Arquivo de Dezembro de 2008

Uma questão

11 de Dezembro de 2008

Em que ponto está o concurso público para reabilitação da zona do Estádio Flávio dos Santos/Parque de Campismo? Emperrou? Quais as razões?
Seguramente que é assunto para ser decidido pelo próximo executivo camarário.

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Conto da madrugada

11 de Dezembro de 2008

Meto-me no carro, olho para a temperatura – demasiado baixa,a contrastar com a do meu corpo. No horizonte, os primeiros raios de sol tentam romper um nevoeiro denso, frio, que enche a estrada de tonalidades cinzentas. Na viagem até casa tento recordar as horas que ficaram para trás. A sala, a música, a luminosidade, os cheiros, aquelas linhas que se me ofereciam deitadas e preparadas para me receber. Pela memória passam as palavras, os gestos, o sexo. Tento associar um rosto aos momentos de prazer e é o frio lá de fora que me faz despertar. Um arrepio antes de entrar em casa, e a face continua difusa e distante. Sexo, calor e corpos. Hesito entre o duche ou jogar-me para a cama. Sob a água quente faço mais um esforço para ver as expressões do prazer. Uma mensagem no telemóvel quase que me desperta desta minha viagem pela memória nocturna. “Chegaste bem?“. Saio de casa. O dia fizera esfumar-se o cinzento da névoa e aquecia os frios da madrugada. “Estiveste muito bem e jamais esquecerei esta noite”, respondo, tentando imaginar que rosto se transformaria em sorriso.

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dos lábios

10 de Dezembro de 2008

“Deixaste-me nos lábios o teu cheiro, o teu sabor;
agreste, selvagem.
A minha boca pede-te o que os lábios desejam
E os olhos declaram.
Agora!
antes que chegue o momento em que me perca e me afogue
Na ausência do teu corpo.”

a ouvir as coisas que me ofereces.

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Ainda a tempo

10 de Dezembro de 2008

De comemorar 5 anos de vida do blog que nos avisa que é “um diário sem periodicidade certa sobre o que acontece no mundo e os prazeres da vida. Blogue livre de condecorações presidenciais.”
É o Tomar Partido, que se deve ler. Diariamente. E o Jorge Ferreira merece distinção especial.

(aviso: o Tomar Partido tem uma infecção chamada bravenet; enquanto lá sobreviver, o blog gera pop-up’s e outras porcarias. Mas o Jorge está avisado)

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O PSD e o Orçamento da Câmara Municipal de Beja

10 de Dezembro de 2008

A Comissão Política da Secção de Beja divulgou um comunicado onde se solidariza com a posição tomada pelo vereador social-democrata na CMB que decidiu votar contra a proposta de orçamento para 2009.
Recorde-se que, no ano passado, o voto PSD havia sido a abstenção, tendo eu, no entanto, e enquanto deputado municipal, votado contra, justificando:
—O Eleito Senhor João Espinho (PSD) fez a seguinte Declaração de Voto:—————-
—“Votei contra este Orçamento porque tenho a concepção que a elaboração e execução
do mesmo não é um acto isolado na execução política do executivo camarário. Este
executivo já nos deu bastos exemplos de ser fechado e pouco aberto a propostas de
desenvolvimento. Não vejo neste Orçamento nenhum sinal que traga desenvolvimento a
esta cidade e a esta região, não vejo neste Orçamento uma vontade política de fazer Beja
a Capital de Distrito e não vejo neste executivo capacidade sequer de cumprir aquilo que
prometeu em campanha eleitoral.”

Apraz-me saber que, este ano, a bancada social-democrata na Assembleia Municipal votará em sintonia.

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Jorge Pulido Valente em Beja

10 de Dezembro de 2008


foto: valter bento

De acordo com notícia da Radio Pax, o nome do ex-Presidente da Câmara Municipal de Mértola foi votado ontem à noite em reunião da Comissão Política Concelhia de Beja do Partido Socialista, e aprovado por unanimidade, como candidato à Câmara Municipal de Beja.

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despedida breve

9 de Dezembro de 2008

Agora que partes, o poema regista-se sem palavras
Assim como ficaram por escrever as letras dos nossos beijos.
Nenhum arbusto é perfeito, nenhuma rua é o nosso caminho
E o Mundo não depende de nós.
As emoções, essas, registei-as no meu peito e aí ficarão
Enquanto o teu rosto permanecer na minha alma.

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Era a feijões

9 de Dezembro de 2008

sporting.jpg

Mas, neste caso, feijão com massa é bom!

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fotografia

9 de Dezembro de 2008


foto: joão espinho

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as imagens

8 de Dezembro de 2008


foto: anastasi mikhailov

captam-se e registam-se
transformamos o nosso olhar
traduzimos aquilo que observamos
depois…
depois lamenta-se que não correspondam ao que imaginámos
ao que desejávamos
e os retratos transformam-se em lixo
onde já não cabe a nossa memória.
Subitamente percebemos que é grande,
demasiadamente grande,
a distância entre nós e a imagem retida no tempo.
É quando sentimos a necessidade de ajustar a objectiva
Para que a imagem seja aquilo que vemos.

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Célia -58-

7 de Dezembro de 2008

O primeiro impulso é tentar descobrir o lugar físico daquele quarto, não me importando de quem nele poderia estar deitado. Pego nas chaves de casa e saio. Não ouço Mariana alertar-me para a consequência dos meus actos nem para a distância onde se encontrava o motivo do meu tormento. Regresso para recolher as chaves do carro quando escuto as palavras de Mariana vais em procura do que já conheces?. Tento perceber-lhe as intenções. Mas é fulminante não, não te transformes. porque tu conheces aquilo que andas à procura. Olho-a fixamente, talvez como nunca antes o tenha feito e receosamente pergunto-lhe: “Serás um dia capaz de me abandonar?”.
Mariana vira-me as costas e ouço-a firmemente dizer sim, no dia em que deixares de me procurar.

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try a little

7 de Dezembro de 2008

Obrigado por esta prenda antecipada.
Por isto, por aquilo, por tudo.
Principalmente por me ajudares a compreender-me.

“Às vezes, dependemos das pessoas como de um espelho para nos definirem e dizerem quem somos. E cada reflexo faz com que goste um pouco mais de mim (…)”

Try a little tenderness (prefiro a que me ofereceste) está marcada. Para sempre!

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