Arquivo de Junho de 2005

BLOGS NO ALGARVE

14 de Junho de 2005

Parece que é desta que o Algarve recebe um Encontro de Blogs.
Resta-me saber se é um encontro para blogues algarvios ou se o País real também pode lá estar…
Mas como é a 30 de Julho, bem me parece que os algarvios fogem de lá, para dar lugar ao milhão e não sei quantos mais portugueses que fazem férias na costa algarvia.
Mais informações e pré-inscrições
aqui.

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ÁLVARO CUNHAL

14 de Junho de 2005

Tenho lido o que se tem escrito sobre este dirigente comunista.
E o que tenho lido deixa-me preocupado, pois há uma manifesta falta de memória, ou uma tentativa de branqueamento da História, quando se refere a luta pela Democracia levada a cabo por Cunhal.
Certamente que aqueles que agora se descobrem para lhe enaltecer os valores democráticos, estarão esquecidos dos idos anos de 74/75.
Não foi o próprio Cunhal que disse em entrevista a uma jornalista italiana que Portugal jamais seria uma Democracia do tipo parlamentar?
Então porque se vem agora dizer que, se vivemos em Democracia, o devemos a Álvaro Cunhal?
Por favor, não tentem apagar da memória dos portugueses o que foi o PREC e não queiram rasgar (à boa maneira estalinista) algumas páginas da História recente de Portugal.

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PISCINA MUNICIPAL

14 de Junho de 2005

Na passada semana, pela boca do Presidente da Câmara Municipal de Beja (Radio Pax), foi anunciada para hoje a abertura da Piscina Municipal.
Falso alarme!
A Piscina não abriu.
Espera-se agora que o mesmo Presidente venha esclarecer porque não abriu a Piscina e, já agora, dizer-nos quando é que abre.
Os munícipes agradecem.

(post anterior sobre a piscina)

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FALTAM…

14 de Junho de 2005

…pouco mais de 5 mil!!!

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HOJE ACORDEI ASSIM…

14 de Junho de 2005

Yesterday, all my troubles seemed so far away
Now it looks as though they’re here to stay
Oh, I believe in yesterday

Suddenly, I’m not half the man I used to be
There’s a shadow hanging over me
Oh, yesterday came suddenly

Why she had to go
I don’t know she wouldn’t say
I said something wrong,
now I long for yesterday

Yesterday, love was such an easy game to play
Now I need a place to hide away
Oh, I believe in yesterday

Há 40 anos, entre Lisboa e o Algarve, também Paul McCartney deve ter acordado assim.

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HIPOCRISIAS

13 de Junho de 2005

O cabaz de hipocrisias está a abarrotar.
Começou com o falecimento de Vasco Gonçalves.
Transbordou agora com o desaparecimento de Álvaro Cunhal.
Não se importam, para bem da História, de deixar de dizer disparates?

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Na tarde quente

13 de Junho de 2005

Na tarde quente
Sorriste
E dos teus lábios
O sussurro enunciado
De uma paixão
Ardente.

Junto ao mar
Provaste o sal do meu corpo
Bebeste o suor da minha pele
Tomaste a carne do meu ser.

Por entre as ondas
Olhaste o horizonte
Falaste à Lua
E num murmúrio
O Sol deitou-se
No leito do teu orgasmo.

Na tarde quente
O teu corpo desenhou
Um Mar de reflexos
E na areia ficaram
Em mil cores
Os sulcos da minha paixão.

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PAX JULIA – TEATRO MUNICIPAL

13 de Junho de 2005

No próximo dia 17 de Junho (Sexta-feira) o Pax Julia – Teatro Municipal abre as suas portas ao público.
Beja volta assim, após quase 2 décadas de abstinência, a ter uma grande sala de espectáculos.
Para a inauguração está previsto o espectáculo “MÚSICAS DE SOL E LUA”, com Sérgio Godinho, Vitorino, Filipa Pais, Janita Salomé e Rão Kyao.
O Pax Julia dispõe de um site na internet, onde pode consultar a programação e fazer uma pequena visita guiada ao espaço.
Deixo para mais tarde algumas considerações sobre este assunto.

