Arquivo de Março de 2018
Beja está refém!
14 de Março de 2018
foto: joão espinho
Em comentário deixado aqui, escreve uma leitora:
“Beja está refém!
Observo actualmente em Beja, uma atitude de quase todas as pessoas, de grande resiliência, aceitação da pouca sorte, do falar mal de tudo e de todos baixinho, na tentativa de se tentar encontrar culpados e uma explicação para a malfadada sorte a que Beja está neste momento fadada!
De louvar este Blog, que cria ainda um espaço de cidadania, onde contudo o número de comentários demonstra isto mesmo, a falta de interesse, ou melhor dizendo “desinteresse! Para com a cidade e a região.
Quanto a este artigo é mais uma visão sobre a vida em Beja, onde são ditas algumas verdades, convêm contudo um bom diagnóstico para que se promova a cura e se veja o que Beja merece ou Não!
Objectivamente Beja continua numa atitude feudal, caracterizada por 2 pólos, que pouco se comunicam, o dos políticos, onde gravitam aqueles cuja sobrevivência e palco depende da subserviência e submissão, e num outro pólo, os herdeiros da posse da terra, antigos e novos.
Temos depois em marcha no País, um modelo de regionalização assente em 5 regiões no continente, onde Beja tem por isso de ser anulada em prol daquela a que muitos se venderam “Évora”.
Não possui lobby politico nem em Lisboa nem na Europa, nem quem por ela se bata no sitio certo”
Possui uma população envelhecida, resiliente, e os jovens e os melhores valores rumam a Lisboa e a outras paragens, para raramente voltarem.
O que Beja não merece é os políticos e dirigentes que possui ( de todos os quadrantes), que não conseguem fugir do Servilismo e vassalagem politica e de outro tipo de interesses;
O que Beja não merece, é “bons rapazes e raparigas” ou carinhas larocas em posições estratégicas, completamente à deriva, incompetentes e fechados sobre si mesmos, pois competência é significado de concorrência e por isso mesmo ameaça;
O que Beja não merece, é a ausência de uma estratégia enquanto capital do baixo Alentejo, e a inexistência de quem tenha a coragem de assumir essa bandeira.
O que Beja não merece é a da falta de coragem política dos autarcas e demais responsáveis do baixo Alentejo, por não serem capazes de se unirem e reivindicarem estas causas, nem possuírem uma visão agregadora para o território, onde caso a sua voz não fosse ouvida e garantidas condições base ao desenvolvimento da região, terem a coragem de colocarem os seus lugares à disposição.
Ou seja, enquanto, não existir um verdadeiro sentimento e “alma Bejense”, e pelo baixo alentejo, onde se verifique um verdadeiro bairrismo, e uma visão estratégica, com lideres e pessoas com “Valores”, Beja não vai merecer, nem ter mais do que tem, vai aliás continuar a perder mais e mais a cada dia que passa.
Contudo, Beja é rica em história, património, tradição, o potencial turístico é imenso, mas pouco ou nada está explorado, mas merece ser explorado! Tem de se sair só do potencial;
Beja tem dimensão agrícola, que pode evoluir para a agroindustria e comercialização, há sinais ténues de esperança neste domínio, mas que careciam de uma afirmação forte, pois Beja merece!
Beja, tem um aeroporto, que a sul da península, pode abrir portas a outros mercados e negócios, falta uma linha de comboio electrificada com um terminal no mesmo e a ir até ao Algarve, bem como a conclusão da autoestrada até ao Rosal (algo que tem de ser exigido colocar no próximo quadro comunitário de apoio) pois Beja Merece;
Beja tem condições para a atracção de empresas e massa critica, pois só pela criação de emprego, melhores remunerações é que Beja se pode afirmar e desenvolver pois Beja merece;
Beja, é a capital do Baixo Alentejo, algo em que já ninguém fala! Curioso não acham??? Quem defende esta “dama”, quem assume este papel, mas Beja merece;
Beja, merece dar uma oportunidade aos seus jovens, e aos seus melhores filhos, pois eles e Beja merecem;
Beja merece boas condições de serviços, tais como de saúde, cultura, desporto, oferta necessária à fixação de bons quadros, que aqui possam encontra uma terra de oportunidades e com Qualidade de Vida, pois Beja merece,
BEJA MERECE QUE TODOS OS QUE AQUI VIVEM, DE AQUI SÃO E SE ENCONTRAM POR ESTE PAÍS E MUNDO FORA, SE UNAM, LUTEM, DEFENDAM, AMEM, CONSTRUAM PONTES E SOLUÇÕES, EXIJAM, ACORDEM E LHE DEVOLVAM A DIGNIDADE PERDIDA E QUE MERECE E TEVE AO LONGO DA SUA HISTÓRIA, SÓ DEPENDE DE TODOS NÓS!
