Fev 12 2019

Beja – uma traição

Publicado por João Espinho

Foi uma conjugação de astros: o governo é do PS, a Câmara Municipal de Beja é do PS, a CIMBAL é do PS. E com este alinhamento de astros, os socialistas traem Beja e os seus cidadãos. Leiam e comentem o que escreve a Associação de Defesa do Património de Beja:


Museu Regional de Beja!!!

O Conselho de Ministros aprovou em Decreto-Lei na passada semana a passagem da tutela do Museu Regional de Beja para a Delegação Regional da Cultura do Alentejo, com sede em Évora. Hoje, dia 11 de Fevereiro de 2019, estiveram no Museu a senhora Delegada da Cultura do Alentejo e os representantes da CIMBAL para agilizar o processo de transferência.
Deste modo a CIMBAL transfere não só o edifício como todo o acervo do museu para aquela delegação. Quando se pensava que a transferência desta instituição cultural passaria, um dia, para a Câmara Municipal de Beja, acabou por ir parar a outras mãos.
A adpBEJA – Associação para Defesa do Património Cultural da Região de Beja tem muitas questões a colocar ao destino deste filho mau amado que foi sempre o Museu. Parece que se andou a passar a bola de umas mãos para outros, como se queimasse.

O que pensam os bejenses disto?”
Se isto não é uma traição, digam-me o que é.

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Fev 09 2019

Paulo Arsénio e o Diário do Alentejo

Publicado por João Espinho

Durante a “novela” em que se transfomou o “saneamento” de Paulo Barriga da direcção do Diário do Alentejo, houve um profundo silêncio por parte dos diversos actores afectos ao Partido Socialista e com responsabilidades directas em todo este processo. O silêncio que mais me incomodou, e que se transformou num sublime acto de cobardia, veio da parte de Paulo Arsénio, presidente da Câmara de Beja. Um silêncio que, para alguns, resulta do seu feitio apaziguador, tolerante, isto é , a característica do tal “bom moço” que um dia decidiu candidatar-se (e ganhar) à presidência da CMB.
Se é verdade que qualquer político deve manter-se em silêncio sempre que o discurso o possa beliscar ou prejudicar, no caso de PA a coisa tinha ares de uma certa estranheza. Campeão de “posts” no Facebook, onde se auto-elogia pela obra que está a ser feita, que vai ser feita, ou que ele quer venha a ser feita, no caso do Diário do Alentejo, o silêncio do presidente da Câmara de Beja não foi nada inocente. Incapaz de reconhecer publicamente o trabalho feito por Paulo Barriga, Paulo Arsénio deu a entender que queria passar pelas gotas de água sem se molhar. Foi por pouco tempo. Com tanta coisa a acontecer na cidade e no concelho, Arsénio decide, ontem, num dos seus escritos na rede social, promover um trabalho (video) do actual Director do DA ( o tal que ganhou o concurso por ser barato e saber fazer videos). Paulo Arsénio pode escrever o que entender, a página no FB é sua, mas não se pode esquecer que é presidente de uma Câmara e que está sujeito ao escrutínio dos munícipes. E que as eleições se ganham nas urnas, precisamente no mesmo local onde elas se perdem.
Mais uma vez, está mal!

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Fev 08 2019

Bom fim de semana

Publicado por João Espinho

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Fev 08 2019

Correio Alentejo

Publicado por João Espinho

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Fev 03 2019

Festival do Cogumelo

Publicado por João Espinho

Cabeça Gorda, no concelho de Beja, será palco, entre os dias 8 e 10 de Março de 2019, de mais uma edição do Silarca Festival do Cogumelo, organizado pela junta de freguesia. De acordo com a autarquia, o festival “é um evento que celebra os recursos silvestres e micológicos, ancestral prática na gastronomia local, enquanto valor patrimonial de excelência cruzando os saberes tradicionais, o cante e os produtos naturais”.

