Arquivo de Dezembro de 2017
Bom fim de semana
22 de Dezembro de 2017Humilhado
22 de Dezembro de 2017PSD – a multiplicação de militantes
21 de Dezembro de 2017
No PSD, é o milagre da multiplicação dos militantes. E das quotas. E do dinheiro. O partido revelou ontem que tem agora mais de 70 mil militantes com as quotas pagas e prontos para votar nas eleições internas. Pequeno detalhe político-milagroso: na sexta-feira, eram apenas cerca de 50 mil. Esta corrida ao multibanco, que rendeu ao PSD 240 mil euros, só pode ser explicada pelo genuíno interesse de milhares de cidadãos em participar de forma abnegada na política.
Sabem o que é o caciquismo?
Entretanto, em Beja (concelho), somos 358 com capacidade para votar.
Beja – a morte lenta do Hospital
21 de Dezembro de 2017
foto: radio-pax
O Hospital de Beja corre o risco do serviço de Obstetrícia e Ginecologia estar encerrado no dia 31 de Dezembro por falta de médicos para preenchimento da escala de serviço.
Um cenário que já ocorreu noutras ocasiões e que, a confirmar-se, obriga a que as situações urgentes tenham que ser encaminhados para o Hospital de Évora.
Beja merece?
(notícia aqui)
Fotografia
21 de Dezembro de 2017Lopes em Beja
20 de Dezembro de 2017O olhar de…
19 de Dezembro de 2017
foto: joão espinho
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“Não creio que sejas tu mais do que outros.
Tao pouco que exista alguém que a mais se eleve
se posto lado a lado com o mendigo
que dorme ao relento da vida,
envolto no sopro de um cobertor de memórias
sob um alpendre que lhe ignora, irrisórias
as tempestades e intempéries que o papelão abriga.
Casa sem tecto e paredes de papel onde o coração dormita.
Chego a invejar-lhe o corpo e alma,
essa que sente tudo o quanto por ela passa
por mais ínfimo que seja,
por mais desprezível que nos pareça
por mais banal que se tenha tornado às nossas mãos.
Um corpo sem “senãos”, que com pouco se enjeita
de alegria partilhada
e onde nunca o supérfluo se ajeita;
Aos contornos, frequentemente largo
o amargo cheiro das pregas vazias.
Assim se parece a nossa necessidade de enchumaços,
pecados de luxúria pendurados
nos ombros, nos braços e enchendo-nos a barriga.
Almofadados os pés,
enterrados que estamos em créditos até aos joelhos
para bem-parecer até às orelhas.
Não creio que seja ele menos do que tu,
ou eu mais ou menos que qualquer um de vós.
A diferença entre nós mora num arranha céus
de cem andares. Onde somos vizinhos.
No rés-do-chão sente-se pouco,
E os que muito sentem, escolheram o rés-do-céu para viver.
E sonhar no centésimo andar, a contar do vale dos mortos.
Não creio que tenhamos nós mais do que eles.
Se uns têm mais alegria, outros têm mais prostração;
Se uns têm mais tempo, noutros é maior a dilação;
Se uns doam mais sorrisos, outros fazem as lágrimas florir
sem sentir, que todos nós temos alguma coisa
entre nascer e morrer. Espaço cronológico que nos limita a existência.
Pode apenas ser ar nos pulmões,
essa qualquer coisa que temos.
Mas temos. E dar-lhe-emos valor?
… é amor do Criador, o oxigénio que a todos brinda, por igual.”
Rita Nascimento
Ana morreu
19 de Dezembro de 2017Sobre esta notícia escreve Rui Gustavo no Expresso:
“(…) uma mulher de 85 anos foi encontrada desmaiada em casa ao lado do filho deficiente profundo que, por não poder, nunca saiu da beira da mãe e não conseguiu pedir ajuda.
Só ao fim de quatro dias é que os vizinhos do bairro do Outeiro, no Porto, estranharam a luz e a televisão sempre ligadas, a roupa por apanhar no estendal e a ausência da mulher. Ana morreu no hospital um dia depois de ter sido encontrada. O filho ainda está internado. Tinha, repito, 85 anos, vivia com o filho deficiente profundo de 57, e, pelos vistos, não era seguida, vigiada ou apoiada por qualquer instituição do Estado ou similar que, por exemplo, telefonasse lá para casa para saber se estava tudo bem. Não estava. E uma morte podia ter sido evitada. Bastava que alguém se preocupasse ou que tivesse essa obrigação. Há programas e campanhas para tratar e seguir os idosos a partir de casa com a ajuda da internet que, ao contrário do que se possa pensar, não é barata nem sequer chega a todos. A neutralidade na Saúde é de facto um mito. A qualidade de um país vê-se na forma como trata os mais velhos e a nossa está à vista.”
O olhar de…
18 de Dezembro de 2017
foto: joão espinho (aqui)
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“Bati-te à porta, mas não respondeste.
Espreitei. Espreitei pelo postigo aberto, como que a desafiar o olhar de quem de soslaio passava.
Estava escuro. Inclinei-me mais um pouco. Já com a sensibilidade visual mais apurada, consegui vislumbrar um rasgo de luz ao fundo à esquerda. O cheiro era o mesmo que sempre conhecera. Fresco e doce, suave, mas enigmático. Detive-me. Hesitei em chamar por ti. Uma hesitação daquelas que temos quando jovens, quando a incerteza se abate. Fiquei a pensar, e mais uma vez olhei aquele corredor, onde as portas se cruzam, onde o chão acusa o desgaste dos anos, e onde a luz, ora trémula, ora insistente, faz brilhar a alma que sei ali habitar.
Bati-te à porta mas não respondeste.
Espreitei pelo postigo aberto, e ao fundo, lá estavas tu, vida! Fui ao teu encontro, e de mãos dadas seguimos.
Helena Palma
17-12-2017
Beja – Curso de Tripulantes de Cabine
18 de Dezembro de 2017
Abriram, no Instituto Politécnico de Beja, as inscrições para o Curso Inicial de Tripulantes de Cabine. O curso, com início marcado para o dia 8 de Janeiro de 2018, vai ter a duração de 5 a 6 semanas, com um custo de 1500 euros. (leia aqui)







