Ago 25 2017
Bom fim de semana
Publicado por João Espinho
foto: igor vorontsov
Ago 25 2017

foto: Wolfgang Malgadey
Questões:
1 – Desde quando é que os terrenos de Almocreva são pertença da Universidade de Évora?
2 – Sendo a UE uma entidade pública, onde se podem ler os contratos de utilização, pela UE, dos referidos terrenos?
3 – Deduzo que a UE tenha largas centenas de terrenos, para efeitos científicos, universitários e para investigação, no distrito de Beja. Estes terrenos são efectivamente utilizados para esses fins?
4 – Pode conhecer-se o contrato entre a UE e os actuais exploradores dos terrenos onde se encontram as ruínas de Pisões?
5 – O protocolo assinado ontem pode ler-se nalgum sítio?
6 – Qual foi o papel do Instituto Politécnico em todo este processo?
Se alguém souber responder, agradece-se.
Ago 25 2017

André Ventura, candidato do PSD à Câmara Municipal de Loures, disse o que se sabe sobre os ciganos. Também se sabe o que PS, PCP e BE disseram de André Ventura. O CDS rompeu a coligação/apoio ao candidato.
André Ventura e o PSD ficaram sózinhos.
Sózinhos?
Não!
A candidata socialista admite coligar-se a André Ventura e ao PSD. Disse a camarada socialista: “Acho que o André Ventura pode dar um bom vereador“. Obviamente que este jogo de cintura provocou reacções no próprio PS. O Bloco diz que a socialista leva a direita ao colo. O CDS questiona se António Costa não deveria retirar o apoio à candidata socialista.
Perante este pequeno tsunami em Loures, a candidata Sónia Paixão escreveu um “esclarecimento” na sua página do Facebook a garantir que afinal não pretende fazer qualquer coligação com André Ventura. E disse: “O título da notícia do Observador é abusivo na medida em que nunca expressei essa intenção”.
É uma táctica conhecida: quando tudo o resto falha, culpam-se os jornalistas. Mas não há abuso nenhum, nem equívoco: a candidata do PS disse mesmo aquilo.
Pronto!
Pronto? Não! Também o PCP, pela voz de Bernardino Soares, admite coligar-se com um “fascista”, “racista” e “xenófobo.
É a merda a que chegámos, onde deixou de haver coluna vertebral e a cintura baila ao sabor dos ventos.
Não se admirem quando o povo virar definitivamente as costas às urnas de voto.
Ago 24 2017
Ago 24 2017
Ago 23 2017

É um vício antigo.
Controlar, controlar e voltar a controlar.
O PCP convive mal com pessoas verdadeiramente independentes, com movimentos que revelem independência face aos diversos poderes, isto é, o PCP não gosta de movimentos que integrem cidadãos que não estejam sob o seu controle.
O Beja merece+ é disso um exemplo.
Integrando bejenses de todas as cores e credos, estava a escapar aos desígnios eleitorais do PCP.
Talvez devido a alguma desatenção dos administradores da página do grupo no Facebook, foi autorizada a publicação de um post de uma cidadã que se viu excluída de um concurso para posto de trabalho na Câmara Municipal. A senhora está revoltada e foi desabafar a sua indignação contra a CMB no Beja merece+.
Primeiro erro: Julgo que o B+ não deve servir para atacar a CMB, nem tão pouco para andar a fazer campanha contra este ou aquele Partido.
Segundo erro: Por desatenção, ou excessiva lisura, os administradores deixaram passar esse post, não cuidando das suas consequências.
Terceiro erro: Como quem não se sente não é filho de boa gente, os simpatizantes das cores e das acções da CMB vieram a terreiro, reagiram, por vezes com demasiada violência e denotando um verdadeiro ódio a “quem não é por mim…”.
Quarto erro: Vítor Picado, vereador e número dois da lista da CDU à CMB, aproveitou a ocasião para fazer propaganda às obras da Câmara, despejando no B+ algumas fotografias de obras de fim de mandato.
O objectivo do PCP está quase alcançado: não podendo controlar por dentro o movimento, vai tentar até 1 de Outubro que o mesmo se torne inconveniente e incomportável para aqueles que, verdadeiramente, estão no Beja merece +, em defesa de melhores acessibilidades, melhor saúde, etc…, obrigando-os a abandonar o barco.
Não quero dar razão a quem lá escreveu “provavelmente, acabamos por ter o que merecemos!”. O caminho é longo e está cheio de buracos.
Não queremos unicidade. Temos que saber contornar estas divisões sem estar sujeitos aos diversos calendários eleitorais.
Ago 23 2017

Escreve Francisco Themudo de Oliveira em editorial na Rádio Ourique:
“(…)
Nesta pré-campanha para a eleição dos órgãos de poder local já se viu de tudo. Apresentações de candidatura, presença de políticos nacionais, calúnias e rumores, inúmeros posts de facebook, flyers, outdoors, injúrias pessoais, slogans de campanha, muitas reuniões de trabalho, vídeos, uma segunda leva de outdoors, apresentação das listas completas e sua posterior entrega no tribunal, até já temos o sorteio que define a posição dos partidos no boletim de voto. O que falta então? As ideias que cada um quer implementar.
As ideias, que deveriam dar corpo a todos os adereços de campanha estão ausentes, relegadas para segundo plano. Só sabemos quem quer lá estar, e não o que querem fazer.
(…)
Há uma sangria de pessoas, desde os anos 80, que tornam esta zona do país cada vez mais desertificada, mais envelhecida, com menos jovens e menos perspectiva de mais se fixarem.
A economia local não fixa e absorve emprego qualificado. Os postos de trabalho que aqui se criam são precários, mal pagos e não atraem jovens com qualificações – Fruto das assimetrias do território nacional, mas também da apatia local.
A água escasseia, temos uma seca extrema no nosso território e a agricultura de sequeiro sofre, a fauna e flora local começam a sofrer impactos graves. Mas um evento que devia ser excepcional já não o é. Todos nos lembramos da seca em 2005, das cheias em 1997 e agora desta seca de 2017. Eventos que antes eram um numa vida, começam a ser perigosamente mais recorrentes e o concelho de Ourique muito tem sofrido com isso.
Agora pergunto-vos, que têm dito as campanhas sobre isto? Sobre os desafios estruturais da nossa região. Que ideias têm? Não sabemos.
(…)
Façam promessas, digam ao que vão. Podem falhar e não cumprir, mas tentem! Se não o fizerem, e não forem as ideias a moverem os homens, seremos uns tolos a brincar ao jogo das cadeiras.”
Leia aqui o editorial completo
Ago 23 2017