Arquivo de Setembro de 2006

ALIMENTAÇÃO NAS ESCOLAS

8 de Setembro de 2006

Mãe – Então o que é que comeste hoje na Escola?
Filho – Bué da fraco. Comi uma sopa de legumes, carne de perú grelhada, acompanhada de arroz integral e uma salada de tomate. A sobremesa foi um doce sem açúcar, muito sem sabor. Bebi um sumo de fruta natural.
Mãe – vamos jantar ao McDonald’s?
Filho – Estava a ver que nunca mais te decidias.
(…)
Filho – Amanhã pões-me um pacote de batatas fritas e 2 chocolates na mochila, tá?
Mãe – OK! Não quero que passes fome.

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Ler no DN

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sem título

8 de Setembro de 2006

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foto: barry g oliver

Bom fim de semana.

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HORÁRIOS

8 de Setembro de 2006

Já se encontram disponíveis online os horários dos 2º e 3º ciclos da EB2/3-Santiago Maior – Beja.

Segundo informação obtida hoje, a EB2/3 Mário Beirão inicia as actividades lectivas no dia 15 (sexta-feira), com a habitual apresentação das turmas e professores a ter lugar de manhã – 2º ciclo – e da parte da tarde ao 3º ciclo. As aulas terão início a 18/9.
Os pais e encarregados de educação receberão em casa, via CTT, informação escrita sobre o assunto.

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QUANTO TEMPO

8 de Setembro de 2006

vai levar o PCP a actualizar o seu site oficial e substituir a fotografia do presidente que mandou para casa?
Ou será que a máquina está ocupada em encontrar “respostas” para a presença de grupos terroristas na Festa do Avante?

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8/9/2006 – 12H45

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FESTIVAL VIDIGUEIRA JOVEM

8 de Setembro de 2006

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(cartaz roubado ao onda curta)

8 de Setembro: BOSS AC
Diego Miranda
DJ Daniel K
DJ Seven

9 de Setembro: DA WEASEL
DJ Tomaz G
DJ Guga
DJ Daniel K

Preços: 1 dia = 5€ / 2 dias = 8€
(bilhetes à venda também no ticketline)

– Festival Vidigueira Jovem 2006 –
Organização: Câmara Municipal da Vidigueira
Produção Executiva: Evento Produções – Produções Artísticas

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LUA CHEIA

7 de Setembro de 2006

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“Lua cheia” – fotografia de Marta Marques

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QUEM TRAMOU O CAIXINHA?

7 de Setembro de 2006

A história é simples: o vereador Caixinha é entrevistado para o boletim municipal (revista editada e distribuída pela própria autarquia) e afirma que a Câmara tem imagem de “mau pagador” e que há “claramente” uma “vontade de credibilizar a própria imagem do município junto dos fornecedores”.
Com estas declarações nenhum mal viria ao mundo. Estamos habituados a que novos executivos digam cobras e lagartos dos seus antecessores. Só que, neste caso, os antecessores são do mesmo Partido e foram os que deram a Caixinha, no anterior mandato, um bem remunerado tacho numa Empresa Municipal.
É claro que a coisa não caiu bem na Rua da Ancha, com a agravante do Correio Alentejo chamar este assunto para primeira página.
Ora, o que está aqui em causa é que alguém quis tramar o vereador Caixinha, fazendo-lhe perguntas que são cascas de banana e o vereador escorregou e caiu, dentro da área, o que quer dizer, dentro da própria casa. Terá sido um muito inexperiente e incompetente aprendiz de jornalista que não cuidou de defender as cores de quem lhe paga. Mas é uma mal de que Caixinha não se pode queixar, pois sendo ele o responsável pelos recursos humanos da CMB terá julgado que estava na presença de algum profissional brioso. É o que dá arranjar tachinhos aos amigos do partido, não cuidando de saber se são ou não competentes.
Certamente que a célula comunista da Câmara já terá feito as suas contas e puxado as orelhas ao incompetente aprendiz de entrevistador.
Pode ser que aprendam!

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7 de Setembro de 2006

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Há mais aqui.

