Dez 28 2018

Paulo Barriga esclarece (2)

Publicado por João Espinho

Em comentário deixado aqui, Paulo Barriga esclarece:

“Pelo meu bom nome profissional, alguns esclarecimentos:

1 – Foi a presente presidência da Cimbal que “tirou do ar” o site eletrónico do “Diário do Alentejo”, deixando o jornal um ano sem edição digital. O argumento, com o qual concordei na ocasião, prendia-se com os custos de manter o site ativo no servidor original (bastante dispendioso) e com impossibilidade de o fazer transitar para outra plataforma, uma vez que estava irreversivelmente contaminado por vírus.
2 – Nunca foi cumprida a promessa do atual secretariado da Cimbal de resolver o problema num prazo aceitável. Foi sempre evocada a questão financeira e a necessidade de afetar o novo site a uma qualquer candidatura comparticipativa. O que não aconteceu durante um ano e não foi por o diretor do “DA” ser um tipo pouco moderno.
3 – Ao diretor do “DA” foi retirada a possibilidade de contratar por sua livre vontade todo e qualquer produto ou serviço. E isso implica tanto uma simples fiada de agrafos no valor de cêntimos, como a produção de um website de milhares de euros.
4 – Não o sei dizer em concreto, uma vez que nos últimos meses tem estado a ser preparado o futuro do jornal sem que se tenha comunicado qualquer desses avanços ao diretor, o que aconteceu inclusivamente com o lançamento do presente concurso público, mas suponho que estejam a acontecer reuniões com uma empresa do Algarve para concretizar o site (a uma das quais ainda assisti na parte final).
5 – Apesar da inexistência de uma página eletrónica própria, o “DA” é o segundo jornal regional do continente com mais seguidores do Facebook, logo atrás de “O Mirante”, isto numa das regiões menos populosas e, ao mesmo tempo, mais iletradas do País.
6 – Sou levado a acreditar que estes números se devem em exclusivo à qualidade do produto informativo e noticioso do “DA”, que nos últimos oito anos foi brindado com perto de duas dezenas de prémios nacionais de jornalismo. Suponho que é a propósito deste reconhecimento que algumas pessoas consideram o “DA” um “jornal meio apático”.
7 – Já agora, um aviso à navegação, venha de lá quem vier: não é possível fazer um site com a qualidade que o “DA” exige, sem que a ele se afetem pessoas. E foi precisamente isso que esta e que as anteriores presidências na Cimbal, desde que sou diretor há oito anos, não fizeram. Antes pelo contrário. Mas apesar de ter sofrido sucessivos cortes no número de jornalistas e de colaboradores remunerados, nunca a redação do “DA” deixou de se empenhar na feitura de um jornal sério, isento e com conteúdos próprios reconhecidos externamente.
8 – E já agora: não há jornalismo online, nem televisivo, nem de imprensa, nem radiofónico, nem do diabo que o valha. Há apenas jornalismo. E ele apenas é bom, quando é feito por profissionais competentes, como é o caso da redação do “DA”, que se questionam, que confrontam as partes da notícia, que tem tempo para verificar os factos e as fontes, e cujo conduta é regida em absoluto pelas normas éticas e deontológicas da profissão. O online é muito “moderno”, mas muito perigoso, porque a tendência para o imediatismo viola todos os princípios atrás descritos e abre as portas à pós-verdade. Para avançar para ali, que se avance com profissionais competentes e preparados.
9 – Sobre as habilitações para por em prática um site de um jornal regional, quero apenas informar algumas pessoas mais desatentas que, sobre as matérias em apreço, tenho formação específica na realização de cinema documental, escrevi projetos, guiões e tratamentos para cinema documental, dirigi durante dois anos a “Diário do Alentejo TV” (que fechou por falta de meios e de apoio da presidência e do secretariado da Cimbal, quer em pessoal, quer em meios. Ainda estão em exibição, no YouTube e no MEO Canal mais de uma centena e meia de reportagens/documentários), sou professor de linguagem e comunicação do Curso Técnico Superior de Som e Imagem, do IPBeja, com os alunos do qual estou atualmente a realizar um documentário sobre o futuro da Europa, estou em vias de terminar o processo de reconhecimento, pela Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa, do título de professor especialista em jornalismo e pertenço a um grupo restrito de dez jornalistas portugueses que estão neste momento a implementar nas escolas do País um projeto piloto sobre literacia mediática, que visa precisamente apadrinhar projetos escolares no campo dos media digitais ou não.”

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Dez 28 2018

Bom fim de semana

Publicado por João Espinho


foto: Zachar

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Dez 27 2018

Luís Maneta novo director do Diário do Alentejo

Publicado por João Espinho

Afinal não eram boatos. Confirma-se a “nomeação” por parte do polvo socialista de um jornalista que saberá ser aquilo que Paulo Barriga nunca quis ser.

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Dez 27 2018

Uma fantochada

Publicado por João Espinho


Sobre o concurso para Director do “Diário do Alentejo”, pode ler-se na Radio Voz da Planície: “Num tom muito crítico, Paulo Barriga, o actual director que tem gerido os destinos do semanário bejense nos últimos 9 anos e cuja prestação de serviços termina nos próximos dias, contesta os critérios que estão inscritos no concurso, considerando-os um “casaco feito à medida de alguém”. O director do Diário do Alentejo, considera que este concurso está viciado e que “há um gato escondido com rabo de fora”.

