A língua portuguesa…
17 de Novembro de 2004É muito traiçoeira.
Estamos habituados a ouvir as calinadas televisivas. A ler os maiores disparates nos jornais. Isto para não falar nos enunciados dos testes dos diversos graus de ensino (não falo das respostas).
Este fim de semana fomos brindados com mais uma elegância. Digo elegância, pois vinha em bom papel, dentro do semanário Expresso, tipo desdobrável e falava sobre Alqueva. Referindo-se a um livro com imagens e textos que relatam a vida do grande rio do Sul e do imenso lago da Barragem, dizia-se que o livro “retractava o Guadiana”. A minha liberdade poética ainda andou às voltas, às voltas, mas não consegui perceber por que razão o Guadiana se haveria de retractar. Enfim, coisas da língua.
Ontem, mais uma preciosidade, espalhada por cerca de 40 garagens aqui no meu prédio. Diz assim: “(…) ou relacionado com estes actos, não exite em contactar a Associação de Condomínios”. Ainda pensei no termo inglês Exit, mas ele não se aplicava ao local, que tem bem sinalizadas as saídas de emergência.
Como dizia no princípio, a língua portuguesa é muito traiçoeira e a falta de cuidado ainda mais.








