Arquivo de Julho de 2005
CORREIO DOS LEITORES
12 de Julho de 2005Do leitor Garr recebi o seguinte comentário, que destaco:
“Ontem, segunda-feira, após o jantar, resolvi ir com a minha família ao Parque da Cidade. Como já esperava, estavam encerrados o minúsculo Café e o deprimente futuro Restaurante.
A iluminação era de tal forma deficiente, que tentei cumprimentar uma amiga de há longa data, e só o consegui fazer depois de três tentativas, “tinha-se esquecido de levar os óculos”. Embora tal facto não seja mau de todo, pois assim evita-se vêr a porcaria que polui o que já foi um bonito lago artificial, a que só falta o cheiro nauseabundo, para o quadro ficar completo.
Aliás todo o parque ameaça a curto prazo ficar irremediavelmente degradado se não se tomarem medidas enérgicas e imediatas, daí o meu apelo, para que aqui se continue a falar deste tema sem medo ou desmorecimento.”
Mais uma voz que considera o Parque da Cidade um espaço…. quase perdido!
UWE HOF-REDMANN
11 de Julho de 2005Fotógrafo alemão (Siegen, 1962), iniciou-se desde muito novo, por influência de seu pai, nas artes fotográficas. Durante 20 anos trabalhou com uma reflex da Yashika, sem escolher, porém, um rumo ou um tema específico.
É em 2002 que reconhece serem o retrato e o nú artístico os temas que lhe interessam desenvolver. Aperfeiçoa a técnica em estúdio, com um apurado manuseamento da luminosidade, não descurando a fotografia do corpo humano em ambientes exteriores. Trabalha com uma câmara digital, que lhe consegue traduzir o olhar.
Alguns dos seus melhores trabalhos podem ser vistos na sua galeria virtual.
Apresento-vos algumas das fotografias de Uwe Hof-Redmann:
Bolas, bolas, bolas….
11 de Julho de 2005Está uma pessoa em plena silly season, faz posts light e, de repente, as caixas de comentários enchem-se de adjectivos e atributos e mais algumas coisas assim no género (para além das centenas de mensagens spam a que o senhorio não põe termo).
Já estou como um leitor* que escreveu há pouco:
“Já agora, perdoem-me a “impertinência”, mas se não gostam do que encontram aqui, neste local, o que é que cá vêm fazer, hem? Porque é que se dão ao trabalho de “comentar”, ou melhor, mandar bocas? Eu, quando passo por aqui, coisa que faço frequentemente, e não gosto do que encontro, dou meia volta e vou-me embora. E isso não me acontece nem uma vez nem duas, mas muitas“.
Bolas, que esta Praça está à temperatura ambiente….**
* leitora. peço desculpa à (maria) Zé.
** mas há quem a queira a escaldar, não é sofia?
CAMINHOS
11 de Julho de 2005Será doença?
10 de Julho de 2005Antigamente chegavam a casa cansados de um dia de trabalho.
Agora, chegam estafados com dores nos ossos e nos músculos. Sem vontade para nada mais que não seja emborcar litros de água, bolachas e iogurtes.
Não sei o que passou pela cabeça dos bejenses em andar quilómetros a pé, ao princípio da noite, em grupos, numa avenida que nada mais tem do que carros a circular.
Será para emagrecer os quilos acumulados de anos seguidos da tradicional preguiça portuguesa?
Será a única forma de manter as conversas em dia longe das paredes que têm ouvidos?
Isto é doença?
É qualidade de vida?
RAUL DOS SANTOS….
9 de Julho de 2005… leva uma nega da Assembleia da República.
É a segunda, no espaço de 15 dias.
Agora, a Comissão de Ética da AR negou-lhe o pedido de suspensão do mandato de deputado, que ele pedira, para voltar ao cargo de Presidente da Câmara de Ourique.
Parece que neste País ainda há coisas que funcionam.
E agora, Zé Raúl? Qual é a próxima jogada?
in DN
BOM FIM DE SEMANA…
8 de Julho de 2005HAJA SAÚDE!!!
8 de Julho de 2005Mas não será certamente em Portugal.
Percebi, finalmente, porque se discute tanto a saúde no nosso País.
A experiência que vivi entre as 20H00 de ontem e as 12H00 de hoje leva-me a acreditar que só haverá saúde em Portugal quando as batas dos hospitais significarem competência e dedicação.
Enquanto assim não for, bem que se podem esforçar por hierarquizar a saúde em batas de cores diferentes que não chegam a lado nenhum.
(Para quem já foi a um serviço de saúde do Estado, sabe perfeitamente do que falo!)
CÂMARA DE BEJA – NÃO ÀS AUTO-ESTRADAS DA INFORMAçÃO
7 de Julho de 2005
Apesar de na página de abertura do site da CMB o seu Presidente afirmar “que a Câmara Municipal de Beja é uma das autarquias pioneira em questões relacionadas com a informação” e que “o aparecimento da Internet e das suas múltiplas auto-estradas de informação desde logo nos fascinaram“, a realidade é que a Câmara Municipal de Beja não actualiza a sua página na internet desde……. 2003!
Se dermos uma vista de olhos pelo sítio da CMB, podemos verificar que foi uma casa deixada ao abandono, o que espelha bem o interesse que a autarquia tem nas tais auto-estradas da informação.
Enfim, assim se vê a consideração que os eleitos CDU têm pelos munícipes…
(NOTA: na referida página está uma verdadeira pérola. Sobre o processo de instalação de empresas no Parque Industrial, pode ler-se: “O Município tem implementado canais específicos de avaliação e análise para tornar os processos célebres(!!!) e desburocratizados“. Essa é uma grande verdade: são célebres pela lentidão!)
CONTO DA MADRUGADA -12-
7 de Julho de 2005Nessa manhã quis cortar com a rotina.
Levantou-se pelo outro lado da cama.
Sentiu a falta do homem que lhe preenchia os vazios nocturnos.
Os chinelos não estavam ali.
O relógio estava no lado oposto.
A luz não se acendera.
Não ouvia o rádio.
Não encontrou o elástico para o cabelo.
Onde estaria o telemóvel?
Porque não estava ali a roupa que despira?
Quebradas as primeiras rotinas, concentrou-se.
Colocou o relógio.
Pegou num cigarro.
Foi até à janela.
Sabia que ele estaria por ali.
No sofá?
No outro quarto?
Já no computador?
Ou a tomar o pequeno-almoço?
Ouviu meter as chaves na porta de casa.
Ele aproximou-se e beijou-a.
Estavam quebradas as rotinas.
JOSÉ MARAFONA
7 de Julho de 2005Natural de Vila do Conde, José Marafona é uma referência incontornável na fotografia conceptual. “Embora tendo abraçado e experimentado por influências directas ou indirectas as várias vertentes da fotografia convencional, foi na fotografia conceptual que descobri, após um interregno de 20 anos, a verdadeira forma de me exprimir. Apesar de saber tratar-se de uma expressão altamente contestada e com poucos seguidores…é aí que me sinto bem, mesmo que praticamente só!”
J M tem participado em diversos concursos e exposições, nacionais e no estrangeiro, apresentando no seu currículo um vastíssimo palmarés.
Os seus trabalhos podem ser vistos na sua galeria virtual, onde a escolha para este destaque foi muito difícil.
Alguns trabalhos de José Marafona:









