Arquivo da Categoria ‘Intimidades’

Nocturna

10 de Janeiro de 2005

“Odeio cada vez mais aqueles que usam a prepotência para esconder as suas fraquezas. Sem escrúpulos, usam e abusam do poder que detêm para condicionar e, se possível, aniquilar quem não lhes satisfaz os desejos.”

Este “nocturna” estava em rascunho. Publico-o hoje acrescentando: “as atitudes prepotentes identificam claramente quem as pratica”.

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POEMA (excerto)

29 de Dezembro de 2004

(…)
Beijas-me a face
E o meu corpo estremece,
Entrego-me
E ao contemplar-te
Sossego o meu olhar no teu.

As palavras traduzem o momento
Os gestos acompanham as palavras
E nos corpos que caiem
Os fluidos segregam-se
E unem-se numa paixão louca.

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Para ti!

22 de Dezembro de 2004

Talhado na penumbra,
Renasço ao amanhecer
De um dia em que o Sol queima
As cinzas do pretérito.

As sombras sorriem-me
Enquanto o Sol se eleva
Nesse céu que desejo
de uma imensa eternidade.

Passa o tempo
E as rosas elevam-se.
São elas a dar a cor
Aos segredos da terra.

Hoje tenho o Amor
E não brado o triunfo.
Deixo que o Sol
Ilumine o meu olhar.

E esse Sol tocou-me um dia
E despertou a alma adormecida.
És tu, sim, eu sei,
Quem me faz viver a luz.

Sei, sim, eu sei
Que és tu o meu Sol.

(16-9-2004)

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O teu olhar…

7 de Dezembro de 2004


foto: João Espinho

Distraído, passei pelo teu olhar
E fixei-me na expressão
De uns olhos dedicados.

Quando voltei a olhar
Senti a tormenta de uma emoção.

Não voltei a passar.
Porque fiquei colado
À emoção de um eterno olhar.

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POEMA

29 de Novembro de 2004

foto: douglas 

Nessa noite rompemos o vento,
E na penumbra do fogo
Soubemos que o silêncio
É a palavra que usamos,
Pois nos olhos sabemos ler
As letras dos nossos segredos.

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POEMA (Excerto) 11/2004

22 de Novembro de 2004

 foto: celine

“Com os teus braços aqueceste o meu corpo
Com teus beijos secaste o meu suor.
As tuas mãos foram as carícias
Que me embalaram de paixão e amor.
(…)
A noite cai. As estrelas brilham.
E os corpos descansam
De um êxtase constante.”

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POEMA (À Beira Mar)

11 de Novembro de 2004

À beira mar vi o teu corpo nu
Avançar para o caminho que desenhavas.
Entre o Sol que se tapava
E a Lua que se despia
Ali estavas entregue ao teu horizonte.

Esqueceste e eu esqueci
Que o Mundo é também nosso.
Basta que se olhe o Universo
Se sintam os astros e as marés,
E ali estamos nós acariciados
Pelas ondas da paixão.

Voltaste e sorriste-me
Como uma flor que se abre ao Sol.

Quando te respirei
Enchi-me de aromas salgados.
Quando te beijei
Experimentei o sabor da volúpia,
Logo que te abracei
Senti a fervor do teu corpo.

Quando nos amámos
Vi nos teus olhos o brilho intenso
De uma alma que se entrega.

Soube então recitar os versos
De uma paixão que se escreve
Num arco-íris de mil cores
Que enlaça o espírito dos amantes.

Nesse fim de tarde
Não fui poeta.
Fui o homem que te segredou
O silêncio do Amor eterno.

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NOCTURNA

11 de Novembro de 2004

“Quando se ama alguém, devemos aproveitar todas as oportunidades para lho dizer”.
E porque não também gritá-lo ao Mundo?

Para ti!

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MOMENTOS (5)

8 de Novembro de 2004

Olhaste-me e percebi no teu olhar
Uma expressão de súplica.
Horas antes pediras-me um abraço, um beijo.
Ofereci-te uma noite.

Agora, no momento em que partes,
Prometes-me o Universo.
Digo-te uma vez mais que Não
E soltas um gemido
Como se ele fosse o primeiro da tua vida.

Não, não é o Universo que quero.
Bastava-me uma estrela
Ou só mesmo a Lua
Mas o teu Mundo não cabe em mim.
Porque eu não o desejo.

Da paixão ficará a palavra.
Do Amor o desejo.
Adeus!

(2003 – Julho)

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NOCTURNA

8 de Novembro de 2004

“Perdi o medo da desilusão. De me desiludir. Serei mais eu a partir deste momento, em que a entrega é feita sem receios.”

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NOCTURNA

5 de Novembro de 2004

“As minhas sinapses nocturnas são, sem dúvida, profundas, mas nem por isso mais luminosas.
Não sei se por se tratarem de sentimentos, sensações e respostas emocionais ocorridas na penumbra do travesseiro, mas é um facto que prefiro observar esta movimentação de neurónios à luz do dia.”

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MOMENTOS (4)

2 de Novembro de 2004

Fecho os olhos
Sentado em frente a uma folha de papel
Que se mantém branca
E espera a minha escrita.

Deixo que as fantasias
Me transmitam a sensação
Do discurso que não existe
Das palavras que não ocorrem.

E sinto que no coração
As palavras batem
Como se fossem sentimentos
Fortes e suaves.

Nos sonhos olho o teu rosto
Descubro os teus lábios
Ouço as tuas palavras
Acaricio o teu rosto.

E sinto que tudo mudou!

Porque entraste no meu mundo
Dando-lhe a luz que se apagava
O sorriso que se ausentara
A alegria que murchara!

Sei agora outra vez
Dar sentido à palavra
Que não se esgotou
E que renasce todos os dias.

Queres falar de Amor comigo?

(2003 – junho)

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