Mar 11 2016
Mar 11 2016
Câmara de Beja – um erro de comunicação?
Publicado por João Espinho
Um “erro de comunicação” da Câmara de Beja poderá obrigar os empresários do concelho com um volume de negócios anual abaixo dos 150 mil euros a terem de pagar Derrama.
A situação é denuciada pelo PS de Beja, que revela que a decisão de isentar estes empresários, aprovada na sessão ordinária da Assembleia Municipal a 25 de Novembro, não foi comunicada pela Câmara Municipal à Autoridade Tributária (AT).
Tal fará com que em Maio, quando tiverem de entregar a declaração Modelo 22 de IRC, “os micro-empresários sedeados no concelho de Beja não terão direito à isenção aprovada pela Assembleia Municipal”. (leia aqui)
Mar 11 2016
E Beja?
Publicado por João EspinhoMar 09 2016
Beja – Exposição de fotografia no Museu
Publicado por João EspinhoMar 09 2016
5.800 euros
Publicado por João EspinhoMar 09 2016
Assim está bem
Publicado por João EspinhoMar 08 2016
Mulheres
Publicado por João EspinhoHá mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens…
Há mulheres que são maré em noites de tardes…
e calma
“O mar dos meus olhos” – Sophia de Mello Breyner Andresen
————————–
Elas são as mães:
rompem do inferno, furam a treva,
arrastando
os seus mantos na poeira das estrelas.
Animais sonâmbulos,
dormem nos rios, na raiz do pão.
Na vulva sombria
é onde fazem o lume:
ali têm casa.
Em segredo, escondem
o latir lancinante dos seus cães.
Nos olhos, o relâmpago
negro do frio.
Longamente bebem
o silencio
nas próprias mãos.
O olhar
desafia as aves:
o seu voo é mais fundo.
Sobre si se debruçam
a escutar
os passos do crepúsculo.
Despem-se ao espelho
para entrarem
nas águas da sombra.
É quando dançam que todos os caminhos
levam ao mar.
São elas que fabricam o mel,
o aroma do luar,
o branco da rosa.
Quando o galo canta
Desprendem-se
para serem orvalho.
Algumas Reflexões Sobre a Mulher – Eugénio de Andrade
Mar 08 2016
Alentejo Prometido
Publicado por João Espinho
Sobre a polémica que se instalou nas redes sociais, destaco estas duas opiniões:
1 – No A Gata Christie:
“Já li. E chego ao fim confirmando aquilo que senti às primeiras páginas. É como se eu agora fosse ali passar uns dias a Alfama e falasse com umas quantas pessoas, daquelas mais antigas e que quase nunca saíram do bairro, e que me falavam das avós varinas, das tias fadistas, dos padrinhos que marchavam no santo antónio. E depois, com isto tudo, fazia um retrato dos lisboetas.
Alentejo Prometido é um livro de memórias, de Henrique Raposo e dos seus familiares. É um mergulho do autor no seu passado, nas origens humildes da família, a desenterrar as histórias que as famílias geralmente tentam calar e, nesse sentido, é até um pequeno acto de coragem. É uma visão muito pessoal do Alentejo e é como tal que deve ser visto. Para ler aqui
2 – Quem se mete com o Alentejo leva, de João Miguel Tavares:
“Henrique Raposo não precisa que eu o defenda nas páginas do PÚBLICO, até porque os momentos de histeria via redes sociais seguem sempre a mesma mecânica: 1) um tipo qualquer descobre uma coisa na internet que o irrita; 2) um grupo de gente identifica-se com esse tipo qualquer e inicia o processo de indignação descontrolada e analfabeta via Facebook em crescendo de idiotia; 3) outro grupo de gente que não gosta do Facebook reflecte sobre as redes sociais e conclui que Mark Zuckerberg é o anti-Cristo; 4) um terceiro grupo sublinha a necessidade de preservar o direito de cada um a escrever aquilo que bem lhe apetece; 5) cinco dias depois, já ninguém se lembra de nada disto.
(…)
E aqui eu identifico três outros pontos, que me parecem bem mais interessantes como reflexão: 1) porque Henrique Raposo é um tipo de direita que escreve no Expresso sem o tom delicodoce apreciado pela intelligentsia nacional, logo, está no pódio dos colunistas que o povo digital mais adora odiar; 2) porque um tipo de direita pôr-se a escrever reflexões iconoclastas sobre o grande bastião do PCP, e logo na colecção “do tipo do Pingo Doce”, é uma provocação que não se admite; 3) porque uma escrita que mistura a autobiografia com o ensaio é uma tradição anglo-saxónica que ainda não entrou nas cabecinhas nacionais.” Para ler aqui