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BEJA AGRADECE

7 de Setembro de 2006

Se a nossa querida Câmara Municipal se esquecer de comemorar o “Dia Europeu Sem Carros” (22 de Setembro) que, como se sabe, é uma coisa que só serve para incomodar os automobilistas e anunciar uma série de patetices que, depois, não têm seguimento durante os restantes dias do calendário.
É que nesse dia a nossa cidade estará a fervilhar de movimento, pois estaremos em plena “Turismo Aventura”, uma feira que certamente vai encher as nossas ruas de milhares de forasteiros e, na Biblioteca, serão às centenas os participantes nas Palavras Andarilhas que, como se sabe, é uma actividade que traz à nossa cidade inúmeros convidados (na sua maioria estrangeiros) e levam à Biblioteca os bejenses ávidos de cultura.
Beja agradece e os nossos visitantes também.

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AS FARC NA FESTA DO AVANTE

7 de Setembro de 2006

O alerta lançado no Tugir começou a ter efeitos:

“A presença de propaganda das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) na última edição da Festa do “Avante!”, criou um embaraço diplomático ao governo de José Sócrates.
O embaixador colombiano em Portugal, Plínio Apuleyo Mendoza, disse ontem ao DN, quando confrontado com a notícia da presença das FARC na festa dos comunistas portugueses, que iria pedir explicações (“un reclamo”) às autoridades portuguesas. “Essa notícia surpreende-me muito, precisamente porque Portugal integra a União Europeia, que consideram as FARC uma organização terrorista [ver caixa]”, disse o diplomata. “O que a Colômbia espera de Portugal é solidariedade no combate ao terrorismo”, acrescentou o embaixador, que criticou ainda o PCP por se estar “estar prestando ao jogo do terrorismo”.”

Ler notícia “PCP cria embaraço diplomático a Sócrates” no DN

Convém referir que esta é, julgo, a primeira vez que um jornal faz eco a aprofunda, e logo em primeira página, uma questão iniciada e tratada na blogosfera. O DN tem vindo a demonstrar a sua abertura ao que se passa nos blogues, como muito bem se refere no Kontratempos, deixando para trás outra imprensa (“Público”), ainda muito fechada à ideia de que os blogues também fazem a agenda.

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UMA DEMOCRACIA DOENTE

7 de Setembro de 2006

(crónica publicada no Correio Alentejo de 1/9/2006)”De hoje em diante, os eleitores do PCP/CDU já sabem que, em eleições autárquicas, não vão votar num presidente de câmara, numa lista de vereadores, ou numa equipa para a assembleia municipal. O seu voto vai direitinho para um “Big Brother” que, sentado no comité central, ditará o futuro dos votos e… dos eleitos.”

