A minha cidade tem um parque. Um Parque com P maiúsculo, pois claro.
O Parque não tem nenhum nome especial. É o Parque da Cidade e mais nada. Começou por ser o “parque urbano” mas acabou em Parque da Cidade. Um dia haverá quem lhe arranje um nome, uma coisa digna, assim com um nome de poeta ilustre, gente conhecida e importante. Um dia será o Parque do ou da não sei quantas. Não sei se isso surtirá algum efeito, pois parece-me que ele será sempre o Parque da Cidade. Mesmo rebaptizado, será o Parque da Cidade.
Mas adiante.
O Parque da Cidade, como diz, e muito bem, o seu nome, é um Parque feito para a cidade e respectvos cidadãos. Nem outra coisa seria de esperar. Aquilo foi feito a pensar nos cidadãos e são eles que o frequentam.
Há diversos públicos no Parque. Tal como cidadãos, pois claro.
Encontramos ali o público diurno e o público nocturno.
Temos ainda o cidadão fim de tarde, que se distingue do cidadão princípio da noite.
Todos, mas todos, têm uma coisa em comum: vão ao Parque da Cidade.
As motivações é que poderão ser diferentes, pois o espaço é amplo e presta-se para muita coisa.
Mas que coisas?
Ora aí é que está a grande questão.
É que o Parque da Cidade tem pouco mais que um Bar, onde nada há e o serviço é mau. Mas como não tem concorrência, é o melhor que lá está.
A propósito de concorrência: no Parque era suposto haver um Restaurante, ali mesmo por baixo da cascata-que-só-deita-água-de-vez-em-quando, mas até agora…. nicles! Já se sabe quem é que vai ter a concessão do Restaurante, mas…. a abertura está difícil.
Bem, mas o que me interessava mesmo, era dizer que o Parque da Cidade é um espelho, sem tirar nem pôr, da cidade que serve.
Têm dúvidas? Então passem por lá. Meia horinha chega.
De tarde ou de noite. Ao pôr do Sol ou ao anoitecer. Invariavelmente, não há nada de novo naquele espaço. Quando nos cansarmos de olhar para aquele espelho de água, então sim, começarão os protestos, a dizer que aquilo é um espaço sem vida.
Nessa ocasião já será tarde, pois o Parque já estará morto. Como a Cidade.