Arquivo de Julho de 2005

Das palavras…

6 de Julho de 2005

Sorriu.
Jogou-lhe duas palavras simples.
Ele aceitou o desafio.
E estendida entre os lençóis ouviu-lhe a poesia.
As letras soltaram-se, enquanto o seu corpo se estirava no leito onde permanecia o aroma das horas de afecto.
Ainda os versos não absorviam os entusiasmos e já ela se transpunha.
As palavras soavam-lhe agora ao tacto subtil dos seus dedos em carícias ardentes que a levavam ao deslumbramento.
Antes que a palavra final explodisse em ecos, soou no quarto o tremor dos corpos que em esplendor se fundiram.
E do acto cresceram estrofes entoadas entre sussurros soltados e derramados como suor.

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SPAM

6 de Julho de 2005

Já vai em cerca de uma centena de spam-mails que me aparecem nas caixas de comentários. Não sei como resolver isto.
Se esta porcaria continuar, suspendo temporariamente os comentários, pois como tenho a versão mais antiga do Movable, a remoção destes comentários-spam torna-se morosa e entediante.
Alguém tem solução para isto?

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O PCP E O COMÉRCIO TRADICIONAL

6 de Julho de 2005

Seguindo o que os seus mais directos rivais (PSD e PS) já fizeram, Francisco Santos (CDU) reuniu-se ontem com a Associação Comercial do Distrito de Beja.
No final do encontro, o candidato do PCP afirmou: “(…) que se vencer as autárquicas vai trabalhar em conjunto com a Associação Comercial na resolução dos problemas dos lojistas.“.
Ficam bem ao candidato estas boas intenções.
Mas o que Francisco Santos deveria ter dito não disse!
É que o maior problema dos comerciantes é a desertificação do centro da cidade. E este abandono é, e muito, da responsabilidade da autarquia…. da CDU!
Não reconhecendo os erros cometidos, Francisco Santos é conivente com os mesmos.
E pode pois continuar a fazer promessas de cooperação com os comerciantes que ninguém o vai levar a sério.

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AS MINHAS FOTOGRAFIAS

5 de Julho de 2005

Muitas vezes deparo com trabalhos meus em blogs e outros sítios da net.
Também já os vi em ambientes de trabalho de alguns computadores e até em “prints” a embelezar escritórios e até numa sala de espera de um consultório médico.
Não me preocupo muito e até sinto um certo orgulho em saber que há alguém que gosta dos meus trabalhos.
Porém, e isto já é um hábito corrente em muitos bloggers, vejo fotografias sem o nome do autor a ilustrar poemas/textos de escritores que, estes sim, têm direito a ver a sua assinatura nos seus trabalhos. Ainda não percebi a aversão que alguns bloggers têm em colocar o nome dos fotógrafos. Ah, já sei qual é a desculpa: “vi a fotografia, gostei muito, gravei e não me recordo do nome do autor” ou “onde fui buscar a fotografia não estava o nome do autor”, etc…
Quando se trate de trabalhos meus sobre o Alentejo ou pormenores disto ou daquilo, fico aborrecido por ignorarem o meu nome, mas a coisa depois passa.
Agora quando deparo com um retrato da minha autoria, fico mesmo azedo.
É que aí houve uma autorização explícita do retratado para um determinado fim. Obviamente que o retratado não vai gostar de ver a sua cara ou o seu perfil numa página de outrém.
Eu sei que estas coisas da internet são o que são, mas haja um bocadinho de bom senso e decoro, está bem?

(sobre isto leia-se o que se escreve no Aliciante e no Alentejanices)

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WAR OF THE WORLDS

5 de Julho de 2005

Enquanto se espera pelo filme, aconselho que se visite a obra prima que é o respectivo site (tem versão em português do Brasil).

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O BLOGUíTICA

4 de Julho de 2005

comemora hoje 2 anos de política na blogosfera.
Consulta diária obrigatória, o Bloguítica é uma ferramenta para se perceber o que se passa à volta da política e dos políticos.
E comemora este 2º aniversário com um post que é uma pérola:
“IRONIA
[766] – O Barnabé, que Daniel Oliveira queria que fosse um órgão oficial de combate ao imperialismo norte-americano, coloca o seu último post às zero horas do dia em que se comemora a independência dos EUA.
Eis a capitulação perante o capitalismo nas suas diversas vertentes…”!

Na mouche!

Daqui envio os parabéns ao Paulo Gorjão pelo excelente blog que mantém desde há dois anos.

