Arquivo de Novembro de 2004

DÚVIDAS?

12 de Novembro de 2004

Sobre as causas da morte de Yasser?
Vá até à Tasca da Azeitona e pode ser que encontre lá a solução para as suas dúvidas.

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POEMA (À Beira Mar)

11 de Novembro de 2004

À beira mar vi o teu corpo nu
Avançar para o caminho que desenhavas.
Entre o Sol que se tapava
E a Lua que se despia
Ali estavas entregue ao teu horizonte.

Esqueceste e eu esqueci
Que o Mundo é também nosso.
Basta que se olhe o Universo
Se sintam os astros e as marés,
E ali estamos nós acariciados
Pelas ondas da paixão.

Voltaste e sorriste-me
Como uma flor que se abre ao Sol.

Quando te respirei
Enchi-me de aromas salgados.
Quando te beijei
Experimentei o sabor da volúpia,
Logo que te abracei
Senti a fervor do teu corpo.

Quando nos amámos
Vi nos teus olhos o brilho intenso
De uma alma que se entrega.

Soube então recitar os versos
De uma paixão que se escreve
Num arco-íris de mil cores
Que enlaça o espírito dos amantes.

Nesse fim de tarde
Não fui poeta.
Fui o homem que te segredou
O silêncio do Amor eterno.

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FOTOGRAFIA

11 de Novembro de 2004


foto: João Espinho PdS Outonal (estrada da Salvada/Beja)

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NOCTURNA

11 de Novembro de 2004

“Quando se ama alguém, devemos aproveitar todas as oportunidades para lho dizer”.
E porque não também gritá-lo ao Mundo?

Para ti!

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Na minha rua

10 de Novembro de 2004

Assim que começou o Outono notei, na cara dos moradores da minha rua, um sorriso ou, pelo menos, umas expressões mais alegres.
Esta postura trazia-me intrigado, pois é no Verão, quando há Sol, que costumamos andar com um ar mais feliz.
Apanhei um vizinho assim meio desprevenido e perguntei-lhe o porquê daqueles súbitos ares de alegria.
“Então não vê que as folhas das árvores já começaram a cair…?!!”
Por esta é que eu não esperava. Será que de repente a vizinhança sente uma atracção especial pela melancolia das árvores nuas?
Interroguei de novo e veio então a explicação:
“É que quando as folhas caiem, as centenas de pássaros que estão nas árvores vão também procurar outros abrigos, e assim a gente já pode estacionar os carros nos parques que aqui estão para o efeito. Já viu bem ali aquele desgraçado? Desprevenido, deixou o carro bem estacionado mas então a merda que vai ter que carregar até lavar o carro….”.

É verdade. Aqui na minha rua temos excelentes parques para estacionar os carros, mas eles são as retretes dos pássaros que fugiram de tantas árvores que foram abatidas/limpas na nossa cidade.
O Presidente da Junta já disse que não havia nada a fazer e a gente acredita no senhor. Seremos considerados amigos da pardalada. É o destino!!!

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DEFESA DA HONRA

10 de Novembro de 2004

É o que faz Lopes Guerreiro no seu Alvitrando.
Ser comunista, nos dias que correm, não é fácil. Muito por culpa dos próprios comunistas.
Um debate interessante de seguir, numa altura em que o PCP escolhe um novo Secretário-Geral e as estruturas locais procuram candidatos que não levem o Partido a visitar o deserto.

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PELOURINHO 2004

10 de Novembro de 2004

Também este ano, à imagem do que aqui se fez em Dezembro de 2003, o Praça da República irá atribuir o prémio

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Ora bem….

9 de Novembro de 2004

“O anel que me deste, era de vidro e partiu-se”, disse-me ela.
O que é que querias?
“Que não me desses um anel!!!”.

Ora bem! Vivendo e aprendendo…
Adiante!

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BERLIM 1989-2004

9 de Novembro de 2004


foto: Berliner Morgenpost

Há 15 anos abriam-se as portas do Muro. Punha-se fim à divisão de um País.
O Mundo mudava o rumo da sua História.
Mais do que a queda de um Muro ou de um regime, o dia 9 de Novembro de 1989 significou o fim da Guerra Fria.
Comemorei em Berlim o 10º aniversário desta data.

Uma história curiosa: enquanto vivi em Berlim (1999-2000) ia a um barbeiro na zona leste (ex-RDA) que, enquanto fazia o seu trabalho, segredava as suas conversas. Olhava pelos espelhos e se via entrar alguém desconhecido, calava-se logo. Perguntei-lhe se ainda eram reflexos do tempo da ditadura. Ele dizia-me que foram muitos os anos em que não se falava livremente e que mesmo então (1999) ainda não acreditava que vivesse numa terra de Liberdade e Democracia. Conversámos muito. Percebi que para aquele homem, que havia nascido sob um regime anti-democrático, a palavra Liberdade tinha o condão de lhe fazer correr as lágrimas. E dizia-me: “Vocês não sabem dar valor à Liberdade”. Falei-lhe de Abril de 74. Os meus cortes de cabelo passaram a ser uma visita à História dos 2 países. Gostaria de rever o meu barbeiro berlinense neste dia histórico.


foto: João Espinho – Berlim (Checkpoint Charlie – 9/2000)

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CÉLIA -43-

9 de Novembro de 2004

A minha conversa com Mariana durou poucos minutos. A pergunta que fiz também não lhe deixou muito espaço para poder prolongar as palavras.
Ambos sabíamos o caminho que escolhêramos, por isso não havia que dar lugar a muitas dúvidas ou interrogações.
Sabia do seu envolvimento com Célia, mas tentava adivinhar até que ponto teria sido eu o provocador dessa atracção.
“Lembras-te da fotografia de Célia, com a maçã?” – como poderia eu esquecer aquele dia em que fizéramos amor na praia, em que ninguém existia para nós, e depois lhe pedi para posar, comendo uma maçã, que lhe escondia parcialmente a face, deixando perceber o brilho dos seus olhos que me declaravam paixão?
“Ela mostrou-me esse teu magnífico trabalho e…”, pedi-lhe para que não continuasse.
Hesitou e com um “agora deixas-me acabar” lançou-me “aquela maçã poderia ser eu, que não sou fruto proibido, nem Célia tão pouco é Eva, pois ama-te com uma dor de morte”.
Tentei ficar sereno.
E joguei-lhe a questão para a qual não conseguia encontrar resposta.
Quando se despediu, abraçou-me fortemente e fitando-me nos olhos, disse-me sem oscilar:
“Esqueceres o que te disse vai levar-te ao abismo. Acredita em mim”.
Não atendi o telemóvel que teimosamente tocava. Fui para a sala e li o poema que Célia me mandou.


(mais…)

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Do outro lado do mar….

9 de Novembro de 2004

Veio esta contribuição para o Encontro de Blogs.
Obrigado Agatha.

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EU SOU…

9 de Novembro de 2004

É nestas ocasiões que sinto necessidade de dizer qual é o clube da minha preferência.

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