Ainda segundo Paulo Barriga, os políticos do PS e do PCP estão descontentes com o actual director, sobretudo os do PS, porque não conseguem controlar a parte editorial do jornal ainda mais numa altura em que se aproxima um ano eleitoral, por isso, considera que aquilo que lhes convém é substituirem um director “isento” por um “fantoche”. (ler aqui)

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Dez 24 2018

Feliz Natal

Publicado por João Espinho

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Dez 22 2018

Câmara de Beja promete

Publicado por João Espinho


Reabilitar edifício da piscina descoberta.

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Dez 21 2018

Bom fim de semana

Publicado por João Espinho

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Dez 21 2018

Paulo Barriga esclarece

Publicado por João Espinho

Em resposta a um comentário deixado aí em baixo, Paulo Barriga esclarece:

“Para que uma mentira repetida várias vezes não se torne uma verdade fabricada, apenas quero esclarecer o seguinte:
É falso que alguma vez me tenha sido proposto a integração na Címbal, seja para o mapa seja por qualquer tipo de contrato laboral.
E quanto a rendimentos é também falso o valor apresentado uma vez que depois de impostos o meu ordenado ronda os 1500€ a recibos verdes e sem qualquer proteção social. Nunca apresentei qualquer proposta de aumento de ordenado ou de outra. Nem nunca fui contactado pela Cimbal nesse sentido”

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Dez 21 2018

Correio Alentejo

Publicado por João Espinho

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Dez 21 2018

Como está a situação?

Publicado por João Espinho

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Dez 20 2018

Ainda o Diário do Alentejo

Publicado por João Espinho

Transcrevo na íntegra, e com a devida vénia, texto que Bruno Ferreira publicou no Facebook:

“DIÁRIO DO ALENTEJO
Não consigo retirar do palato este travozinho a saneamento relativamente ao que se está a passar com direcção do jornal Diário do Alentejo. Cheira mesmo a manobra concertada de afastamento de um director que há cerca de dez anos ajudou a levantar um jornal moribundo, retirando-o de um charco de política lamacenta, e fazendo de um mero pasquim propagandístico (sem ofensa a quem lá trabalhava, que outro remédio não tinha se não o de cumprir ordens), um marco de jornalismo regional do Baixo Alentejo, que tem conquistado sucessivos prémios nacionais e mesmo fora de portas, relativos a tantas matérias abordadas pelos seus jornalistas. Pela mão do Paulo Barriga, que ainda o mês passado ganhou uma bolsa da Gulbenkian para investigar a mudança fundiária em zona do Alqueva (entre 75 projectos), o Diário do Alentejo é hoje um jornal de referência, com conteúdo desenvolvido, como qualquer semanário, com informação interessante e diversa, e com opinião livre.

Este órgão de Comunicação Social, com mais de 80 anos de história, faz parte das semanas dos alentejanos que ainda resistem a sair do Baixo Alentejo mas também, e cada vez mais, é veículo da informação e cultura baixo alentejanas para muitos dos que se viram obrigados a litoralizarem-se, como é o meu caso, pela falta crescente de condições com que os Governos da Nação se habituaram a premiar o Baixo Alentejo. E essas mesmas denúncias foram sendo, ultimamente, e de forma transparente, vertidas nas suas páginas, sem favorecimentos partidários, fugindo a clientelismos e a jogos de poder, chamando os bois pelos nomes e, sobretudo, mantendo a isenção requerida pelo código de ética e deontologia jornalística, da qual o Paulo Barriga é um ilustre baluarte.

Pois toda essa massa crítica, todo esse custoso trabalho e isenção jornalística, estão prestes a escapar-se dos seus leitores como areia fina por entre os dedos de uma mão. Não trata esta minha análise de criticar a saída do Director Paulo Barriga, apenas por ser quem é: é natural que as pessoas se sucedam umas às outras em cargos que, sendo rotativos, apenas promovem novas abordagens e formas de olhar o mundo, ao mesmo tempo que afastam vícios característicos da cristalização do poder. Desde que o ponto de partida seja manter uma linha que valorize o que está bem feito, melhorando o que possa não estar tão bem.

Contudo, e metodologicamente, a questão vai muito para além deste aspectos práticos. É necessário que o método dessa alternância se cumpra com independência, justiça, transparência e imparcialidade. Que se talhem caminhos livres e democráticos na atribuição de cargos e na escolha dos seus titulares. Que não surjam pelo caminho manipulações de clientelismos e caciquismos. Que quem escolhe e selecciona tenha capacidades, conhecimentos e vocação válidos para o fazer. E a minha preocupação, dúvida e incerteza, esbarra justamente nestas etapas.

Pelo que leio do Anúncio de procedimento n.º 10865/2018, publicado no Diário da República número 242, de 17 de Dezembro de 2018, Parte L, para contratos Públicos, da responsabilidade da CIMBAL – Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, e proprietária do Diário do Alentejo, ficam várias dúvidas no ar, e que parecem conduzir para uma candidatura pré-formatada à partida. Quero acreditar que não. Quero acreditar que haja um processo de recrutamento justo, democrático e transparente; um júri qualificado e honesto, sem tentações partidárias; candidatos de valor e, sobretudo, que impere a lisura em todas as etapas da escolha do futuro Director do Diário do Alentejo. Deixo a minha declaração de intenções: sou amigo leal do Paulo Barriga; sou colaborador do Diário do Alentejo desde 2008, sempre a título gracioso; sou fiel aos princípios da justiça e honradez.”

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Dez 20 2018

Beja

Publicado por João Espinho


foto: joão espinho
18-12-2018 – 7H23

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