(Deixo o desafio ao João Espinho para dar ênfase no seu blog a este comentário, bem como a todos os que se revejam neste retrato que o partilhem nas redes sociais e pelos amigos para se criar uma verdadeira onda positiva por Beja e pelo Baixo Alentejo, pois esta cidade e esta região merecem!)
Maria Ramos (De Beja, capital do Baixo alentejo com muito orgulho)”
Aconselho vivamente
14 de Março de 2018Vem aí a Gisele
13 de Março de 2018Richie Campbell nas Ovinoites
12 de Março de 2018
Concertos na OVIBEJA:
27 de Abril – Xutos & Pontapés
28 de Abril – Richie Campbell
29 de Abril – Buba Espinho e amigos (Rui Veloso, Virgem Suta, Luís e Eduardo Espinho, Grupo de Cantadores do Desassossego, António Caixeiro.
30 de Abril – Diogo Piçarra
“De 27 de Abril a 01 de Maio, a Ovibeja convida “Todo o Alentejo deste Mundo” a um brinde com “Todo o Mundo deste Alentejo”, numa partilha intergeracional constituída por todos os que, direta ou indiretamente, têm ligações à Ovibeja no decorrer dos 35 anos do seu percurso.”
Beja não merece
11 de Março de 2018
O João Goinhas escreve este texto no Facebook. Não obstante discordar de alguns pressupostos, considero relevante trazê-lo para aqui. Discussão está aberta.
“Sem dúvida que Beja não merece. Beja não merece que o único hipermercado tenha posição de monopólio e estipule a batuta no que toca a preços. Beja não merece que no interior da cidade os custos de vida sejam dos mais altos do País e andemos todos a pagar por algo que custa a quem vende uma pequena fração do preço. Não merece que vá a esse mesmo hiper e tenha de perder tempo a procurar cebolas decentes pois são-me colocadas à disposição uma miríade de outras podres na esperança que algum “tóino” as leve. Beja não merece que a cidade morra aos sábados à tarde e aos domingos durante todo o dia. Não merece que só se peça por acessibilidades, saúde… Mas não se adote uma mentalidade de cidade grande, de verdadeira capital de distrito. Acredito que aquilo que o movimento ( Beja merece+) solicita não é a solução mágica para os problemas crónicos que nos assombram há décadas. A solução está em cada um de nós. Em exigir mais de nós próprios e dos nossos concidadãos. Não teremos uma vida melhor apenas se tivermos uma estrada porreira, um comboio rápido e consultas topo de gama, mas teremos certamente uma vida melhor se tivermos também mais serviços e mais cultura.
Já se questionaram porventura que temos apenas uma sala de cinema, um filme por semana, uma vez por dia? Já repararam que o comércio tradicional tarda em atualizar-se e continua persistentemente agarrado ao passado? Já se notou que invariavelmente os fins de tarde e fins de semana nos meses de verão acabam por passar por ir ao parque da cidade tomar um refresco, pôr os miúdos nas diversões e falar sobre a semana porque não há muito mais a fazer? Já se indagaram o porquê de ao domingo tentar ir almoçar fora (ainda) ser uma tarefa hercúlea?
Beja merece mais. Beja têm potencial para merecer mais, mas também ser mais. Podemos e devemos exigir mais do nosso interior, das empresas que cá laboram e nos servem e isso não fazemos. Os grandes pólos de emprego continuam a pagar mal e a tratar mal. Vivemos continuamente num estado de baixos ordenados, baixo poder de compra e por conseguinte condicionados a fazer sempre o mesmo. A especulação imobiliária em Beja está uma piada de mau gosto. Há apartamentos na orla da cidade a custarem para cima de cento e cinquenta mil euros, convém supôr então que se deverá às maravilhosas vistas para a planície.
