Arquivo da Categoria ‘Intimidades’

madrugada

6 de Dezembro de 2008

Acordar e sentir que o teu corpo é uma ilha perfumada de mil aromas
Despertar e sentir-te em mim com a tua língua molhada de desejo.
Na penumbra iluminada pelo linho da cama onde nos escondemos
Faço-te fêmea, mulher, inundada de gemidos dessa volúpia faminta
Que consome cada centímetro da pele que te ofereço
Até que a primeira luz da alvorada leve esta espuma de loucura
Em que se transforma cada encontro, cada reencontro, de madrugada.

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da espera

4 de Dezembro de 2008


foto: matt x

“Preparo-me enquanto te espero
(…)
para que mates este desejo que me sufoca
E me faz arder em chamas secretas
.”

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Tenderness

3 de Dezembro de 2008


foto: Nika Seliverstova

Não posso dar-te mais do que te dou.
(mas) Aceita esta ternura surda
este jasmim aprisionado.

(inspirado em Eugénio de Andrade)

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Encruzilhada

3 de Dezembro de 2008

Passo uma vista de olhos, rápida, sobre o que se passou nesta cidade enquanto fui respirar outros ares. A matéria é vasta e dava para fazer um ror de posts.
Mas não me apetece nada, mesmo nada, escrever sobre esta cidade.
Vejo-a distante dos meus sonhos, dos meus desejos, das minhas vontades. Vejo esta cidade como um frúnculo que me está agarrado ao corpo e que preciso de sarar.
Ali, à minha frente, está uma encruzilhada. E, no momento em que debito estes parágrafos, hesito no caminho a tomar. Desconheço o peso das decisões que vão desequilibrar o fiel da balança e tão pouco sei por quantos momentos sou capaz de suspender ou adiar essas decisões.
Um desabafo?
Não! Um simples post a que dei o título de “Encruzilhada”!
Até logo!

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das palavras

29 de Novembro de 2008


foto: Piotr Rosinski

“despe-me; entranha-me!
e deixa que entre nós
só tu e eu.
“

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Como se de repente…

26 de Novembro de 2008

Tivesse chegado a Primavera
E o corpo que me ofereces fosse a flor
Onde me perco e renasço.
E é no momento em que os nossos lábios se fundem
Que as nossas peles se tocam
Em que os abraços são mais fortes
E os nossos peitos se encontram
É nesses instantes que clamamos os nossos segredos
E deixamos de fugir de nós!

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reencontros

24 de Novembro de 2008


foto: a. ciortea

São breves os momentos dos nossos reencontros.
Mas eles são sinfonias que nos embalam as emoções
E nos fazem dançar ao ritmo do pulsar dos nossos corpos.

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Da escrita

20 de Novembro de 2008

Abre-se a caixa para se deixar sinal de vida. Escreve-se, os parágrafos contagiam-se e surgem naturalmente. Coloco o ponto final na escrita, faço a releitura, está pronto a editar.
Uma segunda leitura e…. copy e colo o texto numa caixa de e-mail. Seguiu o seu caminho. O que aqui estava, foi apagado.
Porque, simplesmente, não me apeteceu partilhar convosco este sorriso que me faz jogar o ego para cima do sofá, dar as mãos ao sonho e saber que se pode sonhar acordado.
Até logo!

a ver; a ouvir

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sinfonia

19 de Novembro de 2008


foto: stefan rappo

“És realmente uma sinfonia. A melhor banda sonora que alguma vez ouvi! (…)”

Agora, que acordei, tacteio-te as palavras, os gestos, o olhar
E sei que és seiva, és sol que aquece
No íntimo
Esta intuição do amor.

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Sementes

18 de Novembro de 2008


foto:kenn lichtenwalter

(…) e sempre que abandonas o leito de linho
deixas ali o teu corpo vincado sem ruídos, sem penumbras;
e trato essas marcas como pétalas de uma flor de intensos aromas
que regamos e alimentamos
nas noites em que cuidamos do nosso jardim (…)

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Das memórias

17 de Novembro de 2008

Durante este fim de semana retomei, com pessoa amiga, uma conversa que eu deixara em suspenso há mais de 4 quatro anos.
Recordei-me de Agustina: Porque as memórias procriam como se fossem pessoas vivas.

    Há pequenas impressões finas como um cabelo e que, uma vez desfeitas na nossa mente, não sabemos aonde elas nos podem levar. Hibernam, por assim dizer, nalgum circuito da memória e um dia saltam para fora, como se acabassem de ser recebidos. Só que, por efeito desse período de gestação profunda, alimentada ao calor do sangue e das aquisições da experiência temperada de cálcio e de ferro e de nitratos, elas aparecem já no estado adulto e prontas a procriar. Porque as memórias procriam como se fossem pessoas vivas.”
    Agustina Bessa-Luís
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Das palavras

16 de Novembro de 2008

que me incendeiam.
Mas para as quais não é este o momento de encontrar resposta.
Deixa que o tempo me segrede os versos destas emoções.

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