Dez 11 2008
Conto da madrugada
Meto-me no carro, olho para a temperatura – demasiado baixa,a contrastar com a do meu corpo. No horizonte, os primeiros raios de sol tentam romper um nevoeiro denso, frio, que enche a estrada de tonalidades cinzentas. Na viagem até casa tento recordar as horas que ficaram para trás. A sala, a música, a luminosidade, os cheiros, aquelas linhas que se me ofereciam deitadas e preparadas para me receber. Pela memória passam as palavras, os gestos, o sexo. Tento associar um rosto aos momentos de prazer e é o frio lá de fora que me faz despertar. Um arrepio antes de entrar em casa, e a face continua difusa e distante. Sexo, calor e corpos. Hesito entre o duche ou jogar-me para a cama. Sob a água quente faço mais um esforço para ver as expressões do prazer. Uma mensagem no telemóvel quase que me desperta desta minha viagem pela memória nocturna. “Chegaste bem?“. Saio de casa. O dia fizera esfumar-se o cinzento da névoa e aquecia os frios da madrugada. “Estiveste muito bem e jamais esquecerei esta noite”, respondo, tentando imaginar que rosto se transformaria em sorriso.


11 de Dezembro de 2008 às 13:08
[…] Leia mais direto na fonte: http://www.pracadarepublicaembeja.net […]
11 de Dezembro de 2008 às 13:12
[…] Leia mais direto na fonte: http://www.pracadarepublicaembeja.net […]
11 de Dezembro de 2008 às 14:00
Eu não sei,mas se recebesse essa mensagem no telemóvel (“estiveste bem…”), eu acho que não sorria… Ficava até preocupada! A expressão parece uma avaliação… O amor não deve ser algo simplesmente sentido? Digo eu…
11 de Dezembro de 2008 às 14:12
@regina – nem sempre o amor tem que andar de mão dada com “sexo, calor e corpos”. E o que escrevo também não tem que misturar sentimentos, sejam eles sentidos ou não. Digo eu 🙂
11 de Dezembro de 2008 às 14:51
Comecei a escrever um comentário e acabei por passá-lo a post… 🙂
Fica aqui o trecho final…
“…quando um conto tem algo que não nos agrada… Não podemos querer que ele mude… Temos é que criar o nosso…”
11 de Dezembro de 2008 às 18:43
[…] as palavras, os gestos, o sexo. Tento associar um rosto aos momentos de pra Veja o post completo clicando aqui. Post indexado de: […]
12 de Dezembro de 2008 às 0:16
Para quem só lê autores de referência e procura dar uma imagem de leitor e culto. aquilo que escreve é muito pobre.Tenho pena de dizer isto, mas é melhor agora do que quando vc ja tiver metido na cabecinha que vai ser poeta ou romancista…
13 de Dezembro de 2008 às 13:19
Um conto que conta uma madrugada de contos e outras histórias.