A confirmação que temos 2 reais candidatos. Arsénio e Catita. O resto foram bibelô’s
Picado já desistiu, Palma Ferro é o típico gajo porreiro para beber copos, mas nada mais do que isso, Madalena Figueira embora melhor que debate da rádio, pouco mais que fez gastar oxigênio.
Arsénio têm muitos quilômetros disto, mas parece que o noto cansado, já não têm a mesma energia das outras corridas. Mas como têm o conhecimento das pastas, parece sempre melhor preparado que os outros.
Catita para mim o vencedor, notei-o mais calmo em relação ao debate da rádio, melhor articulação de ideias.
Acho que Catita descolou para a vitória.
Hahahah ver um debate destes e dizer que o Catita descolou para a vitória é mesmo querer vender um argumento sem pés nem cabeça. Oh Carneiro deixa-te invenções pá! Alguma vez o catita tem condições para ganhar a câmara? A quantidade de coisas que quer revolucionar em Beja, nem em 50’anos e nem com um poço de petróleo! Vamos lá a ter um bocadinho de noção se fazem favor!
A minha análise:
– Madalena Figueira: Revelou que era totalmente contra o turismo, o agro-negócio, a expansão da cidade. Na opinião dela os emigrantes deveriam ser colocados nas casas devolutas no centro histórico. Discurso alinhado com as “instruções de cima”. Se a nível nacional o BE anda nos 2\3%, duvido que aqui chegue a esses números.
– Vitor Picado: Encerrou a caminhada politica. Totalmente amorfo, inibido. Não há novidade no discurso, nas propostas. Penso que já interiorizou que a sua própria eleição irá ser complicada. Repetiu pela enésima vez a cassete dos “15 ou 17 milhões perdidos”. Nunca conseguiu passar a imagem de que foi oposição, mesmo com 3 vereadores.
– Palma Ferro: Tenho a dizer que nutro estima pessoal em virtude de ter sido meu professor no liceu. Mas nitidamente está fora de pé nisto. Não está talhado para a politica. Começa bem, mas depressa se perde, se desorienta. O discurso deixa de ser fluido, conexo, não passa mensagem nenhuma. A ideia forte foi a conclusão da A26 até Beja, e depois era a “roda dos ratos”… tudo aparecia, tipo geração espontânea. O investimento, o crescimento, era tudo resultado da A26. No fundo fica a ideia já corrente na cidade, é boa pessoa, mas o séquito que o acompanha, mete medo ao susto. Já tinha dito que o debate era a prova do algodão para ele. Falhou.
– Paulo Arsénio: Como o melhoral, nem bem nem mal, igual a si próprio. Bom tribuno com a enorme vantagem de conhecer as pastas todas( a tal crítica que passa tudo por ele), sabe números, concursos, adjudicações, negociações na ponta da língua. Começou por dizer que não ia puxar pelos louros das negociações e pressões que fez junto ao poder central, mas foi exactamente o que fez, o que não deixa de ser irónico, pois está sempre a rebater propostas de outros candidatos com o argumento que não compete ao poder local. Não compete a decisão, mas compete a exposição, sensibilização e pressão.
Lançou o trunfo das 200 e tal habitações de rendas sociais.
Penso que no íntimo lhe corra o pensamento de não ser reeleito. O que lhe condicionou o habitual desdém com que trata os outros.
– David Catita: Se a vitória lhe escapar, será por pouco. Muito melhor que no debate da Rádio. Apresenta ideias e projectos disruptivos para a cidade. Saí do discurso tradicional do Chega que não fala em pura expulsão de emigrantes, mas sim dar-lhes dignidade, habitação e condições.
A folha explicativa do porque de se mexer na RAN foi arrasadora, e percebe-se porque de Évora tem crescido e Beja fique a marcar passo. Penso que marcou pontos também quando falou em construir não só habitação social, mas igualmente habitação para a classe média, que mais ninguém fala nisso.
A aposta na revolução da ferrovia é clara, novamente com ideias e propostas em concreto, porque dizer que temos que melhorar só porque sim e porque faz falta, todos eles dizem isso. Há anos!
Estas foram para mim as ideias chave que fiquei do debate, obviamente outras opiniões haverá.
Penso que a disputa final será entre Arsénio e Catita, mas parece-me que Catita ligou o pisca e meteu o pé a fundo.
