Aquilo que se está a passar com a Grécia não é tão linear como a informação que passa para a comunicação social nos quer fazer querer.
Só depois desta tempestade passar será possível termos conhecimento de tudo o que está na mesa,mas convêm não esquecer que 90% do iceberg está submerso..
Nem um laço de seda nem um laço de arame os Gregos só o que têm a fazer é recuperar a sua dignidade que é voltar ao Dracma ou a outro nome que lhe queiram dar à sua nova moeda .
Joana, não tente desviar as atenções. Com esse paleio você esquece o mais importante: Que João Rocha é um mau presidente para Beja. Que uma capital de distrito não pode viver à sombra de alguém que o melhor que tem para dar é vender imperiais num mastro. Beja merecia bem melhor.
bejense: é apenas e tão só sua opinião, baseada sabe lá em quê. Não seria pelo menos elegante esperar pelo fim do mandato e aí tecer considerações?
Quanto à Grécia, aqui vai um excerto retirado da Visão:
“Na Grécia Antiga, o sistema era simples: os cidadãos reuniam-se na “Ecclesia” e tomavam as decisões que entendiam necessárias, com base no princípio de um voto por cada homem. Era nessa assembleia do povo que se decidia a guerra ou a paz, se aprovavam ou reprovavam leis, se elegiam representantes e se condenavam outros ao ostracismo.
A melhor explicação desse sistema encontra-se no célebre discurso de Péricles que, embora proferido há quase 2500 anos, nas orações fúnebres às vítimas da Guerra do Peloponeso, nunca perdeu atualidade. E merecia, porventura, ser lido com mais atenção nos dias de hoje.
Sabem o que dizia Périples? Isto: “A nossa constituição política não segue as leis de outras cidades, antes lhes serve de exemplo. O nosso governo chama-se democracia porque a administração serve aos interesses da maioria e não de uma minoria.”
E também isto: “Decidimos por nós mesmos todos os assuntos sobre os quais fazemos, antes, um estudo exato: não acreditamos que o discurso entrave a ação; o que nos parece prejudicial é que as questões não se esclareçam, antecipadamente, pela discussão.”
Tudo isto foi dito e escrito no ano 430 antes de Cristo, mas poderia ter sido repetido por Tsipras e Varoufakis nos últimos dias, quando decidiram chamar o povo grego a pronunciar-se sobre as exigências dos seus credores, num referendo que foi considerado quase como uma declaração de guerra pelos ministros das Finanças dos outros 18 países da zona euro.
Pode-se gostar ou não do Syriza e dos seus valores, mas é preciso reconhecer que chamar o povo a pronunciar-se nas urnas – como antes na “Ecclesia” – é um ato de democracia pura. Como também é preciso não esquecer, por muito que isso custe a alguns, que o Syriza não pode ser responsabilizado pela origem da crise grega e pelos números escondidos, durante anos, da dívida pública do país – os responsáveis dessa situação foram, isso sim, os partidos tradicionais do regime, os mesmos que os eleitores gregos condenaram ao “ostracismo” (como na antiga Atenas), nas eleições de janeiro, quando deram a vitória ao partido de Tsipras e de Varoufakis.
….”
29 de Junho de 2015 às 9:25:11
Aquilo que se está a passar com a Grécia não é tão linear como a informação que passa para a comunicação social nos quer fazer querer.
Só depois desta tempestade passar será possível termos conhecimento de tudo o que está na mesa,mas convêm não esquecer que 90% do iceberg está submerso..
29 de Junho de 2015 às 18:00:10
Nem um laço de seda nem um laço de arame os Gregos só o que têm a fazer é recuperar a sua dignidade que é voltar ao Dracma ou a outro nome que lhe queiram dar à sua nova moeda .
Abaixo o Euro!
30 de Junho de 2015 às 18:27:08
Com toda a certeza a culpa dos males por essa europa fora é do …. João Rocha e da CDU…
30 de Junho de 2015 às 19:48:34
Joana, não tente desviar as atenções. Com esse paleio você esquece o mais importante: Que João Rocha é um mau presidente para Beja. Que uma capital de distrito não pode viver à sombra de alguém que o melhor que tem para dar é vender imperiais num mastro. Beja merecia bem melhor.
2 de Julho de 2015 às 16:44:21
bejense: é apenas e tão só sua opinião, baseada sabe lá em quê. Não seria pelo menos elegante esperar pelo fim do mandato e aí tecer considerações?
Quanto à Grécia, aqui vai um excerto retirado da Visão:
“Na Grécia Antiga, o sistema era simples: os cidadãos reuniam-se na “Ecclesia” e tomavam as decisões que entendiam necessárias, com base no princípio de um voto por cada homem. Era nessa assembleia do povo que se decidia a guerra ou a paz, se aprovavam ou reprovavam leis, se elegiam representantes e se condenavam outros ao ostracismo.
A melhor explicação desse sistema encontra-se no célebre discurso de Péricles que, embora proferido há quase 2500 anos, nas orações fúnebres às vítimas da Guerra do Peloponeso, nunca perdeu atualidade. E merecia, porventura, ser lido com mais atenção nos dias de hoje.
Sabem o que dizia Périples? Isto: “A nossa constituição política não segue as leis de outras cidades, antes lhes serve de exemplo. O nosso governo chama-se democracia porque a administração serve aos interesses da maioria e não de uma minoria.”
E também isto: “Decidimos por nós mesmos todos os assuntos sobre os quais fazemos, antes, um estudo exato: não acreditamos que o discurso entrave a ação; o que nos parece prejudicial é que as questões não se esclareçam, antecipadamente, pela discussão.”
Tudo isto foi dito e escrito no ano 430 antes de Cristo, mas poderia ter sido repetido por Tsipras e Varoufakis nos últimos dias, quando decidiram chamar o povo grego a pronunciar-se sobre as exigências dos seus credores, num referendo que foi considerado quase como uma declaração de guerra pelos ministros das Finanças dos outros 18 países da zona euro.
Pode-se gostar ou não do Syriza e dos seus valores, mas é preciso reconhecer que chamar o povo a pronunciar-se nas urnas – como antes na “Ecclesia” – é um ato de democracia pura. Como também é preciso não esquecer, por muito que isso custe a alguns, que o Syriza não pode ser responsabilizado pela origem da crise grega e pelos números escondidos, durante anos, da dívida pública do país – os responsáveis dessa situação foram, isso sim, os partidos tradicionais do regime, os mesmos que os eleitores gregos condenaram ao “ostracismo” (como na antiga Atenas), nas eleições de janeiro, quando deram a vitória ao partido de Tsipras e de Varoufakis.
….”