DE MADRUGADA
14 de Setembro de 2006
Na RTP1 – Elizabeth Taylor e Paul Newman. Tenho lugar marcado na plateia, mas à 1H40 não sei se o mesmo lugar não estará já ocupado pelo João Pestana.

Na RTP1 – Elizabeth Taylor e Paul Newman. Tenho lugar marcado na plateia, mas à 1H40 não sei se o mesmo lugar não estará já ocupado pelo João Pestana.

foto: alvaro rioseco
“Não movas o corpo!”, “desvia a perna ligeiramente para a direita”.
O fotógrafo disparava o obturador sem se preocupar muito com a luminosidade. Interessava-lhe mais captar alguns pormenores daquele corpo. Registar traços e linhas de um torso que se descobria para si.
Ao entusiasmo do fotógrafo, ela respondia com atitudes crescentemente sensuais, levando as mãos até ao seu sexo, de forma provocadora, e ele rogava-lhe para que não se encobrisse.
A câmara continuava a disparar e perante a excitação do fotógrafo ela pediu-lhe para que se despisse. Ela queria fotografá-lo. Queria que fosse ele agora o modelo.
Um desafio a que o fotógrafo não resistiu. Deu-lhe a máquina, despiu-se e, quando tentava assumir uma pose fotogénica, ela iniciou com os seus lábios uma caminhada pelo corpo agora nu e que evidenciava desejo.
Não se ouviu o disparar do obturador, mas a máquina ficou ali por perto.
À espera que o rolo revele dois corpos exaustos que se fundiram em volúpia.
(reload com recuperação de fotografia perdida)

Para quem gosta de temas aeronáuticos, destacam-se aqui 2 blogues dedicados aos Asas de Portugal e aos Rotores de Portugal. Refira-se que ambas as patrulhas acrobáticas operam aeronaves estacionadas na BA11 (Beja).


foto: jose a gallego
Num pálido desmaio a luz do dia afrouxa
E põe, na face triste, um véu de seda roxa…
Nuvens, a escorrer sangue, esvoaçam, no poente.
E num ermo, que o outono adora eternamente,
Vê-se velhinha casa, em ruínas de tristeza,
Onde o espectro do vento, às horas mortas, reza
E o luar se condensa em vultos de segredo…
Almas da solidão, sombras que fazem medo,
Vidas que o sol antigo, um outro sol, doirou,
Fumo ainda a subir dum lar que se apagou.
Teixeira de Pascoaes
Da poltrona, preparei-me para assistir ao debate de ontem à noite, na RTP1.
Pouco se acrescentou ao que já se sabe: Mário Soares alia a arrogância que o nome lhe dá à patetice de dizer os disparates que lhe vêm à boca. Argumentar com a plutocracia americana, advogar o diálogo com os terroristas da al-Qaeda e culpar a América/Bush pelos males do mundo, são as cerejas de um bolo que vem a ser confeccionado há uns tempos. Pacheco Pereira teve a inteligência de fazer derreter a capa de gelatina que cobre o pastel.
Haja tolerância para com o ex-presidente e ex-candidato a presidente, porque a paciência, essa, já se esgotou.

“The Art of the Curve” é a galeria virtual de Chris Henry. Sugere-se uma visita atenta aos trabalhos deste fotógrafo americano.

foto: joão espinho
Sai-se de casa às 8 da manhã e as torneiras estão secas.
Regressa-se às 6 e meia da tarde e nem pinga de água.
Parece que a crise é passageira.
Reposto o abastecimento às 23H30 (hora local da minha rua).

(zona baixa – zona afectada) via EMAS*
* Esperava ler informação mais detalhada no referido site. Limitam-se a escrever em rodapé:
“[-Corte de fornecimento de água – Devido a uma avaria na adutora do Roxo poderá ser afectado o fornecimento de água na zona baixa de Beja no dia 11-09-2006. Tentaremos ser breves; MOTIVO: INTERVENçÃO NA REDE]”.
Diria que é um serviço público de …. primeira água

foto: Patrick Parenteau
Esta fotografia, publicada há dias aqui na Praça, sugeriu:
1 – Ao Pré, uma leitura muito pessoal, adaptando a conhecida “teus olhos castanhos” à actualidade. Ficou assim:
Teus lábios vermelhos
De encantos tamanhos
São pecados meus
Morangos fulgentes
Cerejas luzentes
E o caso Mateus.
E o chapéu-de-chuva
Assenta-te como luva
E essa sombra então…
Realça o verniz.
Do K(apa) se diz
Que foi prá prisão.
Lábios azuis são exóticos
E eu só um gajo careta.
Lábios pretos são prós góticos
Plutão já não é planeta.
Lábios verdes é coisa quente
Mas já sei que tu não topas
E no médio-oriente,
Vermelhos! Dão tusa às tropas.
Teus lábios vermelhos
De encantos tamanhos
Melhor que geleia.
Para lamber, talvez,
Em noite de estreia
Do Voo 93.
Falar da Natasha, não
Nem do urânio do Irão
Ou das salas de chuto.
Vestes preto pela manhã
Matas em catamaran
Mas não estás de luto.
Lábios azuis são exóticos
E eu só um gajo careta.
Lábios pretos são prós góticos
Plutão já não é planeta.
Lábios verdes é coisa quente
Mas já sei que tu não topas
E no médio-oriente,
Vermelhos! Dão tusa às tropas.
2 – Ao Jota, do La Pinacoteca de los días, o texto que segue:
Te veo marchar como a cámara lenta. Ya sabes, como esos largos planos cinematográficos de las grandes superproducciones de Hollywood que manan todas las emociones contenidas hasta ese momento en la película, todos aquellos sentimientos que la acción o el suspense desterraban de la película hasta ese momento.
Te veo marchar, si, como una de esas mujeres fatales de la novela negra, pero que en esta ocasión se han apiadado del hombre que la miraba con ojos de perro vagabundo, y sólo le hiere el corazón desde dentro, sin ningún tipo de arma blanca. Y mientras te marchas, con ese caminar sinuoso y curvilíneo que te gastas sobre el tacón, tu bolso se contonea con el movimiento de tu brazo, adelante y atrás, suavemente. Completamente seguro estoy que ahí llevas el libro.
(mais…)