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O PARQUE (CONT)

4 de Julho de 2005

Um pequeno aditamento ao texto anterior, sobre o Parque da Cidade.
É que, para espanto de toda a gente, o tal Bar (único), para além dos atributos que referi….. ENCERRA À 2ª FEIRA!
Por isso era ver há poucos momentos como se encontrava deserta uma infraestrutura criada para o lazer dos cidadãos.
Apetece dizer: Amen!


foto: joão espinho

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O PARQUE DA MINHA CIDADE

4 de Julho de 2005

A minha cidade tem um parque. Um Parque com P maiúsculo, pois claro.
O Parque não tem nenhum nome especial. É o Parque da Cidade e mais nada. Começou por ser o “parque urbano” mas acabou em Parque da Cidade. Um dia haverá quem lhe arranje um nome, uma coisa digna, assim com um nome de poeta ilustre, gente conhecida e importante. Um dia será o Parque do ou da não sei quantas. Não sei se isso surtirá algum efeito, pois parece-me que ele será sempre o Parque da Cidade. Mesmo rebaptizado, será o Parque da Cidade.
Mas adiante.
O Parque da Cidade, como diz, e muito bem, o seu nome, é um Parque feito para a cidade e respectvos cidadãos. Nem outra coisa seria de esperar. Aquilo foi feito a pensar nos cidadãos e são eles que o frequentam.
Há diversos públicos no Parque. Tal como cidadãos, pois claro.
Encontramos ali o público diurno e o público nocturno.
Temos ainda o cidadão fim de tarde, que se distingue do cidadão princípio da noite.
Todos, mas todos, têm uma coisa em comum: vão ao Parque da Cidade.
As motivações é que poderão ser diferentes, pois o espaço é amplo e presta-se para muita coisa.
Mas que coisas?
Ora aí é que está a grande questão.

É que o Parque da Cidade tem pouco mais que um Bar, onde nada há e o serviço é mau. Mas como não tem concorrência, é o melhor que lá está.
A propósito de concorrência: no Parque era suposto haver um Restaurante, ali mesmo por baixo da cascata-que-só-deita-água-de-vez-em-quando, mas até agora…. nicles! Já se sabe quem é que vai ter a concessão do Restaurante, mas…. a abertura está difícil.
Bem, mas o que me interessava mesmo, era dizer que o Parque da Cidade é um espelho, sem tirar nem pôr, da cidade que serve.
Têm dúvidas? Então passem por lá. Meia horinha chega.
De tarde ou de noite. Ao pôr do Sol ou ao anoitecer. Invariavelmente, não há nada de novo naquele espaço. Quando nos cansarmos de olhar para aquele espelho de água, então sim, começarão os protestos, a dizer que aquilo é um espaço sem vida.
Nessa ocasião já será tarde, pois o Parque já estará morto. Como a Cidade.

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FOTOJORNALISMO

4 de Julho de 2005


foto: AP Photo / David Davies, PA

Esta imagem já correu o Mundo.
Costuma dizer-se que “uma fotografia vale mais que mil palavras”.
Neste caso julgo que seria interessante saber que palavras disse o streaker ao telemóvel. Seria uma aposta ganha? Algum tipo de publicidade disfarçada?
Enigmas da fotografia sem palavras.

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BARULHO EM BEJA

4 de Julho de 2005

Sempre que a Casa da Cultura, em Beja, é palco de manifestações musicais (quase sempre promovidas pela Câmara Municipal), a vizinhança revolta-se e protesta contra o ruído até altas horas da madrugada.
Este ano foi durante a BejAlternativa e voltou a ser agora, na noite da passada Quinta-feira. Passei pelo local ao princípio da noite e, de facto, a música confundia-se com qualquer coisa de muito barulhento e de duvidosa qualidade.
Mas há gostos para tudo!
O que já não se pode perceber é que se insista em levar para a Casa da Cultura (anfiteatro exterior) acontecimentos que se estendem pela noite dentro, são ruidosos e incomodam quem quer descansar.
Os moradores vizinhos da CC queixam-se à Polícia, esta diz que o evento foi autorizado e quem se lixa é o cidadão.
Já vai sendo tempo para que alguém responsável toma conta deste assunto.

(sobre o mesmo tema ler o À Sombra da Azinheira)

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Praia…

3 de Julho de 2005

… é o que apetece!

Image hosted by Photobucket.com
foto: joão espinho

(um problema qualquer no www.myfilestash.com impede que se vejam as fotos deste blog. se não se resolver nas próximas horas, lá vou ter que emigrar para outro plataforma fotográfica)

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100 MIL

1 de Julho de 2005

Hoje um dos contadores de visitas que tenho ali ao lado vai entrar na casa dos seis dígitos. Isto é, este blog atingiu as 100 mil visitas. É provável que sejam muitas mais, pois o contador só regista desde Setembro de 2003 (a diferença dá para descontar as visitas do editor).
Não sendo um objectivo é, na verdade, uma marca.
Estão aí para trás mais de 1500 entradas com quase 4500 comentários. Não sei se é pouco se é muito. São para mim o suficiente para acreditar que vale a pena ter esta Praça. Dá-me satisfação pessoal e sei que a maior parte dos que cá vêm gosta de aqui estar.
E é a esses que agradeço os incentivos e apoio para continuar.
A Praça está aberta. As mesas estão postas.
Sirvam-se!

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