Arquivo de Junho de 2005

Martin Zurmühle

11 de Junho de 2005

Fotógrafo suíço (1956), desde muito novo que experimenta registar em fotografia tudo o que o seu olhar capta. Primeiro no âmbito da arquitectura (em que é formado), depois em paisagem e temas de viagens. A partir de 2002 apurou a sua técnica de retrato, tendo enveredado pela fotografia de nu artístico e temas sensuais. Tem um estúdio em Ebikon, onde ensina a sua arte e leva a cabo workshops.
Algumas das suas imagens podem ser vistas na sua galeria virtual.
Deixo-vos aqui a arte de Martin Zurmühle:

Share

IDENTIDADES PERDIDAS -2-

10 de Junho de 2005


foto: joão espinho

Share

III ENCONTRA-A-FUNDA

10 de Junho de 2005

Dia – 2 de Julho (sábado)
Local – algures em Lisboa (aceitam-se sugestões para o restaurante)
O Programa tem jantar e uma visita (guiada?) ao 1º Salão Internacional Erótico de Lisboa. Sim, porque sexo é cultura…
Mais informações e inscrições no a fundaSão.

Share

PALCO DAS ARTES -7-

9 de Junho de 2005

O meu contributo semanal para o programa “Palco das Artes” (RADIO Pax, 101.4 FM,5ªs 18h-19h00), onde falo de blogs e blogosfera.
Nota: Esta crónica foi escrita para o programa da passada semana, não tendo sido emitida porque o programa não se realizou. Julgo não ter perdido actualidade.

De há uns tempos para cá tenho assistido a um fenómeno nos blogues que me parece indiciar uma doença qualquer.
São os chat-blogues.
O que é um chat-blogue?É simples.
É um blogue que vive não do que escreve o seu editor mas sim do que é deixado nas caixas de comentários dos respectivos blogues.
Eu diria mesmo, que são blogues que sobrevivem da quantidade de comentários que têm e não da substância desses mesmos comentários.
Quis fazer a experiência no meu blog, para tentar avaliar como o sistema funcionava e, em 24 horas, um post que não dizia absolutamente nada teve mais de 250 comentários.
No meu caso avisei que aquele era um post vazio e que, quem quisesse, escrevesse o que entendesse e da forma que lhe apetecesse.
Entretanto fui visitando os chat-blogues que conheço, para ver como é que a coisa funcionava e tentar importar para o meu post vazio a metodologia praticada nesses blogues.
E a coisa é assim.
O sistema funciona em circuito fechado. Com 4 ou 5 amigos chegamos às centenas de comentários. O Zé escreve uma coisa qualquer no seu blogue e o primeiro comentário é da Antónia. Depois vem o Luís que responde ao Zé e à Antónia. O Zé, por sua vez, responde ao Luís e à Antónia. A Francisca, que já chegou tarde, comenta o Zé, a Antónia e o Luís. A pescadinha volta a morder no rabo quando o Zé decide responder à Francisca, à Antónia e ao Luís.
Tudo o que se escreve é para consumo interno, fechado.
O grupo de amigos torna-se coeso, as afinidades são postas a descoberto e o circuito não se abre.
Um forasteiro lê aquilo tudo, tenta compreender do que é que se fala e arrisca dar uma opinião. Tramou-se. Cometeu um grave erro.
As pescadinhas caiem-lhe em cima, dizem-lhe que ele não tem razão e mandam-no porta fora. Mas não podem fechar a porta, pois caso contrário não podem ver ao espelho os seus e os umbigos uns dos outros.
O sistema funciona, é barato e dá milhões (de comentários).
Não sei qual é o futuro da blogosfera se muitos editores de blogues aderirem a esta moda.
Mas estou em crer que isto é mesmo uma moda, um vírus ou, se quiserem, uma mania.
Como todas as modas, esta dos chat-blogues também terá o seu declínio.
Deseja-se que a moda passe depressa, pois um blogue vale pelo que nele se escreve, pela qualidade de um comentário e não pelas manifestações onanistas patentes em centenas de comentários.

