Jun 08 2018
Jun 07 2018
Buba Espinho no Porto
Publicado por João EspinhoJun 05 2018
Diariamente
Publicado por João Espinho
Na Antena 1. Ali por volta das 8 e 20 da manhã. A crónica de Francisco Sena Santos. Curta, incisiva, objectiva. São cerca de 3 minutos que valem muito.
Quem não sintoniza, pode ouvir em podcast. (aqui)
Jun 05 2018
Beja – água da torneira
Publicado por João Espinho
“O que não provoca a minha morte, faz com que eu fique mais forte”
Leia “Câmara quer todos a beber água da torneira excepto… ela própria” (aqui)
Jun 04 2018
O PS e os professores
Publicado por João EspinhoJun 04 2018
Um pequeno equívoco
Publicado por João EspinhoJun 04 2018
Semeando a regionalização
Publicado por João EspinhoJun 03 2018
Évora – Comemorações do 66º Aniversário da Força Aérea
Publicado por João EspinhoJun 03 2018
Uma nesga de luz numa semana negra
Publicado por João Espinho
Editorial do Diário do Alentejo 1/6/2018
A que passou, fica para a história como uma das mais negras semanas para as aspirações do Baixo Alentejo. Quem diz do Baixo, diz do Alto e diz do Alentejo Litoral. Que de Alentejo apenas levam o nome. Já que a chichinha, o filé-mignon, essa fica sempre no Alentejo do costume. Ora esta semana ficou a saber-se que o novo palácio de justiça de Beja, cujas obras deveriam ter começado em 2017, segundo palavras saídas da boca da própria ministra da tutela, somente vai arrancar lá para 2022, se fizer bom tempo até lá. Comboios que aguentem a viagem de Beja até Lisboa, sem se desconchavarem pelo caminho, é coisa que logo se verá, o que nunca acontecerá antes de 2022, disse o próprio primeiro-ministro, acrescentando um arrepiante “eventualmente” quando se referiu à eletrificação da linha férrea. O ministro da Economia até teve a ousadia de, em plena Câmara Municipal de Beja, comunicar que não havia nada para ninguém até 2020. O ministro da Defesa também por aí andou a ver os helicópteros no ar, mas disse logo que, quando for para poisarem, vão para Sintra. Por fim, ficou a saber-se que 93 por cento dos fundos comunitários reprogramados para a região ficarão em Évora, para variar. Grande parte deste dinheiro é para gastar na construção de um novo hospital que, entre os profissionais do setor, é considerado um verdadeiro “eucalipto” para a restante saúde da região. Foi, de facto, uma semana escura e levada da breca. Uma semana a juntar aos meses e aos anos de desinteresse político pela região por parte do poder central e ao consecutivo e abundante e descarado desinvestimento público nestes territórios. Mas se lá de cima não seria de esperar grande coisa, já cá de baixo… É verdade que os políticos e os empresários locais aproveitaram a Ovibeja para tirar umas quantas selfies com o Presidente da República e para lhe entregar uma carta com as suas angústias sobre o desenvolvimento regional. Mas o documento era de tal forma mansinho que até Marcelo se divertiu com tamanha moleza. Ao contrário, mais de 26 mil cidadãos assinaram uma petição, um pedacinho mais rija, que foi entregue na Assembleia da República sem que a quase totalidade dos eleitos locais tivesse demonstrado grande interesse pelo assunto. O que não deixa de ser elucidativo. O atual status quo exige prudência (ou será obediência?). Está muito em cima da mesa e já se percebeu que, mais uma vez, o Baixo, o Alto e o Alentejo Litoral não têm cartas para ir a jogo. A situação é “aviltante”, disse-o a presidente da Câmara de Portalegre quando tantos outros se calaram. Denunciando a “descriminação evidente” que há na distribuição dos dinheiros públicos destinados ao Alentejo, Adelaide Teixeira trouxe uma nesga de luz a uma semana e a um povo que dela bem precisava. Apenas isso, apenas luz.
Texto Paulo Barriga
Ilustração Susa Monteiro