Paulo Arsénio – ao seu estilo, a debitar matéria, sempre muito conhecedor dos números e das datas, sempre em modo defensivo. Falou num novo ciclo, mas não concretizou. Longe da energia que demostrou contra o Rocha em 2017. Vê se que está cansado. 6/10
Vitor Picado – falou bem, muito escorreito a tecer críticas, com pouco sumo nas soluções. Atento, atacou o Goverbo AD com os fundos para a ferrovia. O esforço está todo lá, às vezes até falou fora de vez para acrescentar mais pontos. Pena não ter hipóteses! 7/10
Nuno Palma Ferro – tenta assumir o papel de “embaixador”, puxando por Beja junto do Governo Central, papel que até lhe assenta bem. A falar de soluções não é muito eficiente, embora melhor ontem do que no debate da Rádio Pax. Melhor que os demais, embora ligeiramente – 8/10
David Catita – tem boa presença e fala bem, embora tenha acusado talvez a inexperiência e ontem não tenha estado tão bem como noutras ocasiões. Falou da segurança, um tema importante e sempre caro ao Chega. Não deve insistir tanto em projetos megalómanos e concentrar-se mais em projetos fazíveis.7/10
Madalena Figueira – não consegue despir a camisola do partido e isso, em Beja, onde o BE nunca teve força, torna-se um espartilho. Boa medida a das urbanas, mas de resto não saiu do seu quintal – 5/10
Debate morno, onde ninguém se destacou propriamente e não vai ser por aqui que se decide.
@Ze do Monte – Lamento a desilusão, mas falhou redondamente. Até sei quem é a pessoa em epígrafe mencionada, mas já participo neste blogue ainda ele militava no PPM. Pensava que estava dar um tiro no porta aviões, mas afinal só meteu água.
No entanto o seu estilo de escrita e agressividade desmascara-o completamente não é Sr. Chili?
Compreendo que as coisas não andem famosas por aí, e exista até algum desorientamento, compreendo que a chegada do Chega e da candidatura do Catita lhe viesse dar cabo das contas, mas as coisas são o que são!
Como foi mesmo que o apelidaram noutro blogue local? ministro da propaganda do Iraque? Magou-o não foi?
David Catita tem dois handicaps grandes na sua candidatura , um é a candidatura de um indivíduo , a Presidente de Junta da cidade , que é arguido em mais processos que o Sócrates. Outro é a candidatura a vereadora de Senhora , que diariamente se pavoneia pelas Portas de Mértola, cuja profissão/actividade profissional é desconhecida. Catita vai perder por incapacidade de arranjar parceiros com credibilidade , pois foi-se apoiar em chungaria da Cidade.
@Ze do Monte – Têm de se informar sobre a diferença entre dívida operacional vs dívida financeira. Peça a alguém no seu partido que perceba de economia, que lhe explique antes de vir para aqui dizer barbaridades.
Se me vier dizer que as propostas do Catita são impossíveis de realizar num mandato, poderia concordar consigo, agora dizer que é preciso achar um poço de petróleo… santa ignorância.
Se dúvidas houvessem, a vitória é do Catita. Assertivo, com ideias concretas, vontade de mudar não lhe falta! Claramente uma candidatura diferente, daquilo a que muitos associam os candidatos/candidaturas do Chega, sem lavagens de roupa suja, sem resposta a provocações constantes nas redes sociais, vão trilhando o seu caminho com calma, um dia de cada vez, desengane-se quem pense que aqueles candidatos não sabem o que andam a fazer e o que querem fazer.
O Arsénio não é mais inteligente que os outros, debita números porque está na câmara há oito anos, e mau seria se não os soubesse, e parece mais preparado, o que na prática não é verdade, simplesmente tem uma memória invejável. O Palma Ferro, coitadinho, tem lá postura de presidente de câmara, com aquelas “investidas” que mais parece que está prestes a ter um colapso, a tentar não se atrapalhar, mas sem presença nenhuma, nem carisma! O Picado, outra nulidade, sempre com as mesmas frases feitas, mas alguém ainda vota no comunismo? Posto isto espero que o Chega consiga ganhar, é difícil mas não impossível, mas a mudança real tem de começar de alguma maneira!
Madalena mais solta e a tocar em pontos pertinentes que devem ser sempre equacionados.
O Nuno não é politico mas poderia ao menos ter propostas diretas, promessas de compromisso, uma visão que mobilizasse e entusiasmasse. Nada.
