Jan 07 2017
Jan 06 2017
Correio Alentejo
Publicado por João EspinhoJan 04 2017
Vêm aí brochuras
Publicado por João Espinho
Folhetos, outdoors, cartazes, sessões nas empresas e nas universidades – a campanha comunista para preparar a saída do euro é semelhante a uma campanha eleitoral. (ler aqui)
Jan 03 2017
O Multibanco de Albernôa
Publicado por João Espinho
Parece que alguém não gostou de ver Albernôa com uma máquina de multibanco.
Vai daí, pimba! destruíram este equipamento, há muito requerido pela população da aldeia.
Não, não foi assalto.
Foi…
Jan 01 2017
Finalmente
Publicado por João Espinho
O povo de Albernôa viu, finalmente, realizar-se um sonho antigo. Com a chegada do Pai Natal, chegou também ao largo daquela aldeia do concelho de Beja, a almejada “máquina de multibanco. Seguramente que esta realização teve o apoio, influência e entusiasmo da Presidente da Junta de Freguesia local. Bem haja, senhora Presidente.
Dez 31 2016
RIP – Figura do ano 2016
Publicado por João Espinho
De acordo com as crónicas que por aí proliferam, o ano de 2016 terá sido marcado pela morte de muitas figuras públicas, desde actores a artistas de música, passando por desportistas, escritores e muita gente dos diversos mundos do espectáculo, das artes, da ciência, etc…
Vamos aceitar que assim tenha sido.
Para nós, o que mais nos toca é o desaparecimento de familiares próximos e de amigos chegados. Mais chocados ficamos quando esse desaparecimento acontece de forma súbita e inesperada, assim como quando atinge os mais novos que, num ciclo normal da vida, cá deveriam continuar por muitos mais anos. Recordo, muito rapidamente, e para dar exemplos de quem era da nossa região alentejana, a morte imprevista de Nicolau Breyner e de Manuel Castro e Brito. Paz à sua alma, que descansem em paz. Ou como passou a ser moda, principalmente nas redes sociais, RIP.
Mas, e desculpem-me a linguagem, porra para o RIP.
Explico
Na maior parte dos obituários das agências funerárias, que agora nos dão conta, em tempo quase real, das mortes que vão sucedendo, é recorrente aparecerem uns RIP, sinónimo julgo eu, do pesar pelo falecimento de alguém e que, por qualquer razão, não podemos manifestar de viva voz aos familiares e amigos.
Durante algum tempo segui com atenção as páginas online de diversas funerárias e constatei várias coisas. Primeiro, que há uns rip’s que são mais intensos do que outros, pois fazem-se acompanhar de bonequinhos a verter lágrimas ou de velas incandescentes, reforçadas por “mais uma estrela no céu” a que, tem que ser, somam mais umas lágrimas.
Depois, o que achei mais estranho, foi a constante participação de algumas pessoas que ripavam (de rip) ora em alguém que tinha falecido num longínquo Carcavelinhos-de-Cima ou numa casa nas vizinhanças. A Dona Alísia de Sousa, que faleceu aos 87 anos, num monte isolado na serra do Caldeirão, teve também direito a alguns RIP’s, o que deixou os familiares muito sensibilizados mas, simultaneamente, atrapalhados, por não encontrar forma de agradecer pessoalmente aquilo que pareciam ser as condolências.
Desaparecidos os cartões-de-visita, que deixávamos nas casas mortuárias durante os velórios, e onde simplesmente escrevíamos “s.p.” (sentidos pêsames), optou-se agora para se ir ao Facebook, escrevendo-se um epitáfio simples mas eficiente: RIP – forma abreviada de requiescat in pace – locução latina que significa “que repouse em paz” e utilizada pelos anglófonos como “rest in peace”.
Isto é, deixámos de saber dizer, ou escrever, sentidas condolências, sentidos pêsames, ou outras expressões muito mais portuguesas e com muito maior significado, para nos abreviarmos num simples e frio R.I.P.
Como epitáfios poderemos voltar a usar o “descanse em paz” ou, para os mais crentes, paz à sua alma. Aos familiares e amigos, poderemos voltar a dizer “sentidas condolências”, “sentidos pêsames”, “lamento muito”, e tantas outras afirmações de pesar. Se o voltarmos a fazer futuramente, pode ser que estejamos a enterrar o ano que vai terminar.
Aproveito para desejar, a todos os que por aqui passam, um feliz ano novo e , já agora, RIP 2016.
Crónica escrita para a Rádio Ourique.








