queria ser tomada por uma surpresa.
Não fosse olhar-lhe para as mãos e jamais recordaria que tinham sido elas que a haviam agarrado e seduzido.
Sim, aquelas mãos haviam-na possuído, estado dentro de si. Numa noite de destempero que não esquecera, mas em que as máscaras não deixaram descobrir os rostos dos amantes.

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Na noite…

7 de Junho de 2005

Chegas na noite
Num sonho sem princípio.
Quando me abraças
Sinto teus beijos húmidos
Lançados na minha carne
Que te responde em fervor.

No calor da noite
Afastas o linho e sinto-te
O suor e o prazer.
Dentro de ti derramo
Os sonhos sem princípio
E na minha entrega
Devolves-me o teu corpo
Que tomo, que desejo
Que penetro.

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POEMA DE AMOR

2 de Junho de 2005

És um poema de amor
Que soletro letra a letra.
És a palavra que declamo
E que ecoa numa escadaria
Em que pisas os poemas
Feitos de rosas e espinhos.

És a sílaba ardente
Que trago nos lábios
E recito entre as frases
Dos poemas da calçada.

És o leito do meu olhar
A boca do meu sentir
O tecto da minha alma
A pétala rubra desta paixão.

És um poema feito Amor!

(para ti, porque também a tarde foi feita de poesia, rosas encarnadas e amor)

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O meu chá de hortelã

31 de Maio de 2005

Nessa tarde o Sol escaldava o bastante para apetecer uma limonada bem fresca, algo que conseguisse atenuar o calor desse último dia de Maio.
Não lhe apetecia sair, mas ao mesmo tempo algo o impulsionava a desafiá-la.
Convidá-la para sua casa não era hipótese viável. Com que motivos, que razões apresentar?
Mas queria ardentemente estar perto dela, ver-lhe os olhos, sentir-lhe o cheiro.
Convidou-a para um chá. O seu chá preferido. Que sabia lhe iria refrescar a boca e os impulsos.
Na pastelaria pediu que lhe preparassem 2 chás e, se possível, o servissem bem fresco.
Quando ela chegou, o chá estava pronto. Ele olhou-a e percebeu que ela o estava a analisar profundamente.
Sentiu-lhe o aroma do perfume que trazia. O sorriso pareceu-lhe único.
Ela bebia-lhe as palavras enquanto saboreava o chá. Ou talvez o contrário.
Trocaram breves ideias sobre coisas vulgares.
Despediram-se.
Mas sabiam que aquele seria o primeiro. De muitos encontros.

(um ano depois, após encontros e desencontros, estamos juntos. e posso gritar que te amo)

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CONTO DA MADRUGADA -8-

24 de Maio de 2005

O cais encontrava-se deserto. Uma calma pouco habitual para aquele princípio de noite.
Ele chega e fica a olhar o infinito.
Ela aproxima-se. Trazia consigo uma mão cheia de sensualidade e erotismo. Diz-lhe que quer superar a rotina. Ele convida-a a despir-se ali mesmo. Ela segreda-lhe palavras de sedução.
Não resiste e encosta-a ao gradeamento. Possui-a de forma violenta.
Os seus olhares cruzaram-se. Por uma última vez, pensaram.
Ela não aceitou o pagamento. Ele não puxou do cigarro.
Ambos haviam quebrado a rotina.
Abandonaram o cais.
E as gaivotas ocuparam o seu lugar.

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Na lua cheia…

23 de Maio de 2005

No teu corpo
deixarei as marcas
de beijos ardentes
como hoje a lua cheia
deixará sinais
na alma dos amantes.

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O SONHO

15 de Maio de 2005

Invadiste-me os sonhos
Deste final de tarde
E com um sorriso
Beijaste-me.

No sonho abriste os teus braços
Que me envolveram
Como os teus lábios
Me tocaram, me aqueceram.

O sonho estende-se
E no teu olhar a luz
No teu corpo a penumbra
No meu sonho só tu.

Acordei. Olhei-te.
No teu rosto um sonho.
E deixei-me invadir
Por ti,
Pelo teu sonho.

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