O que poderá ganhar Beja com a candidatura de João Rocha?
21 de Julho de 2013
O que poderá ganhar Beja com a candidatura de João Rocha? O exemplo de Serpa é transponível para a capital de distrito?
Com esta candidatura, Beja e os bejenses ganham bastante, principalmente em conhecimento dessa espécie a que se vulgarizou chamar de “dinossauros”, sinónimo de políticos que se perpetuam no poder e que têm sempre um projecto novo para apresentar. Ficamos a saber, por exemplo, que 32 anos não chegaram para João Rocha concluir o seu projecto autárquico e que, por via da sua dedicada militância comunista, é-lhe dada mais uma oportunidade, desta feita na capital de distrito, para levar a cabo algo de novo e que ainda não se sabe bem o que é.
Esta candidatura traz-nos uma outra mais-‑valia: revela-nos o súbito embevecimento de que muita gente padece com o “desenvolvimento que se assistiu em Serpa”, havendo quem faça comparações com a cidade de Beja, ficando esta a perder, sendo humilhada pela “movida” da Margem Esquerda, pelo “glamour” serpense, pois de Serpa, dizem, só bons ventos e coisas boas. Esquecem-se estes recém-convertidos aos encantos de Serpa que, durante mais de três décadas, foi Beja, e quem a governou – curiosamente do mesmo partido de João Rocha, que se deixou ultrapassar, que optou pela apatia e pelo marasmo. Obviamente que, quando não se vai a jogo, ou se perde por falta de comparência ou alguém toma o lugar dos ausentes.
Serpa e Beja são realidades distintas e só por mera propaganda política se pode dizer que Serpa é um “exemplo”. Que alguns querem agora transferir para Beja. Em Setembro ficaremos a saber se os eleitores estão assim tão enfeitiçados com a obra de João Rocha.
João Espinho
(no DA)










