Arquivo da Categoria ‘Intimidades’
Hoje
22 de Janeiro de 2008da pele
15 de Janeiro de 2008Prestem atenção senhores ouvintes
14 de Janeiro de 2008Não sou muito de vir para aqui relatar episódios da minha vida particular.
Mas não resisto a este, até porque fui provocado.
Pouco antes do Natal, numa conversa ao telemóvel, a interlocutora do lado lá queria saber da minha vida, e filhas prá frente, namorada pois claro também, “ah, pensei que vivessem amantizados” e eu disse-lhe que não, que estávamos a construir a nossa moradia e quando estivesse pronta, então sim, daríamos o nó ou coisa parecida. Tinha a certeza que a “notícia” iria correr esquinas e becos.
Não passou um mês.
Hoje já nos marcaram casamento para Abril, mas esqueceram-se de me avisar.
Adoro esta gente!
Intimidades
26 de Dezembro de 2007Quebro a rotina de (re)começar Lobo Antunes na noite da consoada. Sempre no Natal, por rotina que não sei explicar. Neste Natal só me apeteceu a Poesia. A que me oferecem, que leio, a que me ofereço, que escrevo. E rasgo as minhas palavras para desaguar nas letras dos Poetas. Como se estivesse a viver em poesia.
E só me apetece Poesia.
A romã
Tirei os bagos, um a um,
de dentro da romã. Juntei-os
no prato do poema, e construí com eles
a tua imagem para que
a pudesse morder como se ama,
até ouvir o teu riso perguntar-me: «Que
fazes?», enquanto libertavas
os seios de dentro
da camisa, para que a luz os mordesse
como se morde a romã.
Nuno Júdice
homenagem
26 de Dezembro de 2007De repente vejo-me a olhar-te, admirar-te, seco de palavras e gestos
preso pelo fio que me ata à cadeira
-
não sais daí sem comer
as sopas que arrefecem
as migas moles e eu não saio dali são horas seguidas
pratos e garfos e copos no lava loiças e eu a admirar-te
para depois sair e regressar sem voltar
-
não precisavas de trazer a tua malinha
mas eu queria voltar e regresso de novo agora para mais longe
marchas e botas que me fazem feridas nos pés
-
não deixes que te façam mal
e uma e outra carta de desabafo e a vontade de regressar de voltar
e a cada viagem fico mais distante com vontade de me aproximar
o natal à mesa, há festa, música, as delícias todas que nos fazem voltar
-
esta é a sopa de que mais gostas
e perdem-se rostos que agora fugiram já ali não estão mas sentem-se
e recordam-se à mesa e na árvore e nas luzes e fujo ainda para mais longe
-
mando-te estas cortinas para o quarto
que é junto ao rio e avisto as serras que se enchem de neve
nos Invernos longos da distância da ausência que sinto naquela noite,
a consoada junto ao crepitar do lume,
a consumir as cinzas e sei naquele momento
que partiste sem fugir e
que estás aí.
O amor é uma companhia *
22 de Dezembro de 2007Obrigado
17 de Dezembro de 2007Parabéns, minha linda!
13 de Novembro de 2007noite de luar
31 de Outubro de 2007Ah, esta quietude nocturna
que me joga no regaço
o luar que abraço e desejo
como naquele momento
em que me revejo
a ti, a mim, no desespero do
beijo
um primeiro de muitos
oferecidos
entregues
na penumbra dos dias
escondidos
proibidos
mas de eterno amor sofridos.
Ah, este querer súbito
de te soluçar nos lábios
a súplica do alvorecer
sem outro ruído
que o dos corpos
suados
extenuados
amados.
Nu
23 de Outubro de 2007
foto: Roman Tkachenko
É no teu corpo que me protejo.
E me recolho nu
Despido de compaixão.
É debaixo da tua pele
Que sinto o sangue que me corre
Nas veias e no coração.