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Fev 01 2019

Bom fim de semana

Publicado por João Espinho

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Fev 01 2019

Beja – 1985

Publicado por João Espinho

Foi na madrugada de 31 de Janeiro para 1 de Fevereiro de 1985. Atentado bombista das FP25 no Bairro Alemão.
Alguém se recorda?

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Jan 31 2019

Joana e os jornalistas

Publicado por João Espinho

Transcrevo o que Pedro Correia escreve no Delito de Opinião:

“Que tenha sido uma psicóloga, num espaço televisivo de comentário político, a revelar ao País aquela que foi até agora a notícia mais importante do ano, divulgando a lista dos megadevedores da Caixa Geral de Depósitos, paga com o dinheiro de todos nós, é algo que devia envergonhar toda a classe jornalística. A começar por alguns directores de publicações, que continuam a ser pagos a peso de ouro por empresas tecnicamente falidas.

Nas últimas duas décadas, proliferaram como cogumelos os jornalistas especializados na “área económica”. Deviam ter sido estes – ao menos um deles – a difundir aos portugueses a informação que Joana Amaral Dias divulgou, prestando assim um autêntico serviço público. Tal como deviam ter sido eles a alertar em devido tempo para os riscos sistémicos da governação Sócrates, em irresponsável conúbio com o Grupo Espírito Santo, instrumentalizando e depauperando grupos empresariais como a PT e a CGD.

A diferença, neste caso, é que Joana Amaral Dias nunca aceitou férias milionárias na neve, pagas por Ricardo Salgado, que assim – durante anos – foi comprando o silêncio de directores e editores de órgãos “de referência” na comunicação social. Será também ela a revelar-nos um dia a tal misteriosa lista de avençados do Grupo GES que nenhum “jornalista de investigação” até hoje conseguiu trazer a público?”

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Jan 31 2019

Confrarias

Publicado por João Espinho

Bebem-se uns copos, provam-se uns petiscos e, no final, mandam-se uns vivas à república ( ou talvez à monarquia). Pelo meio, arrotam-se umas ideias sobre os projectos do Portugal 2020. E assim nasce uma Confraria. (leia aqui). Viva!

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Jan 30 2019

Correio Alentejo

Publicado por João Espinho

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Jan 30 2019

Caixa de Pandora

Publicado por João Espinho


Abriram-na, agora não a conseguem fechar…

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Jan 28 2019

Bruno Ferreira despede-se do Diário do Alentejo

Publicado por João Espinho

Com uma crónica que vale a pena ler, pela sua acutilância, pelas verdades que não oculta, pela realidade que “destapa”.

Começo pelo fim. Diz Bruno Ferreira:
“E assim terminam 10 anos de colaboração com este que, pelas mãos do Paulo Barriga e da sua equipa, se tornou num órgão de referência no Alentejo, com especial enfoque no Baixo Alentejo, e em toda a sua diáspora. Sim, porque eu não confundirei, nunca, o Baixo Alentejo com o que quer que mais seja. Terei vincada em mim, enquanto respirar, essa identidade. Ensiná-la-ei aos meus filhos, partilhá-la-ei com os meus amigos. Sou Baixo Alentejano. Por mais Costas, Passos, Cavacos ou Sócrates que apareçam a tentar branquear a história, a identidade, a cultura desta região e das suas gentes.
Vou ter saudades deste namoro com o DA. Vou ter saudades de ler os sumarentos editoriais do Paulo. Vou ter saudades de conhecer as notícias, o contraditório, a procura das verdades, o jornalismo na sua verdadeira essência, ao virar de cada página. Nunca me foi dito, mas sempre me pareceu que este jornal partilhava das minhas (e eu das dele) convicções sobre o que foi, é e deve ser o Baixo Alentejo. Da mesma forma que denunciava a desfragmentação consistente de uma cidade milenar e, consequentemente, de toda a sua região. Talvez por isso, pela assunção dessa liberdade de pensamento, tudo ficará por aqui. Até um dia. Obrigado Paulo, pela confiança na minha pena. Continuarei a acompanhar-te por onde andares a pensar, a investigar, a escrever. Obrigado também aos leitores por estes dez anos. Até já.”

