Jun 10 2025
10 de Junho
O discurso de Lídia Jorge no Dia de Portugal hoje: “Aqui ninguém tem sangue puro e a falácia da ascendência única não tem correspondência com a realidade, cada um de nós é uma soma do nativo e do migrante, do europeu e do africano, do branco, do negro e de todas as outras cores humanas. Somos descendentes do escravo e do senhor que o escravizou”.
Magnífico.


11 de Junho de 2025 às 17:49:22
Magnifico mas nao totalmente verdade. Sim, nao descendemos de um so povo (nem nenhum povo pode argumentar tal baboseira) mas dizer que descendemos de africanos… Tecnicamente e verdade, na medida em que todo o ser humano descende de uma populacao subsariana ha centenas de milhares de anos atras.
Mas pegar nesse facto para passar uma falsa mensagem de multiculturalidade e intelectualmente desonesto, e apenas afaga mais a chama repugnante dos Chegas deste pais.
Nao somos africanos nem descendentes de escravos. Nem descendemos de mouros, nem de visigodos nem suevos. Somos maioritariamente ibericos, em parte povos ibericos celtizados e em parte romanos tambem.
12 de Junho de 2025 às 9:50:40
Rasp, obrigado pela clarividência e acerto do comentário. Não é comum. A paixão tolda muitas vezes o pensamento. O discurso foi bom mas pecou nos pontos que refere. A verdade é que tendo incorporado um pouco de todos esses povos que cá se instalaram sempre nos mantivemos esmagadoramente Ibero-romanos e uma transformação populacional como a que vivemos hoje não acontece pelo menos há 2000 anos, se é que alguma vez aconteceu. Os exércitos de mouros, visigodos, etc, sempre foram na ordem das dezenas de milhares e nunca provocaram grandes flutuações na população autóctone. O que não invalida que se deva agir contra o crescente fascismo. E não é com psd (que chocou o ovo da serpente) ou ps (António Costa, olá) que julgou que ia lucrar eleitoralmente com isso.