
A formação da lista de candidatos do PSD/Beja às legislativas de Outubro é mais um capítulo da (triste) história em que se transformou o partido laranja aqui na nossa região. Já aqui escrevi demasiadas vezes, ainda enquanto militante, sobre o que me pareciam os vírus, ou viroses, que regularmente atacavam o partido. Há episódios muito tristes no historial do PSD/Beja e, por diversas vezes, apontei os nomes dos cangalheiros e de quem tem levado o partido ao fundo do poço. Os resultados eleitorais têm confirmado tudo aquilo que ia apontando e a queda do PSD no distrito é indiscutível. Não vale a pena alongar-me muito. O PSD é hoje, por estes lados, um partido perfeitamente descartável, é uma inutilidade.
Quando se pensava que a renovação das listas de candidatos pudesse trazer uma lufada de ar novo, com um cabeça-de-lista outsider, eis que aparecem nomes que têm colado na sua matriz aquilo que menos seria desejável. A nº 2 é sobrinha de quem é e não passa pela cabeça de ninguém que o seu nome não tenha sido negociado e/ou imposto pelo tio. Entretanto, surgiu, vindo das trevas, o nome de Sebastião, o de Almodôvar, que quer, custe o que custar, voltar a ser alguém no PSD. Não sei quem se lembrou dele, mas imagino que tenha sido uma tentativa de “deixa ver se pega”. Não pegou. Surge, então, o nome do presidente da Secção de Beja. Esse homem que, enquanto eu por lá andei, ignorou os militantes, reforçou o desaparecimnto do nome do PSD dos diversos órgãos autárquicos concelhios, foi mais um dos que passou a certidão de óbito. Nunca lhe ouvi um mea culpa. Vai agora em nº 3. Fica-lhe bem.
E assim vai o PSD por aqui. Calculo que não esteja melhor do que a nível nacional. Calculem, pois, quem está a esfregar as mãos de contentamento. Enfim!