Os combustíveis estão dentro da cidade mais caros do que noutras localidades mais remotas. Serão os km até cá mais longos que os outros aglomerados populacionais? E numa nota pessoal deixa-me triste ouvir comparações do custo médio de vida entre Beja e o arquipélago dos Açores. Note-se que o mesmo dista a cerca de 2000 km de Lisboa e não a 180.
Não temos em Beja concorrência há décadas. Se pretendemos produto X vamos ao local Y. Apenas ao local Y.
Não se vêm exigências, manifestações simbólicas, silenciosas ou outras neste sentido.
Não podemos querer que Beja seja competitiva e atrativa tendo apenas para mostrar uma estrada boa, um comboio fixe e consultas a tempo e horas com médicos bons.
Aparentamos permanecer à sombra de um sobreiro e aguardar que a estrada nova e o comboio elétrico nos venham salvar.
Podemos, devemos exigir mais da nossa cidade. Não podemos continuar a pagar este custo de vida elevadíssimo recebendo ordenados baixos, quais escravos modernos das grandes empresas e continuar a acatar a resposta que a culpa é da estrada, da distância, da linha do comboio. Ouvi em tempos alguém falar que uma linha de comboio serviria para ajudar a escoar o produto produzido. O produto produzido no Alentejo vem em muitíssimos casos de mão de obra explorada do estrangeiro porque o alentejano cobra mais. Pois cobra, cobra o justo talvez. Mas não vejo ninguém a exigir às autoridades que termine com esta farsa de importar trabalhadores com tantos desempregados cá.
Custa-me enquanto bejense ver carrinhas de transporte de moldavos quando há largas centenas quiçá milhares de desempregados. Custa-me enquanto bejense querer ir ao cinema e como só há uma sala ter de ver o único filme disponível às 21h30, porque outras sessões não existem. É penoso como bejense se pretender jantar fora a um domingo ter de recorrer aos hambúrgueres rápidos ou a pizza ao domicílio.
É excruciante ver a um domingo turistas, sim bejenses, turistas de mapa na mão numa rua vazia porque não há mais que paredes vazias e silêncio sepulcral para os receber.
É agonizante ver os esforços de alguns em termos de cultura, educação e reabilitação terem taxas de participação perto do zero. Não sendo de todo adepto do género musical, foi com alguma tristeza que constatei em 2017 o movimento que se formou em torno do repúdio do Santa Maria Summer Fest porque “fazia muito barulho”. Era bom ver tal movimentação de massas para preços mais baixos, produtos de qualidade, cultura, serviços…
Não podemos parecer querer ser uma capital de distrito quando na realidade nos assemelhamos mais a uma aldeia de beira de estrada nacional.“
CDS e PSD
11 de Março de 2018
O PSD foi o “saco de pancada” do primeiro dia do Congresso do CDS em Lamego. Cristas, ambiciosa, quer ocupar o centro, o centro-direita, e, quiçá, toda a direita. Fica-lhe bem tamanha ambição. Será em eleições que esta ambição será aferida. Até lá, o PSD já sabe com o que pode contar: fazer oposição ao governo e aguentar “as porradas” da direita. Uma tarefa gigante para Rui Rio, que também terá que contar com as jogadas dos santanistas e dos órfãos do passismo, para além das rasteiras de um grupo parlamentar adverso. Será Rui Rio capaz de aguentar com tamanha carga? Veremos.
Domingo #399
11 de Março de 2018Diário do Alentejo
9 de Março de 2018Correio Alentejo
9 de Março de 2018Bom fim de semana
9 de Março de 2018Um país a duas velocidades
9 de Março de 2018
“Notícias de problemas na Ponte 25 de Abril e arranjam-se logo milhões para o seu arranjo, e bem! Estradas degradas e falta de transportes públicos no interior, e o poder político não mexe uma palha. Há mesmo um país a duas velocidades, com portugueses de primeira e outros de segunda.” Ricardo Cataluna (aqui)








