Sobre o post anterior, escreveu a Menina Marota:
“A tradição já não é o que era…
Onde está o bolo batido à mão, com uma colher de pau numa tijela de porcelana?
Ali!!!
Na mesa da minha sala, um belo bolo de laranja, à espera de ser comido pela família, neste almoço de domingo! E leva tudo: desde ovos caseiros, até ao sumo e raspa de laranja verdadeira!!”
Eu estou de acordo com ela e sou um defensor dos métodos tradicionais de cozinhar.
Mas há uns “porém” que eu gostava de aqui referir.
A cozinha tradicional obriga-me a trabalhos para os quais não vou tendo tempo.
Não tenho máquina de lavar loiça e fazê-lo à mão é uma alergia (sim, fico cheio de comichões).
Fazer um bolo leva-me a que suje:
– 2 taças, onde coloco gemas e claras;
– 1 colher de pau ou as varas da batedeira;
– 1 chávena para as medições;
– 1 tabuleiro de balança;
– 1 taça, onde junto todos os ingredientes;
– 1 “salazar” ou sogra, para rapar bem;
– 1 forma de bolos
e, se mete chocolate,
– 1 panelinha onde o mesmo vai derreter.
Acresce que a bancada da cozinha vai ficar polvilhada de farinha, algum açucar espalhado pelo chão e, como esta coisa da pastelaria tem que ser em actividade contínua, o lava-loiças a transbordar da mesma. Porque entretanto, vou comendo uma falhinha de presunto, bebendo qualquer coisa, um pedaço de pão que se leva à boca…. E há ainda os panos de cozinha que, irremediavelmente, ficam com restos de porcarias.
Depois é o tempo que tudo isto leva a fazer.
Aos 40 minutos de cozedura no forno acresce:
– os 10 minutos em que o mesmo tem que estar a aquecer a 180º;
– os 5 minutos de separação clara/gema;
– os 15 minutos para preparar toda a artilharia necessária;
– os 10 minutos a bater os ingredientes;
– os não sei quantos minutos para lá e para cá, a fim de ler a receita;
que finalizam
– com quase 30 minutos para lavar e secar a loiça e,
a pior tarefa
arrumar aquela coisada toda!
Perante isto, e apesar de ser um guloso da pastelaria tradicional, aderi à fórmula da Nestlé que é gostosa e poupa-me:
– muito tempo,
– algumas alergias,
– a vista
– e um montão de dinheiro.
Por 3,99 euros satisfaço o pecado da gula e fico com um enorme sorriso nos lábios.
Viva a Nestlé!
Nota: Já provei o Bolo da Avó e o de Chocolate. Gostei muito do primeiro. Mas vou experimentar juntar os 2 e obter um bolo mármore.
Nota2: os bolos refrigerados da Nestlé não são em pó. Vem a massa já pronta.