O Picado devia explicar como geria 4 anos de governação se por milagre ganhasse. quanto tempo leva o tal Observatório a deliberar e a estudar as medidas estruturais necessárias?? Quanto tempo a apresentar projetos efetivos? Quanto tempo para arranjar financiamento? Aprovação? Concursos? etc,etc… delírios de um partido em extinção.
O Paulo apresenta obra, aponta caminhos, mas não entusiasma, comunicou mal ao longo destes anos e possivelmente vai continuar a pagar por isso nas urnas. Será que consegue o 3º mandato??
O Catita tem vontade, o Chega foi o veiculo, as ideias são disruptivas, ambiciosas e passiveis de discussão, Será que convence o eleitorado??
No que me toca, esperava dele, devido á sua formação, uma visão mais ambiental e ecológica.
Se a agricultura é o grande motor económico da região, quando se fala em qualidade de vida, ela passa por nos mobilizarmos, como comunidade, na exigência de práticas sustentáveis, protetoras da biodiversidade e dos recursos . E isso também é politica, que passa por mais fiscalização e prioridade a projetos nesse sentido.
O Montenegro veio inaugurar a residência do IPB mas no Facebook da câmara a estrela principal é a vereadora e candidata do PS que aparece em quase todas as fotografias a sorrir para o operador de serviço. Quem não gostou foi o vereador Marreiros que as rádios locais tinham anunciado que ia representar a câmara como vice-presidente.
@ATENTO Por acaso foi um situação que igualmente reparei, em 13 fotos, do face da CMB, aparece 8 vezes a Sr. candidata nº2 do PS.
Sinais do tempo?
Para mim, está a haver uma clara passagem de testemunho, Arsénio não vai ganhar e não irá assumir lugar de vereação.
Há necessidade de promover o que irá ser o rosto da oposição.
Beja, enquanto cidade, concelho e capital de Distrito possui um dos maiores potenciais de desenvolvimento do País, contudo encontra-se refém da:
1) Falta de visão, fragilidade e peso politico (nº de deputados), atores locais, capacidade de lobby,… (O estado atual a que
Beja chegou, e o nível dos debates e propostas apresentadas relativas às próximas eleições autárquicas, são bem
reveladores e falam por si!)
2) Subtileza das forças e entidades externas que condicionam o desenvolvimento de Beja e do Baixo Alentejo:
a) PATRIMÓNIO E CULTURA – Qualquer intervenção pública ou por parte de privados no Centro histórico, é mais morosa (anos), e muito mais cara do que em zonas mais novas da cidade, não existindo mecanismos de apoio e suporte técnicos e financeiros de apoio a quem possui imóveis no centro histórico da cidade. (Por este motivo muitas casas se encontram encerradas, onde muitos proprietários aguardam pareceres às suas pretensões nesta zona da cidade, ou veem embargada a sua pretensão aquando de achados arqueológicos, que têm custos para os próprios). Esta situação empurra muitos para o aluguer do património existente tal como o mesmo se encontra! ( o que justifica em parte o enorme número de migrantes no Centro da cidades a viver em instalações sem o mínimo de dignidade)
Vila Romana de Pisões outro exemplo da Gestão e dependência de entidades Externas (fechado)
b) ACESSIBILIDADES – Infraestruturas de Portugal. Vários exemplos:
a. a intervenção atual do IP8 torna a vida impossível para quem tenha de utilizar esta estrada diariamente, procurando já
alternativas por Ervidel-Canhestros, ou por Évora (Pura e simplesmente inadmissível o planeamento e execução da obra,
sem o mínimo de respeito pelos utentes da via.
b. Quanto à A26 infelizmente com a requalificação em curso do IP8 vai ser uma miragem por muitos anos (quem avança com
datas e valores???)
c. Ferrovia (Transporte que é a aposta das economias emergentes). Em relação a Beja nem o material circulante (híbrido
prometido!), nem o lançamento da eletrificação entre Casa Branca e Beja, com o imperativo terminal para carga e
passageiros no aeroporto, para quando? e no que toca à ligação de Beja à Funcheira, para quando??? (Mais do que a A26
(que é importante), o que promoveria Beja e a aproximaria de Lisboa e Algarve seria a Ferrovia, reduzindo
tempo\distância, permitindo mobilidade para viver e trabalhar neste eixo, onde Beja pela qualidade de vida e possibilidade
de aposta na habitação a preço moderado, poderia ser um novo centro do Sul.
d. Rede de transportes – Atualmente quem quiser vir de Lisboa para Beja a partir das 20h, já dificilmente consegue
transportes públicos.