E na sua crónica, um diálogo:

“- Pai, onde é que tu nasceste?
– O Pai nasceu em Beja, filho.
– Em Beja nascem bebés, Pai?
– Quando o Pai nasceu, sim, filho, nasciam bebés em Beja.
– Foi em casa da avó?
– Não, foi no Hospital, amor.
– E havia Hospital em Beja?
– Pois havia. E chegou a ser um belo Hospital. Iam pessoas de todas as terras do Baixo Alentejo para serem tratadas, para irem ao senhor doutor, para terem filhos…
– O que é o Baixo Alentejo, Pai?
– Filho… o Baixo Alentejo foi a região em que o papá nasceu.
– Mas tu não és só Alentejano?
– Mais do que Alentejano o Pai é Baixo Alentejano. Era o nome que se dava antigamente à região de Beja. E o pai vai ser sempre Baixo Alentejano. Mesmo que agora tu já não aprendas isso na escola, amor.
– E porque é que já não existe esse Baixo Alentejo, nem o Hospital de Beja, e os bebés já não nascem em Beja, Pai?
– Filho… porque tem havido muitos Governos que…
– O que é que são Governos, Pai?
– O Governo é como se fosse o chefe; o chefe de Portugal.
– A sério? Ele é que manda em tudo em Portugal?
– Em quase tudo, sim, filho. Ele e mais uns quantos ajudantes. E esses senhores não gostam que Beja tenha um Hospital; que nasçam bebés em Beja; que exista o tal Baixo Alentejo, e tudo o que fica perto de Beja eles mandam fechar. Olha a estrada: quando vamos visitar a avó, a Beja, como é que é a estrada?
– Ena! Aquela estrada aos altos e baixos, que parece as ondas do mar, Pai? Até fico enjoado! É naquela estrada em que eu e o mano acordamos sempre com o carro todo a abanar, pois é, Pai?
– É essa sim, filho. Chama-se IP8, mas é um velho caminho, o Pai já lá passava quando tinha a tua idade e já essa estrada era velha, cheio de buracos, sem bermas… – É muito perigosa, pois é, Pai?
– É sim, filho. Por isso é que temos de ir devagarinho e chegamos sempre tão tarde a casa da avó.
– E se tu escrevesses uma carta ao chefe de Portugal? Para ele tratar bem de Beja? Eu gosto muito de ir a Beja, Pai.
– Ainda bem, amor. O Pai também gosta muito de estar em Beja, e é muito bom que tu, sendo lisboeta, também gostes de Beja. O Pai já escreveu essa carta ao chefe de Portugal, amor. A explicar que Beja, e as pessoas todas que lá vivem, e que vivem em todas as terras nessa região, que já são velhinhas…
– Como a avó, pois é? A avó precisa dum hospital porque já está velhinha…
– Sim, a avó e todas as pessoas. Foi o que o Pai disse ao chefe: Beja precisa de um hospital, de uma estrada, de um comboio, do aeroporto a funcionar…
– E o que é que o chefe disse, Pai? Vai fazer essas coisas? Se ele é chefe, é só ele dizer para fazerem essas coisas que são mesmo importantes para a avó e para todas as pessoas que vivem em Beja e no Alentejo de Baixo, pois é?
– Baixo Alentejo, amor. Era assim que se chamava. E que para o Pai irá chamar-se sempre.
– Sim, mas o chefe disse o quê à tua carta?
– Nada, filho… o chefe não disse nada, amor…Olha, traz ali o jornal ao Pai, trazes?
– Sim, Pai. Este? O Diário do Alentejo?
– Esse mesmo, meu amor. Andá cá sentar-te ao colo do Pai e vamos ler o jornal.
“

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