
Paulo Arsénio, com a sua habitual destreza em fazer publicações na página pessoal do Facebook, vem falar-nos do lixo no concelho, do lixo em Beja.
Nesse seu post/relatório, elenca vários números para garantir que “em 2018, primeiro ano completo do nosso mandato, foi aquele em que nos principais indicadores mais lixo se recolheu em Beja.” Ora, esta é daquelas que qualquer pessoa, não precisa ser presidente de uma câmara, poderia afirmar sem contestação. Porquê? Uma breve consulta ao sítio da Agência Portuguesa do Ambiente (aqui dados até 2017), dá-nos a conhecer que estamos a produzir cada vez mais lixo. É portanto óbvio que, se aumentam os quilos de lixo que produzimos, também aumenta o número de quilos recolhidos. Paulo Arsénio, tenta, assim, vangloriar-se através de uma lapaliçada.
Apesar desta tentativa de insuflar a “bolha de felicidade” em que vive, P.A. reconhece que a coisa não está bem. Ora por falta de pessoal (é um problema que a Câmara deve resolver), ora porque uma minoria de munícipes não colabora. Ocorreu-me dizer que estes munícipes tanto são “sujos” agora como o eram no tempo da governação comunista.
Há factos indesmentíveis: a cidade está cada vez mais suja, as sarjetas exalam cheiros que fedem, há ratazanas a passear pelas nossas ruas e as baratas fazem parte do nosso quotidiano. Como habitualmente, Paulo Arsénio coloca os predicados no futuro. Irá, irão, vai fazer-se, está planeado, etc…
No dia em que Arsénio deixar de perder tempo com a sua página no Facebook e começar a olhar a cidade com uma visão estratégica, pode ser que salve o mandato. Por enquanto, e já lá vão quase 2 anos, o balanço nada tem de positivo. E a culpa não é dos munícipes.