Para ir de Beja para Lisboa, por autocarro o trajeto é já maioritariamente via Èvora. Por ferrovia é o tormento conhecido
com mudança em Casa Branca. Quem venha para se deslocar às freguesias rurais, a adegas, outros pontos de interesse.
tem imensa dificuldade na sua mobilidade, a qual também afeta obviamente e sobretudo trabalhadores que diariamente
tem de se deslocar sem transporte próprio)
c) AEROPORTO DE BEJA – A gestão Militar e a gestão e visão\dependência da conceção da ANA aeroportos, condicionam muito dos seus possíveis usos, onde este poderia ser um domínio de afirmação de Beja, quer em termos de zona logística com espaço para expansão, onde a atual placa já é pequena, (curiosamente ou não, matéria não explorada pelos candidatos ao município de Beja).
Os voos de privados tem crescido exponencialmente, mas destinam-se sobretudo a pessoas que vão para Troia e a Comporta, mais uma vez oportunidades a passarem ao lado de Beja. Beja tinha de investir num Centro de Congressos e atrair eventos internacionais, viabilizados pela existência desta infraestrutura.
d) ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO – A recente revisão do PDM de Beja, por equipas externas desconhecedoras da realidade e potencial da região, a que se soma, a falta de visão e ambição, as condicionantes da REN, imposições europeias e nacionais nestes processos, deixam uma cidade média em espaço rural, como Beja, sem espaços com dimensões adequados aos novos desafios do mundo Rural, do regadio, do agronegócio, da Logística,…
e) ENSINO – Sendo o IPBeja um importante ativo do baixo Alentejo, seria importante comparar o número de alunos e oferta de cursos com Évora, e depois qual o peso da oferta de Beja a nível nacional. Sem uma oferta ajustada aos novos tempos, e com uma dimensão que impacte no desenvolvimento de Beja (onde encerrar cursos e abrir novos é algo complexo e mais uma vez estamos dependentes). Importa um trabalho em rede e marketing territorial que atraia alunos não só do país , mas do mundo para Beja, onde encontrem qualidade de vida, vida académica e sobretudo uma Qualificação diferenciadora. Fator Positivo que pode ajudar e merece relevo: A nova Residência do IPBeja
f) COMÉRCIO LOCAL – De registar o GRITO de desespero dos Comerciantes no debate no NERBE AEBAL, que não conseguem mais pagar rendas, funcionários e impostos, pois não há pessoas a visitar e comprar em Beja, cuja população é diminuta e empurrada para as grandes superfícies fora da cidade.
Beja não possui fluxos turísticos organizados ( mas poderia ter). O que anda a fazer a Associação comercial, a ERTA, o município,..…?? Sugestão – criar urgentemente programas e circuitos semanais (que valorizem o que já temos (Castelo, muralhas, Igrejas, Museus, Cante, Gastronomia, galerias,..) que tragam semanalmente a Beja pessoas que visitem a cidade, o seu centro histórico, a zona comercial\pedonal e estimulem o comercio existente (em coma)
Os eventos que a cidade realiza calendarizados ao longo do ano, são importantes, mas não sustentam e são insuficientes para viabilizar o atual comércio local, que também tem de se adequar em oferta e horários.
Seria interessante ver o resto da campanha de forma positiva a responder a estes desafios!
A Aposta por parte de vários Governos em transformar Évora na capital do Alentejo, o sucessivo esvaziamento de Beja, e a sua dependência de Évora (em muitos domínios), a que se poderiam somar outros interesses existentes, são uma realidade que condiciona o nosso desenvolvimento.
Independentemente de quem ganhe as eleições autárquicas, tem de se perceber, que sem lobby, sem espírito de União, sem visão, sem força política, temos o caminho mais dificultado.
As forças externas que condicionam Beja são muitas, mas o Potencial de Beja e do Baixo Alentejo é maior!
Por isso temos de imediato de jogar mão do que já temos, dos trunfos que possuímos (e são muitos) no fundo daquilo que nos diferencia, que depende de nós e nos une!
25 de Setembro de 2025 às 21:58
A confirmação que temos 2 reais candidatos. Arsénio e Catita. O resto foram bibelô’s
Picado já desistiu, Palma Ferro é o típico gajo porreiro para beber copos, mas nada mais do que isso, Madalena Figueira embora melhor que debate da rádio, pouco mais que fez gastar oxigênio.