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ADEUS EUGÉNIO DE ANDRADE

13 de Junho de 2005

ADEUS

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Eugénio de Andrade

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CULINÁRIA: FAST VERSUS TRADICIONAL

12 de Junho de 2005

Sobre o post anterior, escreveu a Menina Marota:
“A tradição já não é o que era…
Onde está o bolo batido à mão, com uma colher de pau numa tijela de porcelana?
Ali!!!
Na mesa da minha sala, um belo bolo de laranja, à espera de ser comido pela família, neste almoço de domingo! E leva tudo: desde ovos caseiros, até ao sumo e raspa de laranja verdadeira!!
”

Eu estou de acordo com ela e sou um defensor dos métodos tradicionais de cozinhar.
Mas há uns “porém” que eu gostava de aqui referir.
A cozinha tradicional obriga-me a trabalhos para os quais não vou tendo tempo.
Não tenho máquina de lavar loiça e fazê-lo à mão é uma alergia (sim, fico cheio de comichões).
Fazer um bolo leva-me a que suje:
– 2 taças, onde coloco gemas e claras;
– 1 colher de pau ou as varas da batedeira;
– 1 chávena para as medições;
– 1 tabuleiro de balança;
– 1 taça, onde junto todos os ingredientes;
– 1 “salazar” ou sogra, para rapar bem;
– 1 forma de bolos
e, se mete chocolate,
– 1 panelinha onde o mesmo vai derreter.

Acresce que a bancada da cozinha vai ficar polvilhada de farinha, algum açucar espalhado pelo chão e, como esta coisa da pastelaria tem que ser em actividade contínua, o lava-loiças a transbordar da mesma. Porque entretanto, vou comendo uma falhinha de presunto, bebendo qualquer coisa, um pedaço de pão que se leva à boca…. E há ainda os panos de cozinha que, irremediavelmente, ficam com restos de porcarias.

Depois é o tempo que tudo isto leva a fazer.

Aos 40 minutos de cozedura no forno acresce:
– os 10 minutos em que o mesmo tem que estar a aquecer a 180º;
– os 5 minutos de separação clara/gema;
– os 15 minutos para preparar toda a artilharia necessária;
– os 10 minutos a bater os ingredientes;
– os não sei quantos minutos para lá e para cá, a fim de ler a receita;
que finalizam
– com quase 30 minutos para lavar e secar a loiça e,
a pior tarefa
arrumar aquela coisada toda!

Perante isto, e apesar de ser um guloso da pastelaria tradicional, aderi à fórmula da Nestlé que é gostosa e poupa-me:
– muito tempo,
– algumas alergias,
– a vista
– e um montão de dinheiro.
Por 3,99 euros satisfaço o pecado da gula e fico com um enorme sorriso nos lábios.
Viva a Nestlé!

Nota: Já provei o Bolo da Avó e o de Chocolate. Gostei muito do primeiro. Mas vou experimentar juntar os 2 e obter um bolo mármore.

Nota2: os bolos refrigerados da Nestlé não são em pó. Vem a massa já pronta.

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INTERVALO….

11 de Junho de 2005

…para publicidade.
Isto é o que está a dar.
Simples, rápido, barato (3,99

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A PRAçA AGRADECE

11 de Junho de 2005

Lembram-se do que escrevi aqui, sobre o estrangulamento da Praça da República?
Ora os responsáveis pelo disparate reconheceram o erro e retiraram o estacionamento para bicicletas.
Aqui esta Praça agradece e deseja que o pessoal da Câmara de Beja nos continue a ler. Sim, aqui também prestamos serviço público!


foto: joão espinho

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