Uma Democracia doente

Há sinais de que a nossa jovem (de 30 anos) democracia está a ficar doente.
O caso da Câmara Municipal de Setúbal é uma das faces da enfermidade.
A situação descreve-se em breves linhas: o presidente da respectiva autarquia foi afastado do cargo, não pelo veredicto das urnas, mas pela direcção do Partido de que é militante (PCP), levando consigo mais um vereador. A presidência é assumida pela vereadora de confiança das estruturas locais do Partido e é promovido à vereação um outro militante que havia ficado de fora na eleição de Outubro de 2005.
O processo que envolve o afastamento do Presidente (Carlos de Sousa) da autarquia sadina já é, porém, mais difícil de explicar, pois que o mesmo está envolto em meias verdades ou, se preferirem, na ocultação da verdade. À liça foi jogado um relatório da Inspecção-Geral de Administração do Território (IGAT) onde se relatam eventuais irregularidades (compadrios) no processo de aposentação de cerca de 60 funcionários daquela autarquia e que, a comprovarem-se essas irregularidades, levariam à destituição do executivo camarário. Também alguma poeira se levantou com um possível mau relacionamento entre o Presidente da Câmara e um dos seus vereadores comunistas, sendo também trazido à lista de justificações o facto de Carlos de Sousa ter em 2002 assinado um documento a exigir mais debate interno no PCP, sendo então catalogado de “renovador” (expressão que não se sabe onde teve origem), o que não o impediu de ser recandidato em 2005.
A única certeza oficial que temos chega-nos de Jerónimo de Sousa, que se tem desdobrado em declarações em defesa do Presidente, a quem exigiu a renúncia, num registo diferente do que é habitual – como se sabe, o secretário-geral do PCP tem como função primária atacar os governos e as suas políticas – adiantando que a substituição se deve à “necessidade de renovar energias, rejuvenescer e reforçar a equipa, para levar avante o projecto da CDU que a população elegeu”.
Vejamos então o que está em jogo neste caso, que não se confina às margens do Sado e ao interior de um partido, e tirar as devidas ilações.
Comecemos pelo mais simples: a CDU não existe e é uma forma elegante, a transpirar abrangência, de o PCP se apresentar aos eleitores. Caso existisse outro parceiro na coligação, certamente que ele seria ouvido e teríamos oportunidade de saber o que é que o Partido Ecologista “Os Verdes” teria a dizer sobre o assunto. Porém, desta vez, os PEV’s não quiseram ser o eco dos comunistas e remeteram-se ao silêncio. É uma coligação com dono.
Depois ficámos a saber como o PCP, que apregoa o poder autárquico como a grande conquista de Abril e da Revolução dos Cravos, consegue meter na gaveta a democracia e o poder dos votos do povo, de quem se reclama principal defensor, despede um Presidente de Câmara, nomeia outro para o substituir, mandando às urtigas a legitimidade política de umas eleições, afastando do eleitorado uma decisão que só a este diria respeito, pois as eleições intercalares não fazem parte do centralismo democrático dos dirigentes comunistas portugueses.
Confirma-se, assim, a pouca apetência do PCP para eleições, sendo a sua prática antagónica aos princípios que tanto apregoa.
De hoje em diante, os eleitores do PCP/CDU já sabem que, em eleições autárquicas, não vão votar num presidente de câmara, numa lista de vereadores, ou numa equipa para a assembleia municipal. O seu voto vai direitinho para um “Big Brother” que, sentado no comité central, ditará o futuro dos votos e… dos eleitos.
Mas, no caso de Setúbal, ficámos a conhecer um pouco mais da forma de fazer política à portuguesa e cada vez mais vamos compreendendo as razões porque os nossos políticos são tão mal vistos pela generalidade das pessoas.
Assim que houve conhecimento do “voluntário e triste” afastamento de Carlos de Sousa, a estrutura concelhia do PSD, pela voz do respectivo presidente de comissão política e simultaneamente vereador na Câmara Municipal de Setúbal (CMS), secundado pelo independente Fernando Negrão, cabeça de lista dos social-democratas nas autárquicas de 2005 e também vereador sem pelouro na CMS, veio de imediato reclamar por eleições intercalares, pois “tem de ser dada voz ao povo, que tem o direito de dizer o que quer”. É a atitude que se espera de uma estrutura de um Partido democrático e que não teme o veredicto popular.
Porém, o presidente da estrutura distrital do PSD veio depois dizer que “o PSD está redobradamente atento à gestão da nova Presidente, deixando em aberto a possibilidade de vir a exigir a realização de eleições intercalares, caso o futuro do concelho continue a ser hipotecado”, numa manifestação pouco clara e pouco consentânea com a verticalidade e com a coerência. Sabendo-se que este dirigente social-democrata é vereador com pelouros numa Câmara comunista (Barreiro), ficam no ar sérias dúvidas sobre os verdadeiros motivos desta posição. Esperava-se uma reacção dos responsáveis concelhios e do próprio Fernando Negrão, mas o silêncio foi o melhor que encontraram, legitimando assim o “golpe” do PCP e tornando-se com ele coniventes.
O que se relata é sintomático de que um vírus qualquer se instalou na política portuguesa.
Deixar que ele se alastre será passar uma certidão de óbito à já débil credibilidade dos agentes políticos e uma sentença de morte à Democracia.
Tratemos, pois, de arranjar um antídoto.

João Espinho
1/9/2006

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“ÀS ESCURAS, O AMOR”

7 de Setembro de 2006

“O que é o Amor? Porque é que se sofre quando se ama? Porque é que gosto de me apaixonar? Será que “o outro” me quer? Bem me quer, mal me quer… Porque é que quando me apaixono perco a fome? Como é que eu lhe digo que me apaixonei? Se me apaixonar vai ser para sempre? Só me posso apaixonar por uma pessoa de cada vez? Gosto tanto daquele meu amigo. E isto, é amor?
Tantas perguntas. E as respostas? Todas dirão o mesmo: é um salto no abismo, uma passagem para o desconhecido.”

ÀS ESCURAS, O AMOR: um espectáculo para quem não tem medo do escuro.
Ante-estreia em Beja, dia 21 de Setembro – Palavras Andarilhas – Biblioteca Municipal – 23H00 –
pela Associação Artística Andante

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(Ensaio do espectáculo) – foto: andante

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