Arsénio têm muitos quilômetros disto, mas parece que o noto cansado, já não têm a mesma energia das outras corridas. Mas como têm o conhecimento das pastas, parece sempre melhor preparado que os outros.
Catita para mim o vencedor, notei-o mais calmo em relação ao debate da rádio, melhor articulação de ideias.
Acho que Catita descolou para a vitória.
26 de Setembro de 2025 às 7:57
Hahahah ver um debate destes e dizer que o Catita descolou para a vitória é mesmo querer vender um argumento sem pés nem cabeça. Oh Carneiro deixa-te invenções pá! Alguma vez o catita tem condições para ganhar a câmara? A quantidade de coisas que quer revolucionar em Beja, nem em 50’anos e nem com um poço de petróleo! Vamos lá a ter um bocadinho de noção se fazem favor!
26 de Setembro de 2025 às 9:26
A minha análise:
– Madalena Figueira: Revelou que era totalmente contra o turismo, o agro-negócio, a expansão da cidade. Na opinião dela os emigrantes deveriam ser colocados nas casas devolutas no centro histórico. Discurso alinhado com as “instruções de cima”. Se a nível nacional o BE anda nos 2\3%, duvido que aqui chegue a esses números.
– Vitor Picado: Encerrou a caminhada politica. Totalmente amorfo, inibido. Não há novidade no discurso, nas propostas. Penso que já interiorizou que a sua própria eleição irá ser complicada. Repetiu pela enésima vez a cassete dos “15 ou 17 milhões perdidos”. Nunca conseguiu passar a imagem de que foi oposição, mesmo com 3 vereadores.
– Palma Ferro: Tenho a dizer que nutro estima pessoal em virtude de ter sido meu professor no liceu. Mas nitidamente está fora de pé nisto. Não está talhado para a politica. Começa bem, mas depressa se perde, se desorienta. O discurso deixa de ser fluido, conexo, não passa mensagem nenhuma. A ideia forte foi a conclusão da A26 até Beja, e depois era a “roda dos ratos”… tudo aparecia, tipo geração espontânea. O investimento, o crescimento, era tudo resultado da A26. No fundo fica a ideia já corrente na cidade, é boa pessoa, mas o séquito que o acompanha, mete medo ao susto. Já tinha dito que o debate era a prova do algodão para ele. Falhou.
– Paulo Arsénio: Como o melhoral, nem bem nem mal, igual a si próprio. Bom tribuno com a enorme vantagem de conhecer as pastas todas( a tal crítica que passa tudo por ele), sabe números, concursos, adjudicações, negociações na ponta da língua. Começou por dizer que não ia puxar pelos louros das negociações e pressões que fez junto ao poder central, mas foi exactamente o que fez, o que não deixa de ser irónico, pois está sempre a rebater propostas de outros candidatos com o argumento que não compete ao poder local. Não compete a decisão, mas compete a exposição, sensibilização e pressão.
Lançou o trunfo das 200 e tal habitações de rendas sociais.
Penso que no íntimo lhe corra o pensamento de não ser reeleito. O que lhe condicionou o habitual desdém com que trata os outros.
– David Catita: Se a vitória lhe escapar, será por pouco. Muito melhor que no debate da Rádio. Apresenta ideias e projectos disruptivos para a cidade. Saí do discurso tradicional do Chega que não fala em pura expulsão de emigrantes, mas sim dar-lhes dignidade, habitação e condições.
A folha explicativa do porque de se mexer na RAN foi arrasadora, e percebe-se porque de Évora tem crescido e Beja fique a marcar passo. Penso que marcou pontos também quando falou em construir não só habitação social, mas igualmente habitação para a classe média, que mais ninguém fala nisso.
A aposta na revolução da ferrovia é clara, novamente com ideias e propostas em concreto, porque dizer que temos que melhorar só porque sim e porque faz falta, todos eles dizem isso. Há anos!
Estas foram para mim as ideias chave que fiquei do debate, obviamente outras opiniões haverá.
Penso que a disputa final será entre Arsénio e Catita, mas parece-me que Catita ligou o pisca e meteu o pé a fundo.