Share

POST DAS 4 DA MATINA

9 de Junho de 2005

O re21 tem-nos habituado, ao longo dos tempos, a despertar-nos às 4 da matina: desperta-nos o olhar, a saliva, os sentidos!
O despertador tem, invariavelmente, uma melodia agradável. Acordar é, neste caso, saber que existo, logo navego.
Esta noite, às 4 em ponto, acordei com um som diferente, mais…. aliciante.
Foi um despertar graficamente perfeito. E com uma mensagem….aliciante!
Roubei-lhe o post das 4 da matina. Desta madrugada.

Como as coisas simples são as mais belas!

(aconselho uma visita atenta a todos os “post das 4 da matina“)

Share

Ao amanhecer

9 de Junho de 2005

A manhã rompe o horizonte
nos primeiros raios de um Sol
que te desperta, te agita.

Uma breve aragem passa
Suave,
É uma brisa que
inunda o teu corpo,
Que se agita.

O mar acorda da noite
Tranquila e sem Lua,
Sai da penumbra
Para beijar o teu corpo
Que cobres com um manto
Vermelho, inflamado.

O céu agora é azul
Os raios penetram na terra
Acariciam-te o rosto, o peito
E descobres o corpo
Deixando que o manto incendiado
Resvale na maré cheia
Deixando-te nua numa praia
Onde as gaivotas desenham
Nuvens de encanto e prazer.

Share

Regressei…

8 de Junho de 2005

Sim, regressei.
Por quanto tempo, ninguém sabe.
Mas regressei!

PS: durante a viagem limpei 2 computadores. Limpar significa, no meu caso, formatar os HD. Se alguém vir alguma coisa por aí perdida, informe-me. Não dou alvísseras.

Share

Visita forçada…

8 de Junho de 2005

mars.jpg

…a outro planeta.
Voltarei logo que seja libertado.
Espero.

Share

Hoje à noite…

7 de Junho de 2005

… quando o calor repousar sob as estrelas e o Sol já se tiver refugiado, serei o teu cirurgião-poeta-amante e ouvirás, em leitura dedicada, apaixonada e liberta, aquele poema pericárdico que a poeta/mulher escreve e que só os teus sentidos percebem.

Share

CONTO DA MADRUGADA -9-

7 de Junho de 2005

Desviou o olhar. Sentia-se mal quando a olhavam assim.
No entanto, uma extrema curiosidade levou-a a observar melhor. Tinha a certeza de nunca ter visto aquele rosto. Mas havia ali traços que lhe eram familiares.
Ele apercebeu-se da sua incerteza.
Aproximou-se.
Nesse instante ela corou. Não tanto pelas palavras agradáveis que ele começou por dizer. Mas pelo tom de voz. Sabia que já o tinha ouvido. Tentou trazer à memória qualquer coisa que a despertasse. Não queria ser tomada por uma surpresa.
Não fosse olhar-lhe para as mãos e jamais recordaria que tinham sido elas que a haviam agarrado e seduzido.
Sim, aquelas mãos haviam-na possuído, estado dentro de si. Numa noite de destempero que não esquecera, mas em que as máscaras não deixaram descobrir os rostos dos amantes.

Share

CARTÃO GALP

7 de Junho de 2005

“Fernando Gomes acumulou pacientemente pontos com o seu cartão Fast durante anos a fio.
Chegado o momento, consultou o catálogo e escolheu o seu brinde:

Share

Na noite…

7 de Junho de 2005

Chegas na noite
Num sonho sem princípio.
Quando me abraças
Sinto teus beijos húmidos
Lançados na minha carne
Que te responde em fervor.

No calor da noite
Afastas o linho e sinto-te
O suor e o prazer.
Dentro de ti derramo
Os sonhos sem princípio
E na minha entrega
Devolves-me o teu corpo
Que tomo, que desejo
Que penetro.

Share