Fev 03 2017
Fev 03 2017
Castro Verde – Uma curiosidade
Publicado por João EspinhoFev 02 2017
Beja – nomeações políticas
Publicado por João EspinhoFev 01 2017
Beja – Paulo Arsénio candidato
Publicado por João Espinho
De acordo com esta notícia, Paulo Arsénio foi escolhido, esta noite, como o cabeça de lista do PS à Câmara Municipal de Beja.
Fev 01 2017
A Língua pode ser um orgasmo da alma
Publicado por João Espinho
Crónica publicada na Rádio Ourique (leia aqui)
Estamos a começar o segundo mês do ano e temos a sensação de que 2017 já vai longo.
Começámos com o falecimento de Mário Soares, figura ímpar na luta pela Democracia e na defesa da Liberdade. Podíamos não gostar do seu estilo, das suas opções políticas ou mesmo da sua maneira de estar na vida, mas temos, e devemos, reconhecer-lhe o indiscutível valor na fundação de um Portugal sem mordaças, livre e democrático.
No campo oposto tivemos a entrada em funções do Presidente dos Estados Unidos da América que, queira-se ou não, é (será?) o líder da nação mais poderosa do mundo. Todos os dias somos bombardeados com os seus despachos, decisões e decretos, cada um pior que o antecedente. O populismo tem em Trump o seu maior e mais perigoso exemplar. Os EUA são muito maiores que o seu presidente e não mereciam ter uma figura destas à frente dos seus destinos.
Por cá, assistimos ao primeiro abanão no governo da geringonça, quando o PSD decidiu juntar-se ao PCP e ao Bloco de Esquerda para “chumbar” o decreto governamental da TSU. Com visíveis ganhos imediatos, resta saber se este tipo de oposição adoptado por Passos Coelho dará frutos no futuro do PSD. E do país.
Nos nossos concelhos vamos assistindo aos preparativos para as eleições autárquicas que terão lugar no Outono deste ano. Quem está no poder vai usando as ferramentas municipais para se vangloriar, ora por obras feitas, ora por obras que promete vir a concluir. Todos os meios servem para fazer propaganda, assistindo-se a uma clara ausência de pudor na utilização de meios públicos para ir fazendo propaganda eleitoral. Na minha cidade (Beja) é assim que tem acontecido. Calculo que o mesmo se passe nos outros concelhos. Basta dar uma espreitadela aos diversos boletins municipais – esses jornais camarários suportados por todos nós – para verificarmos até onde pode ir o descaramento.
Também em Portugal, o país bafiento e cheio de mofo decidiu sair do armário para falar sobre literatura, livros e sobre um tal Plano Nacional de Leitura. Obviamente que não se podia esperar boa coisa, quando alguns pais/encarregados de educação decidem manifestar-se contra duas – sim duas – páginas de um livro que, dizem, incluem conteúdo sexual que consideram “violento” e “inapropriado” para alunos do 3º ciclo.
Subitamente, transformaram-se adolescentes em crianças, em meninos de coro, em “imberbes” que nunca ouviram falar em alhos, confundindo bugalhos com rabos, glúteos com seios sem mamilos, etc… Adolescentes que, não tenho dúvidas, nunca espreitaram na internet aquilo que os seus educadores (alguns) pagam para ver nos canais de tv por cabo. Obviamente que os filhos destas famílias protectoras saberão, na devida altura, agradecer aos seus pais que lhes ocultem Gil Vicente, Saramago, Sophia ou mesmo Eugénio de Andrade.
E porque falamos da nossa Língua, foi notícia que o Acordo Ortográfico vai ser sujeito a uma “revisão ligeira”, pondo fim a algumas situações absurdas que levaram ao “abrasileiramento” do português escrito.
Aqui, como por exemplo com o “assunto eutanásia”, serão os legisladores burocratas a tomar as decisões. Muitas vezes apetece-me dizer que o 25 de Abril não chegou às nossas casas, às nossas cabeças. Enquanto as mentalidades continuarem fechadas em gavetões escuros, a modernidade, o desenvolvimento cultural e o progresso serão expressões inconsequentes no nosso viver.
Termino esta crónica com palavras de Vítor Encarnação, que tão bem tem tratado o escrever português, porque a poesia pode iluminar-nos os dias e trazer-nos um novo olhar sobre as coisas do mundo. E porque a escrita pode ser um orgasmo da alma.
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“dou-te palavras ao ouvido
como se te desse mel.
Espessas e vagarosas
escorrem para o teu pescoço
e para os ombros
e depois para todo o lado,
e as minhas mãos,
felizes e açucaradas,
enfeitam o teu corpo
com as inquietações
formidáveis do desejo.”
João Espinho – 31 de Janeiro de 2017
Fev 01 2017
Realidade virtual (actualizada)
Publicado por João Espinho
Adenda: Câmara de Beja paga 3000€+IVA/ano para receber esta bandeira. Informação que, distraidamente, a RVP oculta.
Veja aqui
Jan 31 2017
Ilusionismos
Publicado por João Espinho
O editorial de Paulo Barriga no Diário do Alentejo:
É difícil a qualquer utente do comboio, que compre bilhete entre Beja e Casa Branca, não ficar assanhado com tudo o que envolve o próprio comboio. A começar pela constatação de que comprou bilhete para o comboio mas que, afinal de contas, não há comboio nenhum. Há um veículo automotorizado que circula, quando está em condições de circular, pelos mesmos carris onde poderia circular o comboio para o qual comprou bilhete mas que, bem vistas as coisas, não existe. De facto. Não existe o comboio, nem existe a menor pinga de dignidade naquilo que é oferecido pela empresa dos comboios em troca do dinheiro do bilhete do comboio que não existe. Aliás, a CP – Comboios de Portugal, na relação que estabelece com os utentes que compram bilhete entre Beja e Casa Branca, revela não ser exatamente uma empresa de prestação de serviços de transporte, mas antes um circo que funciona apenas com palhaços e ilusionistas. Sendo que os palhaços, os utentes que compram o bilhete de comboio entre Beja e Casa Branca, já não riem nem fazem rir, e os ilusionistas, invariavelmente vestidos de cinzento, cada vez têm mais dificuldades em transformar a lata com rodas de ferro no comboio rápido Intercidades que é anunciado no bilhete dos utentes que o compram em qualquer estação entre Beja e Casa Branca. A ilusão da automotora nunca funcionou. E, repetida à exaustão, apenas acentua a tristeza do espetáculo que continua a ser vendido com letras douradas nas bilheteiras do comboio entre Beja e Casa Branca. Na passada terça- -feira, 24, o “Jornal de Notícias” oferecia a quem o comprou a seguinte manchete: “Quatro autoestradas fazem disparar custos com as PPP”. Por assinalável falta de assunto, as televisões, todas elas, replicaram a notícia, assegurando que as concessões das autoestradas do Douro Interior, Transmontana, Litoral Oeste e Baixo Alentejo vão sugar em 2017 perto de 203 milhões de euros aos cofres do Estado, em virtude de quatro ruinosas parcerias público-privadas. Caído em desuso e tapado de ridículo, há muito que o truque da autoestrada não saía da cartola. A autoestrada do Baixo Alentejo apenas está a dar cabo das contas públicas porque o Governo ainda lá não mandou colocar portagens. Ou melhor, porque ainda nem sequer foi construída. Daí o belo e surpreendente momento de ilusionismo que a autoestrada voltou a proporcionar. Nem dá para acreditar, pois não?