26 de Setembro de 2025 às 10:03
Paulo Arsénio – ao seu estilo, a debitar matéria, sempre muito conhecedor dos números e das datas, sempre em modo defensivo. Falou num novo ciclo, mas não concretizou. Longe da energia que demostrou contra o Rocha em 2017. Vê se que está cansado. 6/10
Vitor Picado – falou bem, muito escorreito a tecer críticas, com pouco sumo nas soluções. Atento, atacou o Goverbo AD com os fundos para a ferrovia. O esforço está todo lá, às vezes até falou fora de vez para acrescentar mais pontos. Pena não ter hipóteses! 7/10
Nuno Palma Ferro – tenta assumir o papel de “embaixador”, puxando por Beja junto do Governo Central, papel que até lhe assenta bem. A falar de soluções não é muito eficiente, embora melhor ontem do que no debate da Rádio Pax. Melhor que os demais, embora ligeiramente – 8/10
David Catita – tem boa presença e fala bem, embora tenha acusado talvez a inexperiência e ontem não tenha estado tão bem como noutras ocasiões. Falou da segurança, um tema importante e sempre caro ao Chega. Não deve insistir tanto em projetos megalómanos e concentrar-se mais em projetos fazíveis.7/10
Madalena Figueira – não consegue despir a camisola do partido e isso, em Beja, onde o BE nunca teve força, torna-se um espartilho. Boa medida a das urbanas, mas de resto não saiu do seu quintal – 5/10
Debate morno, onde ninguém se destacou propriamente e não vai ser por aqui que se decide.
26 de Setembro de 2025 às 13:47
@Ze do Monte – Lamento a desilusão, mas falhou redondamente. Até sei quem é a pessoa em epígrafe mencionada, mas já participo neste blogue ainda ele militava no PPM. Pensava que estava dar um tiro no porta aviões, mas afinal só meteu água.
No entanto o seu estilo de escrita e agressividade desmascara-o completamente não é Sr. Chili?
Compreendo que as coisas não andem famosas por aí, e exista até algum desorientamento, compreendo que a chegada do Chega e da candidatura do Catita lhe viesse dar cabo das contas, mas as coisas são o que são!
Como foi mesmo que o apelidaram noutro blogue local? ministro da propaganda do Iraque? Magou-o não foi?
26 de Setembro de 2025 às 14:26
David Catita tem dois handicaps grandes na sua candidatura , um é a candidatura de um indivíduo , a Presidente de Junta da cidade , que é arguido em mais processos que o Sócrates. Outro é a candidatura a vereadora de Senhora , que diariamente se pavoneia pelas Portas de Mértola, cuja profissão/actividade profissional é desconhecida. Catita vai perder por incapacidade de arranjar parceiros com credibilidade , pois foi-se apoiar em chungaria da Cidade.
26 de Setembro de 2025 às 19:46
@Ze do Monte – Têm de se informar sobre a diferença entre dívida operacional vs dívida financeira. Peça a alguém no seu partido que perceba de economia, que lhe explique antes de vir para aqui dizer barbaridades.
Se me vier dizer que as propostas do Catita são impossíveis de realizar num mandato, poderia concordar consigo, agora dizer que é preciso achar um poço de petróleo… santa ignorância.
26 de Setembro de 2025 às 21:12
Se dúvidas houvessem, a vitória é do Catita. Assertivo, com ideias concretas, vontade de mudar não lhe falta! Claramente uma candidatura diferente, daquilo a que muitos associam os candidatos/candidaturas do Chega, sem lavagens de roupa suja, sem resposta a provocações constantes nas redes sociais, vão trilhando o seu caminho com calma, um dia de cada vez, desengane-se quem pense que aqueles candidatos não sabem o que andam a fazer e o que querem fazer.
O Arsénio não é mais inteligente que os outros, debita números porque está na câmara há oito anos, e mau seria se não os soubesse, e parece mais preparado, o que na prática não é verdade, simplesmente tem uma memória invejável. O Palma Ferro, coitadinho, tem lá postura de presidente de câmara, com aquelas “investidas” que mais parece que está prestes a ter um colapso, a tentar não se atrapalhar, mas sem presença nenhuma, nem carisma! O Picado, outra nulidade, sempre com as mesmas frases feitas, mas alguém ainda vota no comunismo? Posto isto espero que o Chega consiga ganhar, é difícil mas não impossível, mas a mudança real tem de começar de alguma maneira!
26 de Setembro de 2025 às 23:32
Madalena mais solta e a tocar em pontos pertinentes que devem ser sempre equacionados.
