
Um dos momentos mais marcantes (aqui na nossa terra) do ano que agora finda, foi a vitória de Paulo Arsénio nas autárquicas de 1 de Outubro.
Já aqui falei sobre o Paulo, mas não podia deixar passar este momento de balanço para escrever mais umas linhas.
Todos estarão recordados do tanto que se disse e escreveu quando o Paulo começou a ser falado como o cabeça de lista do PS à CMB. Que não era conhecido nem na rua onde residia, que não tinha peso político, que, frente a João Rocha, político com décadas de experiência autárquica, seria trucidado, humilhado, aventando-se, até, a hipótese de o PCP conseguir eleger 5 vereadores. Foi nesta ilusão que Rocha e os seus camaradas de Partido andaram durante meses a fazer campanha.
No debate na RTP3 viu-se que, afinal, o Paulo não era aquilo em que queriam acreditar. A expressão de espanto de JR foi elucidativa: “andaram a enganar-me, afinal este Paulo morde-me as canelas”. O resto já todos sabemos. O PC, ainda hoje a tentar digerir a derrota em Beja, perdeu a liderança da Câmara e Assembleia Municipal, tendo igualmente sido derrotado nas freguesias urbanas (a aliança com o PSD afinal só deu vantagens ao PS), perdendo igualmente alguns cargos em empresas/associações municipais. O mérito? De Paulo Arsénio e dos bejenses que quiseram punir o mandato de Rocha.
Este foi, indiscutivelmente, o ano de Paulo Arsénio.