O Nuno não é politico mas poderia ao menos ter propostas diretas, promessas de compromisso, uma visão que mobilizasse e entusiasmasse. Nada.
O Picado devia explicar como geria 4 anos de governação se por milagre ganhasse. quanto tempo leva o tal Observatório a deliberar e a estudar as medidas estruturais necessárias?? Quanto tempo a apresentar projetos efetivos? Quanto tempo para arranjar financiamento? Aprovação? Concursos? etc,etc… delírios de um partido em extinção.
O Paulo apresenta obra, aponta caminhos, mas não entusiasma, comunicou mal ao longo destes anos e possivelmente vai continuar a pagar por isso nas urnas. Será que consegue o 3º mandato??
O Catita tem vontade, o Chega foi o veiculo, as ideias são disruptivas, ambiciosas e passiveis de discussão, Será que convence o eleitorado??
No que me toca, esperava dele, devido á sua formação, uma visão mais ambiental e ecológica.
Se a agricultura é o grande motor económico da região, quando se fala em qualidade de vida, ela passa por nos mobilizarmos, como comunidade, na exigência de práticas sustentáveis, protetoras da biodiversidade e dos recursos . E isso também é politica, que passa por mais fiscalização e prioridade a projetos nesse sentido.
27 de Setembro de 2025 às 12:21
O Montenegro veio inaugurar a residência do IPB mas no Facebook da câmara a estrela principal é a vereadora e candidata do PS que aparece em quase todas as fotografias a sorrir para o operador de serviço. Quem não gostou foi o vereador Marreiros que as rádios locais tinham anunciado que ia representar a câmara como vice-presidente.
28 de Setembro de 2025 às 8:46
@ATENTO Por acaso foi um situação que igualmente reparei, em 13 fotos, do face da CMB, aparece 8 vezes a Sr. candidata nº2 do PS.
Sinais do tempo?
Para mim, está a haver uma clara passagem de testemunho, Arsénio não vai ganhar e não irá assumir lugar de vereação.
Há necessidade de promover o que irá ser o rosto da oposição.
29 de Setembro de 2025 às 19:00
Beja, enquanto cidade, concelho e capital de Distrito possui um dos maiores potenciais de desenvolvimento do País, contudo encontra-se refém da:
1) Falta de visão, fragilidade e peso politico (nº de deputados), atores locais, capacidade de lobby,… (O estado atual a que
Beja chegou, e o nível dos debates e propostas apresentadas relativas às próximas eleições autárquicas, são bem
reveladores e falam por si!)
2) Subtileza das forças e entidades externas que condicionam o desenvolvimento de Beja e do Baixo Alentejo:
a) PATRIMÓNIO E CULTURA – Qualquer intervenção pública ou por parte de privados no Centro histórico, é mais morosa (anos), e muito mais cara do que em zonas mais novas da cidade, não existindo mecanismos de apoio e suporte técnicos e financeiros de apoio a quem possui imóveis no centro histórico da cidade. (Por este motivo muitas casas se encontram encerradas, onde muitos proprietários aguardam pareceres às suas pretensões nesta zona da cidade, ou veem embargada a sua pretensão aquando de achados arqueológicos, que têm custos para os próprios). Esta situação empurra muitos para o aluguer do património existente tal como o mesmo se encontra! ( o que justifica em parte o enorme número de migrantes no Centro da cidades a viver em instalações sem o mínimo de dignidade)
Vila Romana de Pisões outro exemplo da Gestão e dependência de entidades Externas (fechado)
b) ACESSIBILIDADES – Infraestruturas de Portugal. Vários exemplos:
a. a intervenção atual do IP8 torna a vida impossível para quem tenha de utilizar esta estrada diariamente, procurando já
alternativas por Ervidel-Canhestros, ou por Évora (Pura e simplesmente inadmissível o planeamento e execução da obra,
sem o mínimo de respeito pelos utentes da via.
b. Quanto à A26 infelizmente com a requalificação em curso do IP8 vai ser uma miragem por muitos anos (quem avança com
datas e valores???)
c. Ferrovia (Transporte que é a aposta das economias emergentes). Em relação a Beja nem o material circulante (híbrido
prometido!), nem o lançamento da eletrificação entre Casa Branca e Beja, com o imperativo terminal para carga e
passageiros no aeroporto, para quando? e no que toca à ligação de Beja à Funcheira, para quando??? (Mais do que a A26
(que é importante), o que promoveria Beja e a aproximaria de Lisboa e Algarve seria a Ferrovia, reduzindo
tempo\distância, permitindo mobilidade para viver e trabalhar neste eixo, onde Beja pela qualidade de vida e possibilidade
de aposta na habitação a preço moderado, poderia ser um novo centro do Sul.
d. Rede de transportes – Atualmente quem quiser vir de Lisboa para Beja a partir das 20h, já dificilmente consegue
transportes públicos.
Para ir de Beja para Lisboa, por autocarro o trajeto é já maioritariamente via Èvora. Por ferrovia é o tormento conhecido
com mudança em Casa Branca. Quem venha para se deslocar às freguesias rurais, a adegas, outros pontos de interesse.
tem imensa dificuldade na sua mobilidade, a qual também afeta obviamente e sobretudo trabalhadores que diariamente
tem de se deslocar sem transporte próprio)
c) AEROPORTO DE BEJA – A gestão Militar e a gestão e visão\dependência da conceção da ANA aeroportos, condicionam muito dos seus possíveis usos, onde este poderia ser um domínio de afirmação de Beja, quer em termos de zona logística com espaço para expansão, onde a atual placa já é pequena, (curiosamente ou não, matéria não explorada pelos candidatos ao município de Beja).
Os voos de privados tem crescido exponencialmente, mas destinam-se sobretudo a pessoas que vão para Troia e a Comporta, mais uma vez oportunidades a passarem ao lado de Beja. Beja tinha de investir num Centro de Congressos e atrair eventos internacionais, viabilizados pela existência desta infraestrutura.
d) ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO – A recente revisão do PDM de Beja, por equipas externas desconhecedoras da realidade e potencial da região, a que se soma, a falta de visão e ambição, as condicionantes da REN, imposições europeias e nacionais nestes processos, deixam uma cidade média em espaço rural, como Beja, sem espaços com dimensões adequados aos novos desafios do mundo Rural, do regadio, do agronegócio, da Logística,…
e) ENSINO – Sendo o IPBeja um importante ativo do baixo Alentejo, seria importante comparar o número de alunos e oferta de cursos com Évora, e depois qual o peso da oferta de Beja a nível nacional. Sem uma oferta ajustada aos novos tempos, e com uma dimensão que impacte no desenvolvimento de Beja (onde encerrar cursos e abrir novos é algo complexo e mais uma vez estamos dependentes). Importa um trabalho em rede e marketing territorial que atraia alunos não só do país , mas do mundo para Beja, onde encontrem qualidade de vida, vida académica e sobretudo uma Qualificação diferenciadora. Fator Positivo que pode ajudar e merece relevo: A nova Residência do IPBeja
f) COMÉRCIO LOCAL – De registar o GRITO de desespero dos Comerciantes no debate no NERBE AEBAL, que não conseguem mais pagar rendas, funcionários e impostos, pois não há pessoas a visitar e comprar em Beja, cuja população é diminuta e empurrada para as grandes superfícies fora da cidade.
Beja não possui fluxos turísticos organizados ( mas poderia ter). O que anda a fazer a Associação comercial, a ERTA, o município,..…?? Sugestão – criar urgentemente programas e circuitos semanais (que valorizem o que já temos (Castelo, muralhas, Igrejas, Museus, Cante, Gastronomia, galerias,..) que tragam semanalmente a Beja pessoas que visitem a cidade, o seu centro histórico, a zona comercial\pedonal e estimulem o comercio existente (em coma)
Os eventos que a cidade realiza calendarizados ao longo do ano, são importantes, mas não sustentam e são insuficientes para viabilizar o atual comércio local, que também tem de se adequar em oferta e horários.
Seria interessante ver o resto da campanha de forma positiva a responder a estes desafios!
A Aposta por parte de vários Governos em transformar Évora na capital do Alentejo, o sucessivo esvaziamento de Beja, e a sua dependência de Évora (em muitos domínios), a que se poderiam somar outros interesses existentes, são uma realidade que condiciona o nosso desenvolvimento.
Independentemente de quem ganhe as eleições autárquicas, tem de se perceber, que sem lobby, sem espírito de União, sem visão, sem força política, temos o caminho mais dificultado.
As forças externas que condicionam Beja são muitas, mas o Potencial de Beja e do Baixo Alentejo é maior!
Por isso temos de imediato de jogar mão do que já temos, dos trunfos que possuímos (e são muitos) no fundo daquilo que nos diferencia, que depende de nós e nos une!